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terça-feira, 9 de abril de 2013

Futebol Paulistano pelos estádios de SP - Primeiro de Maio

Exatamente um mês após ir ao Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, pela primeira (talvez única) vez na minha vida, resolvi "viajar" até o Estádio Primeiro de Maio, localizado em São Bernardo do Campo. Outra oportunidade de conhecer e acrescentar mais um estádio no meu CF (currículo futebolístico).

Estádio Primeiro de Maio
Pelo horário do jogo entre o time da casa contra o São Paulo, marcado para às 22h00, tive mais tempo de me programar e acabei optando por ir de carro. Para evitar o trânsito da cidade, fui pelo Rodoanel Mario Covas, uma vez que estava no Butantã, ou seja, optei por pegar a Rodovia Raposo Tavares sentido interior.

Diferentemente do estádio municipal em São Caetano, que possui duas estações "próximas" (Estação São Caetano e Estação Utinga, ambas da CPTM), em São Bernardo não há proximidade com linha de trem, ou seja, não quis arriscar ônibus em um horário tão tarde.

Na ida, peguei a estrada (SP-21) por mais de 60 km. Porém, sem nenhum tráfego, ou seja, em quase 40 minutos cheguei no Primeiro de Maio. Assim como em São Caetano, por não conhecer o local, demorei mais tempo (proporcionalmente) procurando a entrada certa, do que no deslocamento.

A diferença é que a informação foi melhor dada do que na outra cidade do Grande ABC. Ao perguntar ao orientador, ele não teve dificuldades para me dar as coordenadas. O único problema é que, por chegar com alguns minutos de bola rolando, o porteiro do acesso de imprensa já havia saído do seu posto, para assistir a partida. Muito profissional.

Ao entrar no estádio, no setor das cadeiras, uma ótima surpresa em termos de visualização do jogo. Por ter as arquibancadas próximas ao gramado, o estádio tem uma das melhores visões de jogo que já vi. Para um estádio acanhado, minha expectativa era pequena, ou seja, foi muito excedida.

Torcida visitante
Diferentemente da partida em São Caetano, vencida pelo São Paulo por 4 a 2, no campo do Bernô a torcida que prevalece é a do time mandante. Acredito que girava em torno de 60 a 70% o número de torcedores locais. O espaço reservado para o visitante se deu com dois setores atrás do gol (na verdade um setor, mais outro feito no improviso), além de torcedores infiltrados na arquibancada mandante e na cadeira, que não tiveram vergonha de comemorar os gols do tricolor na partida.

Destaco aqui um ponto negativo, que vi em maior número do que em SCS. O setor para imprensa televisiva filmar era o mesmo do público. Desta forma, misturou-se naturalmente quem trabalhava com quem assistia o jogo. Poucas vezes havia visto algo assim. Eram cerca de meia dúzia de câmeras, com seus auxiliares. E a todo momento um torcedor ficava onde não "podia", atrapalhando a filmagem.
Cinegrafista filmando o jogo no meio do público
São Bernardo 1 a 2 São Paulo
O jogo deixou claro  para mim que os times pequenos ao redor do país tem aquele complexo de vira lata brasileiro, descrito brilhantemente pelo escritor tricolor (carioca) Nelson Rodrigues. Apesar de ter um time melhor (muito melhor na verdade), o São Paulo venceu sem ser muito merecedor dos três pontos conquistados.

O São Bernardo, que provavelmente não será rebaixado, tem um time bem montado, e joga sempre em casa, mesmo que seja contra times grandes. Além do artilheiro Fernando Baiano, um ponta esquerda me chamou a atenção, o camisa 7 Gil. Não duvido que logo logo ele estará em uma grande equipe.

O placar foi aberto já aos 13 minutos de jogo. Luis Fabiano marcou sem dificuldades após jogada bem criada por Jádson. O Camisa 10 tricolor passou por três marcadores (se não me falhe a memória), e enfiou para Wallyson, que cruzou na medida para o 9 são-paulino.

Cerca de dez minutos depois, o Bernô empatou em um gol contra de Denílson. Escanteio cobrado, e no segundo pau o volante tentou cortar, chutando para o gol. Outra falha do camisa 15, que não passa por uma boa fase.

No segundo tempo, cheguei a acreditar que o time da casa iria pra cima, para definir o resultado. Porém, o que se viu foi um São Bernardo muito apático, que só assistiu o Tricolor jogar. No fim, aos 36, Carleto cruzou na medida para, de cabeça, Rodrigo Caio dar a vitória ao tricolor.
Torcida local faz festa após o gol de empate do Bernô

Saldo final
Não pensaria duas vezes em voltar ao Primeiro de Maio. Localizado em um bairro tranquilo, bem próximo a uma delegacia civil (não lembro qual), não tive problemas em parar o carro e entrar. Sair do estádio também não foi algo cansativo, como em outros lugares.

Quanto ao São Bernardo, apesar de não ter nenhuma relação com a cidade, torço para que continue na primeira divisão do futebol, por ser um clube bem estruturado. A parceria que tem com a prefeitura e com as empresas da cidade, mostra um modelo de gestão bem interessante, que vem dando certo.

Após o São Caetano surgir como um meteoro e depois ter seus problemas, e em seguida o Santo André também aparecer em nível nacional, campeão da Copa do Brasil, acredito que o Bernô vem trilhando um caminho certo.

A diferença é que o clube não vem queimando etapas, como os outros dois times do ABC fizeram. A questão de chegar no topo, ou próximo dele, é saber se manter lá. O A e o C do Grande ABC não souberam, passando hoje por problemas. O B talvez tenha sucesso pela frente.




quinta-feira, 28 de março de 2013

Título em má hora. Será que existe isso?

O Palmeiras teve um ano de 2012 muito contraditório. O time que saiu da fila de títulos importantes (a nível nacional/internacional) ao conquistar a Copa Kia do Brasil do ano, foi praticamente o mesmo que repetiu o indigesto rebaixamento para a Série B do Brasileiro.

Me lembro como se fosse hoje a euforia dos torcedores alviverdes, ali na altura do número 1800 da Rua Turiassú, no dia 5 de julho, quando o Palmeiras venceu o Coritiba por 2x0 o jogo de ida da final, realizado na Arena Barueri.

Os torcedores mostraram uma prévia do que aconteceria na semana seguinte, quando fecharam completamente a rua para comemorar o título, e até a polícia entrou em ação, com balas de borracha para esvaziar o local.

Porém, o fato importante que venho destacar aqui, é a respeito daquele resultado do dia 5 de julho, ou então outro, o do dia 16 de junho, quando o Palmeiras venceu o Grêmio por 2x0 no jogo de ida da semifinal, disputado no Olímpico, em Porto Alegre.

Em ambas as vitórias, que praticamente mataram os duelos, o Palmeiras viu o resultado cair do céu. Foram duas vitórias totalmente enganosas, que iludiram o torcedor.

Em Porto Alegre, Hernán Barcos achou dois gols nos minutos finais do embate. Em Barueri, o Coritiba teve todas as chances do mundo para fazer 2x0 ou até 3, ainda no primeiro tempo. Não o fez, e no segundo tempo o Palmeiras encontrou dois gols, como ocorrera no RS.

Coincidência do destino, nas duas decisões (a da semifinal e a da final), o Palmeiras saiu vencedor com empates por 1x1. Foi tudo milimetricamente traçado pelos Deuses do futebol para que o Verdão fosse campeão.

Qual o mal disso? A ressaca. Ressaca essa que, indiretamente, dura até hoje. 9 meses depois, o Palmeiras segue no buraco da última década. Assim, repito a pergunta da postagem: Existe momento errado para ser campeão?

O Palmeiras mostrou que sim. O título veio, mas não ajudou em nada o clube. O torcedor que comemorou efusivamente aquela conquista, hoje lamenta ter que disputar a Série B em 2013. Lamenta ainda mais o resultado desta quarta-feira, dia 27.3, pelo Campeonato Paulista.

Algo que não acontecia desde 2011 se repetiu. Uma goleada daquelas para deixar qualquer torcedor envergonhado. O Palmeiras foi a Mirassol, enfrentar o time da casa, e logo no primeiro tempo o placar apontava 6x2 para o time mandante. Por "sorte" (será que existe isso?) o jogou terminou assim, apenas 6x2. Infelizmente parece ser normal esses resultados vexatórios ocorrerem.

É preocupante a situação da Sociedade Esportiva Palmeiras, que irá completar 100 anos em 2014. Em uma análise que também já fiz antes, o ótimo jornalista Antero Grecco concluiu ontem, no Sports Center, da ESPN, que o Palmeiras, com exceção da Era Parmalat, parou na década de 1970.

De lá para cá (1977 até 2013), tirando os anos dourados da parceria com a empresa de laticínios, foram apenas um Paulista em 2008 e uma Copa do Brasil em 2012 conquistados pelo time. Muito pouco para o time de tamanha grandeza.

A situação é preocupante pelos lados da Pompéia. Sinceramente, não sei se o torcedor alviverde terá o prazer de ver seu time completar 100 anos conquistando títulos de expressão, ou ao menos disputando a divisão de elite do futebol brasileiro. Será pessimismo de minha parte? Com o atual elenco, acredito que não.
Wesley, que veio por um preço caríssimo, como esperança de fortalecer o elenco


quinta-feira, 21 de março de 2013

Futebol Paulistano pelos estádios de SP - Anacleto Campanella

Após ir em um curto espaço de tempo (exato um mês) a dois estádios que nunca havia ido antes, o Anacleto Campanella, em São Caetano, e o Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo, resolvi iniciar aqui uma sessão sobre as experiências nos estádios do estado de São Paulo, aos quais não tenho o costume de ir.

Desde pequeno frequentei (muito) o antigo Palestra Itália com meu pai, entre 1996 e 2000. A partir de 2004 comecei a ser frequentador assíduo do Morumbi, enquanto o Pacaembu é um estádio que costumo ir, mas poucas vezes por ano.

Outro estádio da capital que já conheci, o Conde Rodolfo Crespi, tive a chance de ir apenas uma vez, no ano de 2009. Creio que escreverei sobre essa experiência, porém mais para frente, aproveitando que é mais recente as idas ao ABC, então optei por escrever primeiro sobre esses dois estádios.

Pelo interior do Estado Bandeirante, só tive oportunidade (algumas) de ir nos dois estádios de Campinas, o Brinco de Ouro da Princesa (Guarani) e o Moisés Lucarelli (Ponte Preta), e uma vez no Urbano Caldeira, a Vila Belmiro.

Nos dois estádios de Campinas, sempre ia com meu primo, local da cidade, que também gosta muito de futebol. Na Vila, fui uma vez com meu pai, há anos atrás. Sinceramente, terei que pesquisar bem para relembrar a partida.

Estádio Anacleto Campanella

Visão da curva do Setor Cadeira Coberta
Estádio Municipal usado pela Associação Desportiva São Caetano, o Azulão, o Anacleto Campanella tem capacidade para 10.000 pessoas. Sinceramente, ao adentrar no local, parece muito menos.

São três setores (não contínuos): a arquibancada do mandante, a arquibancada visitante e o setor de cadeiras, que também abriga os membros da imprensa. A arquibancada do visitante é maior que a do mandante, enquanto o setor de cadeiras se torna local misto em dia de jogos contra os grandes.

Posso estar cometendo algum equivoco em relação as arquibancadas (mandante e visitante), pois no dia em que fui ao estádio, 20 de fevereiro (mês passado), o confronto era entre São Caetano x São Paulo. Ou seja, é possível que, para ter um público maior, o mandante tenha invertido os setores das torcidas.

O local destinado para a imprensa é muito menor do que é necessário para jogos de grande audiência. Pude perceber isso facilmente ao entrar no estádio, quando notei colegas da imprensa entre o público da cadeira coberta.

Ao refletir sobre isso, fico imaginando como eram os jogos no começo dos anos 2000, quando o Azulão surgiu. O São Caetano "nasceu" para o futebol brasileiro como um meteoro. Chegando a final do Brasileirão daquele ano, a Taça João Havelange, sem nunca ter disputado a Série A do Nacional.

O time do ABC disputaria ainda uma final de Copa Libertadores, no ano de 2002, com apenas 13 anos de fundação. Fato esse que o Corinthians, uns dos maiores do Brasil, demorou mais de 100 (na realidade cerca de 50, pois a competição só começou a ser disputada em 1960) anos para conseguir.

Antes de falar sobre o jogo, destaco a falta de informação para entrar no local. Cheguei em cima da hora, por volta das 19h20 (o jogo começava as 19h30). Porém só fui descobrir que a entrada de imprensa era junto da entrada do torcedor comum, lá pelas 19h45, quando a bola já estava rolando há um bom tempo.

São Caetano 2 a 4 São Paulo
Já sobre o jogo, assisti todo na cadeira coberta, bem na curva que separa o local com a arquibancada mandante (lembrando que posso estar errado). Ao entrar no local, Osvaldo cruzou para Luis Fabiano marcar. 1 a 0 para o time da capital.

Não sei como era a visão nas arquibancadas ou no meio da coberta (imagino que melhores), mas aonde fiquei, não era muito privilegiada. Por não ser um local alto, é difícil ter uma noção geral do campo. Se enxerga bem apenas o lado que está mais próximo.

Bom, voltando a tratar da partida, após abrir o placar e, aparentemente dominar o confronto, o São Paulo teve um apagão de exatos dois minutos, que culminou na virada. Aos 24 Danielzinho empatou e aos 26 minutos Jobson (o cheiro do gol) virou.

A partida caminhava para o intervalo com vitória parcial do mandante, mas aos 45 minutos Maikon Feijoada acertou um chute de fora da área, que desviou na zaga e enganou o goleiro.

No segundo tempo, o São Paulo mostrou porque era líder e o São Caetano o porquê de estar na zona do rebaixamento. Com outro gol de Luis Fabiano e um de Aloísio, o Tricolor deu números finais a partida.

Transporte Público para o Anacleto
Finalizando meus comentários sobre o estádio, deixo aqui registrado como foi ir e voltar do jogo de transporte público, pois pode servir de dica para quem pretende ir um dia. Na ida optei por descer na Estação de Trem Utinga, de Santo André, pois era mais próximo.

Seria uma grande caminhada de uns 30 minutos, por um bairro que não é muito recomendável andar a pé de noite. Só não sei ao certo se realmente seriam 30 minutos, porque dei sorte de pegar carona com um pessoal que estava na porta da estação, esperando um atrasado chegar.

Na volta, após conversar com pessoas locais, optei por ir pela Estação São Caetano, que fica a 4,2 km do estádio. Alguns me aconselharam a ir de onibus, pois a caminhada era longa. Na hora H, optei por um taxi, que deu apenas 15 reais, e nem 10 minutos.

Acredito que a experiência foi válida, mas não faço muita questão de voltar ao estádio. Gostei de conhecer, assim como qualquer estádio que já fui na vida, mas não senti nada de especial por lá.