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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ídolos no futebol: Marketing x Resultados

Festa no Morumbi para volta de Kaká
Os jogadores Kaká, do Orlando City (EUA), e Diego Milito, Racing Club (ARG), tornaram-se protagonistas no futebol sul-americano, em 2014, ao retornarem aos seus clubes de coração.

A única coincidência nesta história é que ambos voltaram aos clubes de coração e que lhe formaram, São Paulo e Racing, exatos 11 anos após sua primeira passagem.

Em 2003, Kaká deixava o São Paulo para brilhar no Milan, conquistar todos títulos possíveis e ainda ser o melhor jogador do mundo 2007. Uma passagem sem brilho no Real Madrid faria o brasileiro voltar à Itália.

No mesmo ano, Milito partiria também para a Velha Bota, onde jogaria no Genoa por duas temporadas. Seu auge seria entre 2009 e 2013, quando no ano de 2010 conquistaria tudo que é possível, dentro e fora do País.

Até aí as história são parecidas. Porém, se analisarmos o que ambos conquistaram pelos seus clubes de formação a coisa muda.

Kaká venceu apenas dois títulos no São Paulo, o extinto torneio Rio-São Paulo de 2001 e o Supercampeonato Paulista no ano seguinte. No mais, saiu pela porta dos fundos em 2003, assinando contrato com o Milan e fazendo com que seu clube embolsasse apenas 8 milhões de reais.

Diego também tem dois títulos com o Racing. Em 2001 faz parte do grupo campeão nacional de 2001, aquele que ajudou La Academia a sair de uma fila de 35 anos sem títulos nacionais.

Agora, em 2014, mais uma vez foi importante. Chegou no meio da temporada para o Torneio Transición e conquistou o segundo título nacional acadêmico em mais de cinco décadas. Já eram 13 anos sem levantar o caneco, que garantiu vaga na Libertadores após 12 anos.

Já Kaká voltou ao Brasil apenas para uma intertemporada, até poder jogar pelo seu clube, o Orlando City. Não ganhou nenhum dos três títulos que o São Paulo disputou no semestre, nem foi um grande jogador dentro de campo.

Sua única contribuição foi o espírito de garra e raça, coisa que nunca foi sua característica. Kaká realmente foi dedicado em campo, porque técnica e fisicamente já não é mais o mesmo.

Festa de Diego Milito, que tirou o Racing da fila de 13 anos

Legado que deixam - Seja ou não campeão nos próximos anos, o Racing já tem garantido um legado com a vinda de Diego Milito. Ele deu cara ao time campeão e soube conduzir o clube ao 17º nacional, não há dúvidas.

Assim, seja como for no novo Campeonato Argentino com 30 clubes em 2015 e na Taça Libertadores, Milito está escrito na história do clube de Avellaneda como um dos principais da história. Um ídolo pelos resultados conquistados.

Já Kaká, considerado ídolo da geração dos anos 2000, ainda não pôde entrar na seleção de principais nomes da história Tricolor. Um Rio-São Paulo e um Supercampeonato Paulista, este disputado em apenas quatro jogos, não garantem tal posto ao jogador.

Até fim de 2014, Kaká é um ídolo de Marketing para o Tricolor, dentro e fora de campo. Serviu para vender camisas e mostrar aos companheiros que mesmo não chegando perto do que era como melhor do mundo, com vontade é possível vencer partidas.

Caso em 2015 o clube do Morumbi venha ganhar algum título de expressão, aí sim Kaká terá deixado um legado, mesmo que indiretamente. Seja como for, a temporada que se aproxima promete muito para os dois clubes. Aguardemos para ver!





terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Brasileirão 2014: No fim, G5

Muito se falou durante a edição de 2014 do Campeonato Brasileiro de futebol se teríamos um G4, G5 ou até G3, que era possível. Tudo isso em função das cinco vagas que os times do Brasil tem direito na tão desejada Taça Libertadores da América.


O que é definido pela CBF, entidade máxima do futebol, é que quatro clubes se classificam pelo campeonato nacional e um quinto pela Copa do Brasil, tradicional torneio mata mata do País. Apenas a Sul-Americana poderia alterar isso, caso o campeão fosse brasileiro. Neste caso, ele "roubaria" a vaga do quarto colocado do Brasileirão.


Em certo momento do campeonato, os quatro sobreviventes da Copa do Brasil eram Cruzeiro, Santos, Atlético-MG e Flamengo. Enquanto os dois mineiros sempre figuraram no topo da tabela, a dupla de Rio-SP esteve em maior parte do campeonato na parte intermediária.

Assim, para que o G4 virasse G5, era necessário que Raposa ou Galo fosse campeão, para que não houvesse muita confusão na parte de cima. Neste tempo, antes que os mineiros garantissem vaga na final, o criticado Mano Menezes, do Corinthians, defendeu-se de críticas dizendo que o time dele estava no G5 naquela oportunidade.

Como o Galo era um dos quatro primeiros colocados à época, o treinador corintiano debruçou-se nessa teoria e ironizou a imprensa paulista, uma vez que o Timão era o 5º colocado. No fim, após as 38 rodadas, o Corinthians seria o 4º colocado, enquanto o Atlético-MG foi o 5º, ambos classificados para a Taça.


Desta forma, o G4 foi mesmo G5, mesmo que a vaga do alvinegro mineiro acabou vindo pela Copa do Brasil. O título do certame mais importante do País ficou com o Cruzeiro, enquanto São Paulo e Internacional ficaram com as outras duas vagas.


Assiduidade no G4 - Coincidência ou não, os clubes que mais tempo passaram no G4 foram aqueles que garantiram a vaga na Taça Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. O campeão Cruzeiro foi recordista, com 36 das 38 rodadas no pelotão. Em seguida, vieram Internacional, com 28 rodadas, São Paulo, com 27, e Corinthians com 25.

Enquanto o Atlético-MG esteve no G4 por nove rodadas, os dois principais postulantes que ficaram de fora da competição sul-americana foram Fluminense e Grêmio, com 13 e seis rodadas, respectivamente.

O Flu esteve no G4 por 12 vezes entre a 1ª e a 15ª rodada, aparecendo de novo apenas uma vez, na 32ª. Já o Tricolor gaúcho, do técnico Luis Felipe Scolari, que reclamou de perseguição, esteve no G4 da 5ª a 7ª rodada e depois apenas na 27ª,  33ª e 34ª. Será que ele estava certo de reclamar?

Em resumo, o campeonato,  na parte de cima da tabela, beneficiou aqueles que mais regularidade tiveram durante o torneio.
Assim como os quatro do G4 estiveram mais tempo no grupo de classificados a Libertadores, na definição do título Cruzeiro e São Paulo fizeram valer as estatísticas. Os mineiros estiveram na liderança por 33 das 38 rodadas e os paulistas na vice em 19 rodadas. Justiça feita. Que venha logo a temporada 2015!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Paulista 2014 chega à sua metade com Santos e Palmeiras favoritos ao título; Já São Paulo e Corinthians...

Passadas sete rodadas de um total de 15 na primeira fase do Campeonato Paulista de 2014, santistas e palmeirenses tem bons motivos para acreditar no título do torneio. Ambos tem campanhas iguais, são seis vitórias e um empate, com aproveitamento de 90,4%.  Já são-paulinos e corintianos, desses eu falo depois...


Com melhor saldo de gols e também mais tentos marcados, o Peixe tem a melhor campanha do Paulista. São 17 feitos e quatro sofridos, contra 14 feitos e os mesmos quatro tomados pelo Verdão. No time alvinegro, o artilheiro é a promessa Gabigol, com quatro gols.


No Aliviverde, a artilharia está com Alan Kardec, que na última partida desperdiçou o quarto gol no campeonato, ao mesmo tempo jogou fora a possibilidade de manter o time 100%, porque se faz o penal, o Verdão ganharia de 2x1 do Audax.


Coincidentemente, os dois clubes que brilham foram aqueles que jogaram em casa no primeiro clássico da temporada. O Santos fez 5x1 no Corinthians dentro do Alçapão, deixando o rival em uma grande crise. Crise esta que, por ser início de temporada, ainda é de se ignorar.


Já o Palmeiras fez um jogo perfeito contra o apático time do São Paulo. De um lado se viu um time sobrando em campo, correndo e se entregando taticamente. Do outro, um time sem esquema tático, sem vontade e sem finalizar. Sem nada.


Falando de São Paulo e Corinthians, a patética troca entre Jadson (definitivo) e Alexandre Pato (por dois anos de empréstimo) mostram como os dois clubes estão perdidos.


Jadson não fará falta alguma ao time Tricolor. E, mesmo sendo um jogador, teoricamente diferenciado, Pato também não faz falta ao Timão. Mas não é compreensível rivais se reforçarem, ainda mais por vontade própria.


No Paulista, o São Paulo faz uma campanha razoável. São quatro vitórias e três derrotas. Quando joga em casa, ganha. Quando joga fora, perde. Não encontrou adversários a altura em casa e, seja qual for o nível do rival, fora de casa simplesmente andou em campo.


O alerta para Muricy deve ser aceso, pois historicamente seus times demoram a embalar. Se o negócio começar a andar apenas em outubro, acredito que será tarde para brigar por títulos.


Já o Corinthians tem a pior campanha entre os quatro grandes. Venceu os dois primeiros jogos, perdeu os quatro seguintes e empatou o último. Para um clube da grandeza corintiana, ficar cinco jogos no Paulista sem vencer é inaceitável.


Porém, ao mesmo tempo que gritam e esperneiam dizendo que o clube está em crise, vale lembrar que a decisão do torneio será no mata-mata. A única vantagem de quem tem campanha melhor é jogar em casa, ou seja, se o Timão enfrentar o São Paulo em uma hipotética semifinal, a história recente mostra que não há dificuldades.


Se enfrentar o Palmeiras ou Santos em dois jogos, em uma provável final, também não há favoritos. Isso porque no futebol, apenas o peru morre de véspera. Quando o assunto é clássico, tudo pode acontecer. Pelo contrário, são os jogos mais suscetíveis a resultados inesperados.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Como explicar a demora de São Paulo e Corinthians para contratarem?

Passadas duas semanas de 2014, somadas com mais algumas do término da temporada passada, São Paulo e Corinthians seguem sem empolgar seus torcedores no que diz respeito a contratações.

Mas até que ponto isso é um grande problema? No fim de 2013, Juvenal Juvêncio foi contraditório (sim, acredite). Primeiro disse que sua torcida teria bons presentes de fim de ano. Mas em seguida colocou os pés no chão ao dizer que no ano da Copa do Mundo, tudo estaria supervalorizado.

E realmente é verdade. Cada vez mais voltam ao Brasil medalhões europeus, que deixaram saudades em suas torcidas ao saírem do País anos atrás. Alguns recebendo, inclusive, salários similares aos da Europa. O problema é que esses ou estão em baixa, como Luís Fabiano por exemplo, ou não mostraram porque vieram, como Alexandre Pato.

Até o momento, o Tricolor Paulista trouxe apenas Luís Ricardo, ótimo lateral  por sinal, contabiliza Roger Carvalho, zagueiro que chegou machucado em 2013, e tenta a todo custo trazer Souza, volante do Grêmio, em troca com o zagueiro Rhodolfo.

Já o Corinthians até agora trouxe também apenas o lateral esquerdo da Ponte Preta, Uendel, que na semifinal da Sul-Americana garantiu sua vinda, ao passar sem dificuldade pela defesa são-paulina na superlativa vitória por 3 x 1 no jogo de ida do Morumbi. O lateral Fagner, que começou no Coringão, também esta próximo. Assim como Bruno Henrique, da Portuguesa.

Mas se fizermos uma análise fria, tanto Corinthians quanto São Paulo não estão errados na postura. O que eles irão disputar no primeiro semestre? O Campeonato Paulista, que ninguém chora se não for campeão, e as três primeiras fases da Copa do Brasil, teoricamente.

Ambos os clubes encerraram o Brasileiro em colocações intermediárias, mas tem peças em seus elencos que podem fazer diferença. Luís Fabiano, Ganso, Jadson, podem levar o Tricolor à Glória, porque não? Assim como Pato, Renato Augusto, Ralf e cia também, são os mesmos que conquistaram dois títulos em 2013.

Não costumo defender dirigentes de futebol. Mas, prefiro que não façam loucuras tendo em conta que o semestre é praticamente perdido, do que contratem jogadores como fez Palmeiras e Santos.

Mais necessitado de contratar, por subir para a Série A e por ter em 2014 o ano de seu Centenário, o Verdão se reforçou com nomes medianos que não devem fazer grandes partidas. Além disso, gastou 8 milhões de reais por 64% do atacante Leandro. Francamente, um erro ao meu ver.

O Santos foi mais além. Trouxe com apoio de um parceiro o atacante Leandro Damião. Ótimo jogador, que viveu altos e baixos no Inter. Mas o que assusta é o valor: 42 milhões de reais. Em um negócio da China, pois o Santos terá que pagar ao grupo que trouxe o atleta os 42 mi, além de juros, caso não consiga vende-lo nos próximos 5 anos.

Entre as loucuras cometidas por Alvinegros/Alviverdes, e os pés no chão de Tricolores/Alvinegros, fico com a segunda turma. Porque até o Brasileiro e a Copa do Brasil pegarem fogo, lá para setembro mais ou menos, há um grande caminho a percorrer, e muitos euros/dólares/reais a serem gastos.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Feliz 2014, ano que promete ser difícil para os grandes paulistas

A temporada de 2014 começa sem grandes expectativas para o quarteto paulista, formado pelos paulistanos Corinthians, Palmeiras e São Paulo, e pelo "Glorioso Alvinegro praiano". Sem nenhum deles na próxima Taça Libertadores, o Campeonato Paulista deste ano promete ser o estadual mais disputado dos últimos tempos.

Isso porque todos os outros três torneios que os quatro clubes podem disputar, Copa do Brasil e Brasileiro, com toda certeza, e Sul-Americana, que é disputada dependendo de não se classificar para a 4ª fase no mata-mata da Copa (brilhante fórmula de classificação), serão definidos no mês de dezembro.

Além disso, a fórmula de 2014 promete ser mais interessante que a dos últimos anos. Continuam classificando-se oito clubes para as quartas de final. Porém, dessa vez os times estão em quatro grupos de cinco equipes, que curiosamente nenhuma delas se enfrentam. Os dois melhores de cada grupo classificam-se, o que aumenta as chances de quartas de final entre gigantes e, quem sabe, final com times do interior, porque não.

Por ter garantido a classificação à Série A de 2014 bem cedo, em meados de outubro, o Palmeiras larga na frente dos demais. Começou a pré-temporada alguns dias antes e estará mais inteiro para o seu Centenário. Além disso, já anunciou algumas contratações como os atacantes Diogo (ex Portuguesa) e Rodolfo, e também tem tudo adiantado com o zagueiro Lúcio.

O Santos também é forte candidato. Talvez o maior de todos, pela qualidade do elenco. Nomes como Montillo, Cícero (se continuar) e Thiago Ribeiro, somados ao contratado Leandro Damião e à possível vinda de Vargas, aquecerão o clima na Vila Belmiro, que tem sido quente nos primeiros dias de Verão.

Iniciando um processo de reformulação após ganhar tudo nos últimos anos, o Corinthians é um incógnita para esta temporada. Ao mesmo tempo que a chegada de Mano Menezes pode trazer força para o clube, a saída do multicampeão Tite pode forçar Mano a ter bons resultados logo. A base até o momento é a mesma de 2013.

A expectativa dos alvinegros é que o novo (antigo) técnico injete ânimo nos jogadores e conquiste um título de expressão, após um ano de vitórias (Paulista e Recopa), mas com pouca pompa se comparado aos anos de 2011 e 2012.

Quem deve ter o ano mais difícil é o São Paulo. O clube teve na última temporada o pior ano de sua história recente e,talvez, de todos seus quase 80 anos. Muricy Ramalho terá que trabalhar muito para conseguir algo que não seja apenas manter o time na primeira divisão nacional ou classificar-se para a Libertadores.

O torcedor, que vê até agora apenas um ótimo reforço, o de Luis Ricardo, e uma saída, a de Aloísio num verdadeiro negócio da China, não pode esperar grande coisa do atual elenco. Espero que minha tese de que em 2013 eles apanharam o suficiente para estarem maduros em 2014, seja bem sucedida.

No entanto, como os holofotes estão todos virados para a eleição de abril, que finaliza o ciclo vencedor/perdedor de Juvenal Juvêncio, as chances de título para o Tricolor Paulista se torna algo muito distante.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Balanço de 2013 do futebol paulista e brasileiro

Com a derrota do Atlético-MG para o Raja Casa Blanca, por 3 x 1, pela semifinal do Mundial de Clubes do Marrocos, a temporada de 2013 praticamente se encerra para os clubes brasileiros.

Antes de fazer um pequeno balanço do que vimos, peço desculpas pelos dois meses sem atualizar o Futebol Paulistano. Infelizmente os afazeres laborais me tomaram grande parte do tempo.

Grandes Paulistas
Entendo que nenhum dos quatro paulistas tiveram muito o que comemorar. Quem pode me xingar são os corintianos, campeões do Paulista-13 e da Recopa das Américas.

Ao meu ver, ganhar o Paulistinha já não é a meta de nenhum torcedor dos grandes de SP. Já a Recopa é um título que não vale muita coisa, mesmo sendo vencido diante do rival São Paulo. Sinceramente, duvido que daqui 10 anos um alvinegro vá falar "lembra daquele título da Recopa!".

Tirando o Corinthians com esses dois títulos, quem também triunfou foi o Palmeiras. O clube de Palestra Itália foi campeão da Série B do Brasileiro. Acredito que comemorar isso não representa a história do Verdão.

Já São Paulo e Santos viveram um ano muito difícil. Pior foi para o São Paulo, que brigou para não cair no Brasileiro-13 faltando algumas rodadas para o término. O Santos terminou por cima a temporada. Além de ser o melhor do estado no Nacional, já começou 2014 bem, com a contratação de Leandro Damião.

Pequenos-grandes Paulistas
Gostaria de destacar o que fez a Ponte Preta na Sul-Americana. Desbancou equipes favoritas como Vélez Sarsfield e São Paulo, porém foi barrada pelo Lanús.

É uma situação delicada. Chegar à final de um torneio internacional seria o suficiente para louvar o time de Campinas. Mas, ao meu ver, o vice-campeonato não vale absolutamente nada para um clube que nunca foi campeão de um torneio.

Quanto a Lusa, parabenizo por ter feito dentro de campo um Brasileiro razoável, sem ter caído ao término das 38 rodadas. Porém, lamento que forças maiores (STJD e CBFlu) conseguiram rebaixar a equipe para a Série B, com a escalação irregular de Héverton, na última rodada, e a perda de 4 pontos.

Algo de muito estranho tem nessa história. Rogo a Deus que alguém apure e investigue. Se por 9 anos um advogado fez bem seu papel no STJD para a Portuguesa e, coincidentemente, um dia não fez seu papel para o clube, é porque tem coisa errada na história.

Brasileirão 2013
O Cruzeiro ganhou com sobras o campeonato. No começo ninguém apontava o time de Borges, Dagoberto e cia como favoritos, mas o técnico Marcelo Oliveira soube montar uma equipe que joga pra frente, sem medo de perder.

Outro vencedor do campeonato foi o Atlético-PR, terceiro colocado. Provou que deixar de lado o estadual é um grande negócio e chegou voando na competição.

Botafogo e Grêmio garantiram a vaga na Libertadores, integrando o G4. Parabéns aos clubes, mesmo não acreditando que tenham condição de ser campeões do torneio continental.

Ainda sobre o campeonato, lamento a queda da Lusa para a segunda divisão. Os homens de terno definiram o rumo das coisas. A CBF ser incompetente não é novidade, mas preferirem responsabilizar o clube por uma falha na regra é o jeito brasileiro de resolver as coisas.

Que os clubes luso-brasileiros, Vasco da Gama e Portuguesa, subam com louvor e merecimento. E que, cedo ou tarde, o Fluminense pague suas contas com o futebol (96, 2000 e 2013).

Copa do Brasil
O Flamengo garantiu o título de 2013 do segundo torneio mais importante do futebol nacional. Mesmo com a 16ª colocação do Brasileiro (perdeu 4 pontos no tapetão do STJD), venceu equipes da ponta de cima da tabela, como Cruzeiro, Goiás e Atlético-PR.

Essa é a prova de que camisa e estádio grande lotado, como o Maracanã, ganha jogo. Ao meu ver, o Mengo é limitado no papel. Mas nomes como Elias e Hernane "Brocador" fizeram a diferença.

Libertadores e Mundial
O Galo viveu um ano de ida do céu ao inferno. Conseguiu ganhar uma Libertadores com muita emoção, passando por semifinal e final nos pênaltis, mas no Mundial...

No Mundial de Clubes o Atlético fez feio. Não teve interesse e vergonha na cara para enfrentar o Raja Casa Blanca. Jogou com a arrogância do seu líder, Ronaldo Gaúcho, que joga por diversão. Pagou um preço caro, mas justíssimo.

domingo, 21 de julho de 2013

A atual crise do São Paulo FC em 8 atos, ou melhor, 8 derrotas

O São Paulo FC vive provavelmente um dos piores momentos da sua história, em quase 80 anos. Não concordo que seja o pior time do SPFC, mas atualmente tem sido o mais sem vontade e postura tática dos últimos 25 anos (idade que eu tenho).

Já são dez jogos sem vencer, com um total de OITO derrotas. Assim, intitulo cada derrota como um ato dessa caminhada que, ao que tudo indica, parece ir rumo a Segunda Divisão nacional. Ainda é muito cedo, faltam quase 30 rodadas, mas os pessimistas de plantão já decretaram isso.

Após falar dos 8 atos (derrotas), escreverei um pouco sobre fatos que estão contribuindo para essa crise, que parece ser infindável.

ATO 1
São Paulo 0x1 Goiás - 5/6/2013
Um dia realmente triste. Para mim, que tive meu celular furtado a caminho do jogo, e para o clube, porque foi aí que tudo começou. O Goiás estava em situação complicada na tabela e o São Paulo vinha invicto, com duas vitórias e um empate.

Logo no início da partida o time visitante abriu o placar em uma falha típica da defesa são-paulina. Bola área. Muitos criticam que, ao ser demitido, Ney Franco saiu injustamente. Porque ele saiu, e o problema continuou. Mas, claramente, esse defeito é um dos problemas que o técnico deixou na equipe, sem ter corrigido em 2013.

ATO 2
São Paulo 0x1 Flamengo - 29/6/2013
O São Paulo parou por pouco mais de uma semana, com a Copa das Confederações, e sem seguida voltou aos treinos. Não sei quem teve a ideia de agendar o confronto amistoso com o Flamengo, mas de fato a partida não serviu para nada.

O Tricolor perdeu por 1 a 0, em uma falha bisonha de Rhodolfo, que parece fazer de propósito. No começo do campeonato eu acreditava que o Fla era time candidato a ficar entre os 10 últimos. Sinceramente, está mais fácil o Tricolor ficar no limbo que o Mengo.

PS: Todas as mídias contam esse resultado para somar aos 10 jogos sem vencer. Para deixar o mau momento ainda mais evidente. Ok, não contesto. Mas, se o time Tricolor vencesse essa partida, com toda certeza não estariam contabilizando a derrota em Uberlândia.

ATO 3
São Paulo 1x2 Corinthians - 3/7/2013
O São Paulo voltou das "férias" e demonstrou que não havia evoluído em nada. Mais uma vez, coloco nas costas do Ney Franco. Não iniciou 2013 com um time e conseguiu entregar o clube, logo após essa partida, como um bando de índios em campo.

O São Paulo praticamente não criou nada neste jogo. O Corinthians foi frio e calculista. Defendeu com os 11 atrás, e atacou só na boa. Abriu o placar com Guerrero, levou o empate em um frango de Cássio e matou o duelo com um golaço de Renato Augusto.

Para um bom torcedor, aquela derrota bastava para dar o título da Recopa ao time do Tatuapé. O empate era um bom negócio dentro das circunstâncias, mas como Ney Franco mostrou em 2013, não sabe montar a equipe com inteligência e deu no que deu.

ATO 4
São Paulo 0x2 Santos - 7/7/2013
Acredito que, das sete derrotas, essa foi a partida em que o São Paulo mais teve chances de sair com a vitória. Ali, até aquele ponto, com o técnico interino no comando, os jogadores ainda não tinham  noção do buraco que estavam. Infelizmente não perceberam que aquela vitória podia salvar esse desempenho vergonhoso até agora.

O São Paulo teve todas as chances do mundo de abrir 2 ou 3 a 0 no primeiro tempo. Não fez, e no segundo tempo o Santos enterrou o Tricolor com Giva e Cícero. Os dois gols foram iguais. Bola área, com a zaga perdida. No primeiro gol, Rhodolfo simplesmente não se mexeu. Assistiu ao atacante santista marcar. Parecia um espantalho em campo. Patético.

Como tem sido nos últimos jogos, o São Paulo toma o primeiro gol e simplesmente acaba. Pode esquecer. Vira um time de bundões (realmente são) e param de jogar, literalmente. Após a abertura do placar no comecinho do segundo tempo, o único lance do jogo foi o gol de Cícero aos 37. Mais nada. Sem qualquer reação.

ATO 5
São Paulo 1x2 Bahia - 10/7/2013
Em partida adiantada, o Tricolor recebeu o medíocre time do Bahia. Saiu na frente, sem jogar absolutamente nada. Levou o empate e, de novo, pane geral. Luis Fabiano conseguiu ser expulso na sequência, depois Clemente Rodrigues. Com 9 em campo, levou a virada.

Foi algo inacreditável. Era um time totalmente sem vontade em campo. Pior, além de ter uma partida a menos que os adversários, o motivo desse adiantamento é inaceitável. O São Paulo irá para Europa e Ásia, disputar competições que não valem nada. Pior momento, impossível.

ATO 6
Vitória 3x2 São Paulo - 14/7/2013
De todas as oito derrotas, essa foi uma das duas que não assisti. Contra o Flamengo também não vi a partida, pois não valia nada. Escutei o primeiro tempo do jogo contra o Vitória no rádio. O São Paulo abriu o placar, poderia ter aumentado, porém não o fez.

O Vitória virou, Rogério empatou, mas no segundo tempo levamos o 3 a 2. Falando dos gols, os três foram ridículos para um time que se diz "candidato ao título". No primeiro, Dinei ficou no mano-a-mano com Edson Silva. Qualquer atacante faria o mesmo, gol fácil. Pior de tudo, o time que ganhava levou um gol de contra-ataque. Inexplicável.

A virada veio rápida, com uma falha dupla de Rodrigo Caio. O volante conseguiu perder a bola perto da área e ainda desviou o chute do atacante argentino do Vitória. Aquele que é primo do Messi, Maxi Biancunchi. Rogério empataria o jogo, mas no segundo tempo os mandantes finalizariam o placar, com direito a chapéu no péssimo Juan, no meio do campo.

ATO 7
Corinthians 2x0 São Paulo - 17/7/2013
O buraco continuava afundando. O São Paulo entrou totalmente desacreditado na segunda partida da decisão da Recopa e fez jus às expectativas. Perdeu outra, sem praticamente assustar os corintianos. Levou o gol de abertura no primeiro tempo, mais uma vez em vacilo dos zagueiros que ignoraram a presença de um atacante rival na pequena área.

No segundo tempo, um lance chave que se repetiria no Morumbi ontem (sábado) definiu o duelo. Aloísio teve a única chance de marcar para o São Paulo no jogo. Cara-a-cara com Cássio, ele chutou em cima do goleiro. Poderia empatar a partida. Pouco tempo depois, Danilo fez o 2 a 0, que permitiu aos corintianos soltarem o grito de "é campeão".

ATO 8
São Paulo 0x3 Cruzeiro - 20/07/2013
Concluindo a sequência péssima, o São Paulo levou a maior derrota dessa fase terrível. E, pior, três gols de Luan, ex-Palmeiras. Todos os três marcados no segundo tempo. Mais uma vez, o ataque foi falho e a defesa uma piada.

Luan abriu o placar em lance de bola área. Douglas (sim, ele continua no São Paulo) vacilou bisonhamente ao tentar desviar a bola de cabeça, e Luan fez um golaço. Inacreditável. Nos outros dois gols, falha de Clemente Rodrigues na cobertura e depois de Rodrigo Caio.

OPINIÃO SOBRE O TEMA
Em 2012, quando o São Paulo perdeu a terceira semifinal seguida de Paulista para o Santos, fiquei refletindo. Pensando nos anos de 2010, 2011 e 2012. Jogadores passaram, mas o resultado foi o mesmo. Culpa de quem? Para mim, diretoria.

Agora, não resta dúvidas. A ponta do iceberg está acabando com o Tricolor. Juvenal Juvêncio, folclórico, perdeu a noção das coisas. Deu poder para o fraco Adalberto Baptista, que manda no SPFC. Enquanto um desses dois não cair, a coisa não andará.

Sobre Ney Franco, continuo achando que ele é um dos principais culpados pelo mau momento. Ele deixou uma herança péssima após sair do Tricolor. O que estamos vendo hoje é resultado do que ele plantou desde janeiro.

Paulo Autori terá muita dificuldade. Pela frente, Inter no Morumbi e Corinthians no Pacaembu. Acredito que esses dois serão os atos 9 e 10. E, quando é hora de tentar melhorar, os jogadores irão para Europa, passear um pouco. Está tudo errado! E, caro amigo, dá para piorar!!!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Sexta rodada boa para os paulistas, exceto para o São Paulo

Dos cinco times paulistas que disputam a Série A do Brasileiro, apenas um teve uma rodada ruim: o São Paulo, que perdeu em casa para o Santos, por 2 a 0, e afundou mais ainda na crise. Dos outros três, apenas a Lusa empatou (também em casa) enquanto Corinthians e Ponte Preta triunfaram foram de casa.

A Ponte abriu no sábado a rodada paulista, vencendo facilmente o Náutico em Pernambuco, às 18h30. Diante de 20.000 pessoas na Arena Pernambuco, o time de Campinas fez 3 a 1, sem dificuldades. Em uma análise superficial e fria, já encontramos nesse duelo um forte candidado para o rebaixamento.

Um pouco mais tarde, no jogo balada do Brasileirão, a Portuguesa recebeu o Cruzeiro no Canindé. A bola área definiu o placar de 1 a 1, com dois gols de zagueiros. Valdomiro para a Lusa e Bruno Rodrigo para a Raposa, ainda no primeiro tempo do jogo.

No domingo, duas vitórias de visitantes. O Corintihans foi a Salvador e não teve problemas para bater o Bahia por 2 a 0. Os dois gols foram marcados por Alexandre Pato, que finalmente desencantou.

No Morumbi, São Paulo e Santos fizeram o primeiro grande clássico paulista. Melhor para o time do litoral, que soube aproveitar as chances que teve no segundo tempo, fazendo dois gols semelhantes: cruzamentos da esquerda, para Giva e Cícero marcarem, sem qualquer dificuldade.

Por ter assistido ao jogo, faço uma análise mais profunda. No primeiro tempo o Tricolor teve ótimas chances de abrir o placar, enquanto o Santos foi mais tímido. Na etapa final, logo aos 8 minutos um lance definiu a partida. Jadson recebeu a bola, driblou o zagueiro e saiu livre na cara do gol. Se tivesse caprichado, talvez o placar seria outro.

Apenas quatro minutos depois, em uma jogada despretenciosa, o Santos abriu com Giva de cabeça. O atacante, que havia entrada há um minuto no lugar de William José, cabeceou sozinho. O zagueiro Rhodolfo simplesmente admirou o lance, como se ele não fosse o marcador. Um misto de falta de ritmo com falta de vontade.

Dos 12 minutos do segundo tempo até o apito final, apenas um lance de destaque, que foi o segundo gol do Peixe. Não é exagero, pois não aconteceu mais nada nesse período. O São Paulo não deu um chute a gol, enquanto o Santos apenas cozinhou o time adversário, que se encontrava totalmente perdido em campo.

Série B
O Palmeiras venceu a quinta partida em sete disputadas na Série B do Brasileiro. Um passeio contra o Oeste em Presidente Prudente, 4 a 0. Leandro marcou dois gols e Charles outros dois. Pelo andar da carroagem, não imagino que o Verdão terá dificuldades para voltar ao seu lugar na elite, classificando-se entre os quatro melhores do torneio.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Maloca 1x2 Corinthians na ida da Recopa Sul-Americana

Pesquisei no dicionário a definição para coletivo de índios. E, por incrível que pareça, uma das palavras usadas era maloca, referindo a um bando de índios. Sim, o que define o time Tricolor dos últimos anos é o apelido que os corintianos costumam se auto-denominar.

E de fato o que se viu em campo nessa quarta-feira à noite foi isso. 11 índios correndo de um lado e 11 jogadores de futebol do outro. O Corinthians, assim como nos outros dois duelos contra o São Paulo em 2013, foi cirúrgico. Jogando na perfeição tática (sempre que possível) para garantir o resultado.

Já o time do São Paulo confirmou minhas suspeitas. A parada para a Copa das Confederações, ou melhor, Manifestações, não serviu para absolutamente nada. O time conseguiu piorar em relação daquilo que vinha apresentando. Sem qualquer esquema tático, noção de jogo em equipe. Em resumo, um nada.

O jogo começou equilibrado, mas claramente o time de Tite tinha organização, enquanto o Tricolor jogou no bumba meu boi. Algo que me impressionou ontem foi o aspecto defensivo. Enquanto o Corinthians esteve sempre atrás da bola, com os 11 marcando no campo de defesa, o São Paulo era uma bagunça total.

Incontáveis vezes a defesa são-paulina ficou no mano-a-mano com os corintianos. Sempre 4x4, ou 5x5. Já o Corinthians teve 11 jogadores que marcaram na maior parte do jogo e atacaram na boa. Em todos os escanteios do São Paulo, TODOS atletas do time visitante estavam dentro da área. O mais adiantado era Emerson Sheike na ponta da área.

O resultado, com um placar mínimo de diferença, ficou barato para o Tricolor, mas ao mesmo tempo indigesto pela forma como ocorreu. No primeiro tempo nenhum time merecia terminar vencedor. Porém, em ótima jogada de Romarinho, a bola sobrou livre nos pés de Guerrero, que abriu o placar.

Na etapa final, Ney Franco "acordou" e colocou Aloísio e Wellington. Concordo com as entradas, mas não concordo com a saída de Ganso, único jogador com reconhecida qualidade técnica no elenco. Deixar em campo Jadson, que não fez absolutamente nada no jogo, foi um erro.

Logo no início do segundo tempo Aloísio empatou em um chute forte de fora da área, que o goleiro Cássio aceitou. Um verdadeiro frango. O jogo continuou com o São Paulo no ataque, porém com as melhores chances do Corinthians, em cruzamentos.

Quando a partida chegava em sua reta final, Renato Augusto encobriu Rogério Ceni em um golaço, no estilo Ronaldo Fenômeno x Fábio Costa. Ceni foi inocente em se adiantar tanto, mas como sempre o faz. No entanto não coloco 100% da culpa nele, pois o fato é que ele, assim como a torcida toda, não confia no time.

Aloísio teria mais uma chance de empatar, de novo, mas Fabio Santos salvou. O jogo da volta ainda está aberto, mas a clara vantagem é corintiana. Algo como 80% de chance de título, na minha opinião. Só mudará, se mudar a postura Tricolor e/ou se os Alvinegros entrarem de salto alto no duelo do Pacaembu. Pouco provável.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Recopa Sul-Americana em pauta

São Paulo e Corinthians se enfrentam na noite desta quarta-feira (3) pela partida de ida da final da Recopa Sul-Americana. O Tricolor garantiu a vaga após o título da Sul-Americana 2012, já o Timão com o título inédito da Taça Libertadores da América do mesmo ano.

O São Paulo tem essa final como meta para salvar um ano que até agora está péssimo. Em confrontos importantes no ano, apenas uma vitória em cerca de dez jogos. E, pior, contra um adversário que já estava classificado para a fase seguinte - São Paulo 2x0 Atlético-MG, primeira fase da Libertadores.

Assim, é a hora de Ney Franco provar se quer continuar, ou melhor, se deve e merece continuar no comando do Clube da Fé, ou se o momento de sair já chegou. Sinceramente, essa demissão já está uns três meses atrasada. Devia ter ocorrido após empatar com Arsenal no Pacaembu, e perder para o mesmo Arsenal e para o The Strongest, ambos fora de casa.

O técnico segue sem conseguir armar o time. Já são mais de seis meses de futebol em 2013 e até agora absolutamente nada. Segue insistindo com Douglas na direita, Denílson no meio e sem saber como escalar Jadson e Paulo Henrique Ganso juntos. Ou seja, está totalmente perdido.

Já o Corinthians chega para a decisão tendo apenas uma coisa para provar: se Paulinho era ou não o grande responsável pelo alto rendimento do time desde 2011, quando conquistou Brasileirão, Libertadores e Mundial seguidos. Não incluí Paulista-2013, pois é um título menor perto dos outros três.

Vencer a Recopa coloca o Timão no trilho para buscar mais um título, ou quem sabe dois, na sequência do ano. Fechar o ano com Paulista, Recopa e Copa do Brasil ou Brasileiro, seria ótimo para auto-estima alvinegra, um pouco abalada pela eliminação injusta na Liberta. Porém, se fechar a temporada 2013 com apenas um Paulistinha, aí a coisa não vai ser tão boa para o ano seguinte.

Veremos a partir de hoje a noite, qual clube se preparou melhor para a competição. Não queria arriscar palpite, pois enquanto um time ainda não jogou em 2013, o outro não terá seu craque, que ná minha opinião é 30 a 40% da equipe. 

Hoje, diria que o Corinthians é favorito. Mas, dependendo do resultado desta quarta-feira no Estádio Morumbi, tudo pode mudar. Caso o São Paulo consiga uma vitória, por mínimo que seja, o jogo de volta, no Pacaembu, terá algum sentido ou emoção.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Campeonato Brasileiro parado até o fim da Copa das Confederações

A pausa do Campeonato Brasileiro para que a Copa das Confederações seja disputada tirou um pouco o foco do Blog que cobre os times paulistanos, além dos outros importantes do estado. Assim, como um certo atraso (quase uma semana) faço um balanço das duas últimas rodadas disputadas na Série A e na Segunda Divisão.

Brasileirão
Os cinco paulistas que disputam a principal competição nacional seguem sem brilhar. Na quarta rodada, disputada nos dias 5 e 6 de junho, nenhum time do estado venceu. Foram quatro derrotas e um empate como melhor resultado.

O São Paulo abriu o dia sendo derrotado pelo Goiás em casa, por 1 a 0. O time de Ney Franco levou um gol de bola parada nos minutos iniciais, e depois não conseguiu mais reagir. Se a postura for essa daqui para frente, o torcedor são-paulino pode esquecer qualquer chance de título.

No mesmo horário, o Santos foi a Criciúma enfrentar o Tigre, que não tomou qualquer conhecimento do ex-time de Neymar. 3 a 1 para os mandantes, com um gol de honra santista marcado por Neílton no fim do duelo. Também às 19h30, a Lusa arrancou um empate com o Inter dentro de casa, 1 a 1, com gol de Cañete.

Mais tarde, às 21h00, a Ponte Preta fez um jogo de 7 gols com o Atlético-PR em Campinas. 4 a 3 para os visitantes, que chegaram a estar atrás no placar. No jogo da Tv, o Corinthians foi a Sete Lagoas e, sem sua alma (Paulinho), foi derrotado pelo Cruzeiro pelo placar mínimo.

Pela quinta rodada, a média de aproveitamento "melhorou", uma vez que o Santos venceu (1 a 0) o Atlético-MG, além do empate entre Corintihans x Portuguesa, por a 1 a 1, e entre Grêmio e São Paulo, também pelo mesmo placar do clássico paulistano.

A única equipe paulista derrotada foi outra vez a Ponte Preta, que perdeu de novo em casa. Dessa vez para o Botafogo, por 2 a 0. Com o resultado, a Macaca já aparece entre as piores equipes da tabela de classificação, algo preocupante para quem vive subindo e descendo.

Segunda Divisão
O Palmeiras teve duas rodadas contraditórias. Pela quinta rodada, foi ao Recife e perdeu por 1 a 0 para o Sport, onde o jogo em si não existiu. O destaque foi a chuva, que alagou completamente o gramado, e também a péssima arbitragem, muito criticada pelos palmeirenses.

Na sexta e última rodada disputada, uma vitória contra o fraco América-RN, por 2 a 0, em partida disputada também no Nordeste. Sinceramente, ganhar jogos como este é o básico para o time voltar a elite nacional. Não faz mais do que obrigação.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Balanço da segunda e terceira rodadas do Brasileirão

Durante o feriado prolongado tivemos mais duas rodadas do Brasileirão 2013, que vai parar semana que vem após a quinta rodada, e só volta no mês de julho. Uma inter/pre-temporada para os clubes brasileiros.

Segunda Rodada
O Tricolor Paulista abriu bem a rodada, vencendo o Vasco por 5 a 1 no Morumbi. O jogo estava bem fraco até a entrada de Aloísio no intervalo. Com o "boi bandido" em campo, o São Paulo se transformou .

O São Paulo fez cinco gols em pouco mais de trinta minutos, levando apenas um em erro bobo do goleiro Rogério Ceni. Com o resultado, o Tricolor assumiu a liderança do torneio, uma vez que os líderes não tiveram bons resultados.

No mesmo horário do São Paulo (19h30) o Santos foi a Volta Redonda enfrentar o Botafogo e foi derrotado. 2 a 1 para o time de Seedorf, que parece estar bem montado no início de temporada.

Mais tarde, foi a vez da Ponte Preta entrar em campo. O time campineiro, que havia estreado muito mal com uma derrota para o São Paulo jogando com um homem a mais, manteve seu tabu contra o Flamengo ao vencer o Urubu por 2 a 0 em Juiz de Fora (MG). O time carioca não bate a Macaca desde 2005.

Fechando a rodada dos paulistas, o Timão foi ao Serra Dourada encarar o Goiás. Saiu atrás, mas conseguiu um empate salvador no fim do jogo. A partida registrou dois gols feitos, que foram perdido pela dupla de ataque alvinegra, Guerrero e Pato.

A Portuguesa não entrou em campo pela rodada, uma vez que o seu adversário, o Fluminense, tinha duelo pelas quartas de final da Taça Libertadores. O jogo acontece na próxima quarta-feira (19/6).

Terceira Rodada
O Santos abriu a terceira rodada para os paulistas, no sábado à tarde, com dupla novidade: a demissão do técnico Muricy Ramalho dias antes do jogo e a definição de Neymar sobre seu novo clube, o Barcelona. O adversário era o forte Grêmio.

Jogando na Vila Belmiro, o Tricolor Gaúcho saiu na frente com Eduardo Vargas logo no primeiro tempo. Quando o jogo estava encaminhado para a vitória do visitante, William José teve um pênalti a seu favor, bem convertido, 1 a 1, placar final.

Fechando o sábado, Timão e Ponte Preta fizeram o duelo paulista da rodada, no Estádio Pacaembu. Em um jogo equilibrado, a estrela de Emerson Sheik brilhou. Saindo do banco, o atacante fez ótima jogada individual e garantiu a primeira vitória do Corinthians no atual campeonato.

No domingo, após o jogo da Seleção Brasileira, inauguração do Macaranã, Portuguesa e São Paulo entraram em campo para finalizar a rodada paulista.

A Lusa foi ao Recife e chegou muito perto da vitória, sofrendo o gol de empate nos minutos finais. Placar final, 2 a 2, contra um Náutico que provavelmente brigará para não cair.

Já em Belo Horizonte, o São Paulo enfrentou seu algoz Atlético-MG. O Galo ainda de ressaca após a classificação para a semifinal da Libertadores apenas jogou para o gasto, enquanto o Tricolor teve chances até a expulsão de Denílson, que desmontou o time de Ney Franco. Um 0 a 0 justo no Independência.

Série B
O Palmeiras fez três jogos nos últimos oito dias. Na terça passada foi à Alagoas enfrenta o ASA de Arapiraca e não tomou conhecimento do adversário, 3 a 0 sem grandes problemas.

No sábado o primeiro tropeço da temporada. O Verdão foi batido pelo América-MG por 1 a 0 em casa (Itu). Acusado de ter falhado no gol do Coelho, o goleiro Bruno chamou a torcida para o "pau". Demonstração clara de que as coisas não estão boas.

Porém, ontem (4/6) o Verdão recuperou o ritmo das vitórias ao bater o Avaí por 2 a 1 em Itu. E, o "culpado" pela derrota de sábado foi quem salvou o time quando vencia pelo placar final a poucos minutos do término da partida. Um dia da caça, outro do caçador!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Paulistas dão o ponta-pé inicial no Brasileiro

Os quatro grandes de São Paulo iniciaram neste último fim de semana a disputa da edição 2013 do Brasileiro, Série A e B. Além deles, vou dar algum espaço também para Portuguesa e Ponte Preta, clubes da primeira divisão, bem como não deixarei de acompanhar o Palmeiras, único grande na Segundona neste ano.

O torcedor palmeirense agora terá de se acostumar (outra vez) com jogos às terças e sábados, como já havia ocorrido em 2003, quando disputou a Segundona pela primeira vez.

Abrindo o fim de semana dos paulistas, o Verdão recebeu em casa o Atlético-GO, jogando em Itu, pois cumpre algumas perdas de mando de jogo, por incidentes ocorridos na reta final do Brasileirão 2012.

A vitória veio com um único gol, do meio-campista Thiago Real já no segundo tempo. Sou muito sincero em dizer que este time do Palmeiras formado por Paulo Nobre e Brunoro é muito fraco. Mas, para o nível da competição em disputa, está bom e não creio em problemas para o Verdão subir.

Ainda no sábado, a Portuguesa abriu a jornada dos clubes da Primeira Divisão, ao perder por 1 a 0 para o Vasco da Gama, em São Januário, Rio de Janeiro. A zaga da Lusa vacilou na marcação de Tenório, que anotou o solitário gol vascaíno. Honestamente, mais uma vez a equipe lusitana brigará para não cair, infelizmente.

Em seguida, no horário mais ridículo do futebol nacional (sábado às 21h), o Corinthians recebeu o Botafogo no jogo da troca de faixas, uma vez que ambos foram os campeões de seus estados. Com um time bem montado, o Fogão dificultou a vida corintiana e o empate em 1 a 1 acabou sendo injusto para os visitantes.

No domingo, mais quatro paulistas jogaram. O Santos foi o destaque do domingo, não pelo duelo em si, contra o Flamengo. Mas sim pela despedida do craque Neymar, com mais de 60 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O curioso é que do público total, 80 ou 90% eram de flamenguistas.

O empate em 0 a 0 e o futebol praticado ficou muito abaixo do que se esperava do duelo. Uma despedida triste, bem como o clima no vestiário santista antes e depois do duelo.

Por fim, Ponte Preta e São Paulo fizeram o primeiro duelo paulista do Brasileirão. O São Paulo, mesmo jogando com um time com desfalques importantes (Ceni, Tolói e Ganso não jogaram), não teve a menor dificuldade para bater a Ponte por 2 a 0.

Mesmo com um jogador a mais por 30 minutos da etapa final, quando já perdia pela vantagem final, os mandantes não souberam tirar proveito da vantagem numérica. Enquanto o São Paulo pode e deve melhorar no torneio, a Macaca precisa muito melhorar, pois o que foi apresentado no domingo, está muito abaixo da crítica.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

As eliminações dos três paulistas na Libertadores 2013 em três atos

Em um espaço temporal de oito dias, os três clubes paulistanos que disputavam a Taça Libertadores foram eliminados nas oitavas de final da competição. Na quinta-feira passada deveria (teoricamente) escrever sobre o confronto Atlético-MG x São Paulo, mas por coincidência do destino, os outros paulistas também foram eliminados, por isso escrevo dos três hoje.

ATO I - "Lucio estupidamente expulso"
O São Paulo foi o primeiro entre os três clubes da capital a ser eliminado. Alguns fatores foram importantes para culminar na queda tricolor. Deixarei o que acredito ser o mais importante para o final.

Ao se classificar para as oitavas, na bacia das almas, o são-paulino no fundo já sabia que seria difícil passar para as quartas da competição, não só pelo adversário que enfrentaria, o melhor 1º colocado geral, mas também porque o time de Ney Franco não havia encontrado o futebol, em mais de três meses de temporada. Aliás, duvido que até o fim de 2013 ele encontrará, porque do jeito que as coisas andam...

Para azar do destino tricolor, Atlético-MG x São Paulo foi o duelo decidido em um espaço mais curto de tempo. Enquanto alguns times tiveram duas semanas entre seus jogos, Galo e Tricolor tiveram seis dias de intervalo entre o jogo no Morumbi e o duelo no Independência.

Pior do que isso, no meio desse duro confronto havia apenas uma semifinal de Paulista contra o arquirrival Corinthians. Simples, não? Uma eliminação (como de fato aconteceu) só pesaria negativamente na apresentação decisiva em Belo Horizonte.

Encerrando, o São Paulo foi derrotado com requintes de crueldade. Levou um 4 a 1, como aquele boxeador que enfrenta o seu adversário e bate nele até o final do duelo, pelo prazer de passar em cima do rival. Mas o confronto já havia sido decido antes, na partida de ida...

Isso mesmo. No Morumbi o São Paulo começou melhor, abriu o placar e teve ótimas chances de fazer 2 ou 3 no adversário. Não fez. E o que aconteceu? Lucio foi estupidamente expulso. Se tivesse que indicar um vilão, apontaria o zagueiro do penta como maior culpado. Dos 180 minutos do duelo, em 30 o Tricolor foi forte, melhor, muito superior, mas nos 150 restantes apenas apanhou, como o boxeador citado acima.

ATO II - Bruno toma um frango homérico
O Palmeiras trouxe do México um bom resultado na teoria, empate sem gols. Ouvi de um palmeirense a frase "já era, estamos classificados" após a partida em Tijuana. Ledo engano. Nada estava decidido, pois não levar gol em casa foi um grande trunfo mexicano.

No jogo de volta, no Pacaembu, a torcida Palmeirense preparou a festa e prometia empurrar o time à vitória, como havia feito nas três partidas da primeira fase em casa. Porém, não esperavam que o goleiro Bruno iria tomar um frango homérico. Inacreditável. Quem tirou os olhos da Tv por 5 segundos perdeu um lance bizarro ao vivo.

Em um chute fraco e sem força do atacante Reascos, Bruno fez o inacreditável e levou por debaixo das pernas. Ali, o torcedor sentiu que a vaca estava indo pro brejo. No segundo tempo, o pior aconteceu quando o Tijuana fez um golaço, de fora da área. 2 a 0 praticamente eliminava o Palmeiras. E, dali pra frente, o Pacaembu se calou.

O Palmeiras ainda diminuiria com um gol de pênalti cobrado por Souza. Penalidade essa que sou convicto em dizer, não aconteceu. A esperança era verde, até que a arbitragem anulou um gol legal palestrino, que empataria a partida. Daí para frente, foi só esperar o jogo acabar para decretar a segunda eliminação paulista no torneio.

ATO III - Um "assalto a mão armada" de Carlos Amarilla
Após perder por 1 a 0 na partida de ida, no Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, o Timão precisava vencer o Boca por dois gols de diferença sem, principalmente, sofrer gols. O Boca ia melhor no primeiro tempo, mas contou com uma grande ajuda do árbitro Carlos Amarilla.

Primeiramente, Amarilla não marcou um pênalti claro quando o jogador do Boca enfiou a mão na bola. Além do penal (não marcado) o juiz teria que expulsar o jogador argentino, o que facilitaria muito a vida corintiana. Minutos depois, Romarinho fez um gol legal após rebote do goleiro Orión. Porém, o bandeirinha viu impedimento totalmente inexistente.

O que poderia ser interpretado como um equívoco de um árbitro e de um bandeira ficou pior quando Juan Román Riquelme da lateral fez um gol épico em Cássio. Sinceramente, ninguém imaginaria que o camisa 10 do Boca colocaria a bola lá, no ângulo.

O jogo voltou do intervalo e o Timão precisava fazer três gols para se classificar. Danilo teve a primeira chance com 1 minuto, mas Orión fez defesa milagrosa. Poucos minutos depois, Paulinho fez o gol de empate. Faltavam mais de 40 minutos para o término do jogo.

Porém, a bola não entrou. Quando foi para o fundo das rede, o trio de arbitragem anulou muito bem o que seria o segundo gol de Paulinho. Na Tv, a "torcida" da Rede Globo jurou que havia sido marcado impedimento, quando na verdade o camisa 8 do Timão havia cometido uma clara falta no goleiro rival, colocando o cotovelo em seu peito.

Pato teve chance de virar, mas errou o chute de maneira bizarra. Conseguiu "chutar" a bola no próprio pé que havia "arrematado" a gol, e ainda atrapalhou Guerrero, que estava muito melhor colocado Um lance. difícil de imaginar de tão incomum. Émerson Sheik cairia na área mais uma vez, como sempre faz em todos os jogos, mas o árbitro também não marcou.

Fim de jogo, a torcida demonstrou apoio, os jogadores reclamaram e técnico-cínico Tite apenas olhou no fundo do árbitro Carlos Amarilla, mostrando sua insatisfação. O mais fanático corintiano enxergou o jogo como um assalto a mão armada. O mais fanático rival ironizou o time derrotado dizendo que seria essa "a primeira vez que Time do Povo foi atrapalhado pela arbitragem em seus 103 anos de história".

RESUMO
O futebol é um esporte apaixonante por isso. Um ato infeliz de um árbitro, jogador, técnico ou até torcedor, pode mudar todo a história de um campeonato. O Tricolor foi eliminado só por uma atitude infeliz do seu zagueiro? O Verdão caiu apenas porque Bruno errou feio? E o Timão perdeu a chance de ser bi simplesmente porque o árbitro errou em dois lances capitais quando jogo estava 0 a 0? Perguntas que eu prefiro deixar sem resposta, pois a história está escrita. Não adianta chorar!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Para se classificar na Libertadores, São Paulo terá um grande tabu pela frente

Após sofrer uma dura derrota na partida de ida das oitavas de final da Taça Libertadores 2013, ao perder para o Atlético-MG, por 2 a 1, no Morumbi, o São Paulo terá uma difícil tarefa nesta quarta feira, se quiser continuar vivo na principal competição do continente.

O Tricolor do Morumbi precisa ganhar por 2 gols ou mais, para garantir a vaga sem sofrimento. Caso vença por 1 a 0, a classificação será do time mineiro. Vitória por 2 a 1 levaria a partida para os pênaltis, enquanto qualquer outro placar com um gol de diferença garantiria o time paulistano.

Porém, ganhar do Atlético-MG em seus domínios não é algo fácil. A última vez que o time de Belo Horizonte perdeu como mandante foi em 2011, na última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro daquele ano, ao perder por 2 a 1 para o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Já são quase dois anos.

De lá para cá, em diversas competições (Brasileiro, Mineiro, Libertadores e Copa do Brasil), foram 46 jogos, com 38 vitórias e apenas 8 empates. 114 gols marcados e apenas 35 sofridos. Média de 2,47 gols marcados e 0,76 gols sofridos por jogo.

O próprio Tricolor Paulista já enfrentou duas vezes o Galo lá nesse período, com duas derrotas. 1 a 0 no Brasileiro de 2012 e 2 a 1 na fase de grupos da atual Libertadores.

Assim, não bastará apenas quebrar esse tabu para sonhar com uma vaga nas quartas, mas também vencer com por um placar que não seja o mínimo (1 a 0). Tarefa dura? Bastante, ainda mais com os problemas que o time do Morumbi terá para formar seus 11, bem como a pressão que a torcida fanática do Galo irá fazer no Estádio Independência.

Ao que tudo indica, o Tricolor poderá ser mais um adversário que faz prevalecer a música da torcida "Caiu no Horto ta morto", pois até uma vitória pode não servir para classificação.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Também com atraso, uma curta análise das semifinais do Paulista 2013

Santos e Corinthians irão reeditar as finais que fizeram em 2009 e 2011. Curiosamente, a cada dois anos as duas equipes se enfrentam. Em 2009, deu Timão com facilidade, em tempos em que o atacante Ronaldo esbanjava velocidade. Já em 2011, foi a vez de Neymar dar o troco, vencendo em casa o campeonato.

MOGI X SANTOS
Mogi Mirim e Santos abriram no sábado as semifinais do Paulistão 2013. O Sapão abriu o placar ainda no fim do primeiro tempo, com o atacante Roni. Já no fim da segunda etapa, o Peixe empatou com Edu Dracenta, levando a partida para a decisão de pênaltis.

Curiosamente, o jogador que teve a responsabilidade de definir as cobranças foi o atacante do Mogi, que perdeu a chance de levar seu time para uma final história. Já ao Santos, que vem mostrando um futebol muito abaixo do esperado, volta a final do Paulista (5ª seguida), tentando o Tetracampeonato consecutivo.

SÃO PAULO X CORINTHIANS
Em 90 minutos de jogo, praticamente não houve jogo. Apenas polêmicas que foram administradas friamente pela arbitragem. No começo do primeiro tempo, Wellington e Romarinho se enroscaram.Se quisesse, o árbitro da partida expulsaria os dois, porém não quis fazer.

Em seguida, Tolói que já tinha um amarelo, injusto diga-se de passagem, entrou com força no adversário. Outra vez, o árbitro não quis expulsar. No segundo tempo, já amarelado, Emerson Sheik também caçou a expulsão, ignorada pelo árbitro.

Interessante é que não comentei nenhum lance de gol, certo? Sim, porque eles praticamente não existiram. Nas penalidades, Ganso e Luis Fabiano perderam no lado Tricolor, enquanto apenas Alessandro não converteu para o Timão. Fim de mais um jogo, que o torcedor não merecia assistir.

Com um grande atraso, os jogos de ida dos paulistanos nas oitavas da Libertadores 2013

Planejei escrever sobre as atuações de Palmeiras, Corinthians e São Paulo na última sexta-feira, dia 3.5, mas por questões pessoais não tive tempo de dar aquela atualizada no Blog.

Assim, antes tarde do que nunca, registro aqui o que vi dos três jogos de equipes paulistas: Tijuana 0x0 Palmeiras, Boca Jrs. 1x0 Corinthians e São Paulo 1x2 Atlético-MG.

PALMEIRAS
O Palmeiras voltou do México com um resultado bastante comemorado pela torcida. Não perder é sempre bom, mas o que pode prejudicar é a questão de gols marcados fora. Ou seja, em 90 minutos como visitante, o Verdão não anotou. Ou seja, nos 90 minutos do Pacaembu, sofrer gols pode ter um grande peso.

Não assisti o jogo inteiro, apenas os melhores momentos. Mas acredito que o Tijuana acabou abaixo do que era esperado para um clube que nas três primeiras rodadas da Libertadores tinha 100% de aproveitamento.

A lembrar o jogo Corinthians 3 a 0 Tijuana, pela fase de grupos, acredito que o Palmeiras não vai ter dificuldades para vencer o adversário, que tem bons jogadores e alguma tática, mas em termos de experiência em Libertadores é muito inferior ao Palmeiras.

CORINTHIANS
O Corinthians foi ao La Bombonera e jogou um de seus piores jogos na temporada. Mesmo assim, saiu com a derrota por um placar mínimo, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.

Ruim porque a questão do gol marcado fora poderá prejudicar o time caso sofra tentos no Pacaembu, dia 15.8, mas bom para ver que o melhor time do Boca em 2013 contra um dos piores do Corinthians na temporada, resultou em uma vitória apertada dos argentinos. Assim, nada faz crer que o Timão não possa triunfar em casa, classificando-se para as quartas de final.

Analisando o time do Boca, vi uma equipe muito esforçada taticamente, mas fraquíssima em termos técnicos. Vão ter que jogar a vida, como se fosse uma decisão de Libertadores, para sair do Pacaembu classificados. A questão é quem irá sair na frente.

Se o Corinthians abrir o placar, aí será questão de tempo para sair o segundo gol e quem sabe o terceiro ou quarto. Caso o Boca Jrs, por algum milagre do futebol, encontre um gol antes do adversário, aí o jogo ficará totalmente uma guerra de nervos.

SÃO PAULO
Quem assistiu os trinta minutos iniciais do duelo no Morumbi, entre São Paulo e Atlético-MG, ficou com a impressão de que o time de Ney Franco iria passar por cima do adversário. Em menos de 10 minutos o jogo já estava 1 a 0, com um gol de Jádson e em pouco tempo Ademílson perderia várias oportunidades de aumentar.

Porém, tudo mudou com a expulsão de Lucio, após duas entradas desnecessárias e atrasadas nos adversários. Com dois amarelos, ou seja, um vermelho, o xerifão acabou com o próprio time.

Não precisou muito tempo para o Galo empatar com Ronaldinho Gáucho e no segundo tempo, com muita paciência e aproveitando o tamanho do campo, veio a virada com Diego Tardelli.

Nada é impossível no futebol, mas dos três paulistas acredito que o São Paulo é o único que será eliminado, pois o tabu a favor do time mineiro em casa já dura dois anos, e não será esse time sem alma do Morumbi que irá acabar com a alegria atleticana.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Paulistão 2013 define suas semifinais, com três grandes e um pequeno do interior

O público do futebol paulista conheceu neste último fim de semana os quatro semifinalistas da edição de 2013: Santos, Mogi Mirim, Corinthians e São Paulo. O Peixe tentará fazer a sua quinta final nos últimos 5 anos e conquistar seu tetracampeonato consecutivo.

O Mogi Mirim tem a dura tarefa de tentar um título inédito, mas para isso precisará passar por dois grandes, algo muito difícil. Já Corinthians e São Paulo, acredito que ambos não estão com foco na competição, pois a Libertadores é mais (muito mais na verdade) importante para os dois times da capital.

OS JOGOS
O Peixe abriu as quartas de final da competição no sábado à tarde, vencendo um duelo difícil contra o Palmeiras, onde os dois goleiros foram as estrelas. Dos três times da capital, historicamente o time palestrino é o que mais apronta surpresas nos Meninos da Vila.

Pelo lado do Verdão, Bruno foi o nome da partida, enquanto no Alvinegro Praiano o goleiro Rafael foi decisivo após o fim dos 90 minutos, quanto fez duas belas defesas nas cobranças de pênalti. Placar final, 4x2 nas penalidades, após 1 a 1 no tempo normal, com Cícero marcando para o time da Vila e Kleber para o visitante.

No mesmo sábado, o Mogi Mirim não tomou conhecimento do Botafogo-SP e aplicou uma grande goleada no time de Ribeirão Preto: 6 a 0, garantindo vaga para jogar em casa, contra o Santos, no próximo sábado.

No domingo, o Corinthians repetiu o Sapão com uma boa goleada por 4 a 0 sobre a Ponte Preta. A grande diferença é que o time de Parque São Jorge jogou fora de casa, e também sem tomar conhecimento do adversário. Os gols foram anotados por Romarinho e Emerson no primeiro tempo, e Guerrero e Pato no segundo.

Mais tarde, o Timão conheceu seu adversário da semifinal: o São Paulo, que passou no sufoco pelo Penapolense com o placar mínimo, aproveitando um gol contra do zagueiro rival. Agora, Corinthians e São Paulo se enfrentam no próximo domingo, em duelo a ser disputado no Morumbi.

MENÇÃO HONROSA
Na Série A2 do Paulista, outros dois clubes se juntaram a Portuguesa e Rio Claro, garantindo classificação para a elite do estado em 2014: o Audax, de São Paulo, e o Comercial, de Ribeirão Preto.

Ainda no começo de 2013, tive o prazer de conhecer um pouco mais do trabalho do Audax, que já acompanhava desde a época de PAEC. Parabéns aos envolvidos, que como em um verdadeiro milagre, garantiu a vaga após estar em 4º lugar ao término da 4ª rodada, vencendo as duas partidas decisivas, fora contra o Rio Claro e em casa contra o Red Bull.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A dura tarefa do São Paulo na Libertadores: ganhar do Galo, melhor campanha da competição, e jogar contra um grande tabu

O torcedor são-paulino comemorou na última quarta-feira (com toda justiça, diga-se de passagem) uma suada e angustiante classificação para as oitavas de final da Libertadores. Porém, por uma crueldade do futebol, o time que passou com a pior campanha, terá pela frente o fortíssimo Atlético-MG, em dois jogos muito interessantes.

Além da dificuldade que será enfrentar o Galo na fase de mata-mata da competição, o time enfrentará um péssimo histórico nesses confrontos eliminatórios: desde 2005, quando ganhou Libertadores e Mundial, foram várias as eliminações, em campeonatos como Paulista (6), Copa do Brasil (2), Recopa (1), Sul-Americana (3) e Libertadores (5). Apenas um título em mata-mata, na Sul-Americana do último ano.

O mais curioso disso tudo é que nas últimas cinco Taça Libertadores disputadas, quatro brasileiros (em cinco oportunidades) eliminaram o tricolor: Internacional (2006 e 2010), Grêmio (2007), Fluminense (2008) e Cruzeiro (2009). Será uma maldição? Pois São Paulo e Atlético-PR fizeram a primeira final entre dois clubes do mesmo país, em 2005, algo repetido no ano seguinte.

Pelo Paulistão foram seis eliminações, TODAS nas semifinais: São Caetano (2007), Palmeiras (2008), Corinthians (2009) e Santos (2010, 11 e 12). A última decisão do clube foi em 2003, derrota para o Timão. Na Copa do Brasil, o time jogou a competição apenas 2 vezes nos últimos dez anos, com eliminações nas duas: Avaí (2011) e Coritiba (2012).

"Enriquecendo" ainda mais o currículo de eliminações sofríveis com uma Recopa, perdida para o Boca Jrs (2006) e três Sul-Americanas, Millonarios (2007), Atlético-PR (2008) e Libertad (2011). Aliás, estas três últimas por total falta de interesse na competição, que após ser conquistada ano passado, passou a ser tratada com respeito no clube, como se fosse a principal competição da temporada.

Chegou a hora do tricolor, "embalado" por um título mediano (Sul-Americana 2012), mostrar que é copeiro, como já foi no início dos anos 1990, ou então continuar na mesmice dos últimos cinco anos, caracterizando o título sobre o Tigres como um acaso em sua história!!!

Só teremos uma resposta incial no próximo mês, nos dias 2 e 8 de maio, quando o Tricolor receberá o Galo no Morumbi e viajará para o Independência, nas duas datas, respectivamente. Caso passe pelo Galo, ai o torcedor terá mais dias de angustia e sofrimento, marca registrada do Clube da Fé nos últimos tempos.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fim da pré-temporada no Paulistinha 2013. Que comece o Paulistão!!!

Após o término da décima nona rodada do Campeonato Paulista 2013, disputada neste último domingo (21.4), com dez jogos, os confrontos das quartas de final foram definidos, com a presença de quatro equipes grandes e quatro do interior. Logo de cara, o torcedor será brindado com um clássico, Santos e Palmeiras.

Assim, dois confrontos serão entre grande vs pequeno, São Paulo x Penapolense e Ponte Preta x Corinthians, e o quarto duelo será entre duas equipes do interior, o Mogi Mirim e o Botafogo, de Ribeirão Preto.

Desta forma, acaba a fase de pré-temporada dos clubes do estado, começando o que pode ser chamado de Paulistão. Cada um dos oito times encaram a competição de uma forma. Dentre os quatro grandes, acredito que o desejo de vencer a competição seja maior para São Paulo e Santos.

O Tricolor por não ganhar desde 2005 a competição, no último ano em que o torneio foi definido em pontos corridos. Já o Santos, tem a chance de conquistar o Tetracampeonato seguido, algo histórico nos dias de hoje, se tratando de Campeonato Paulista.

Ao Corinthians, não imagino que essa competição seja o grande objetivo, uma vez que o clube é o grande favorito ao título da Taça Libertadores 2013. Já para o Verdão, o confronto logo de cara contra o Santos, fora de casa, e uma viagem em seguida para o México, devem esfriar os ânimos dos alviverdes.

Entre os clubes do interior, nenhum terá vida fácil. A Penapolense, estreante em 2013, enfrentará logo de cara o Tricolor, que não teve dificuldades para batê-la na fase de grupo, por 2 a 0 em Penápolis.

Mogi Mirim e Botafogo sonharão até chegar a semifinal, quando enfrentarão Santos ou Palmeiras. Sinceramente, terão que torcer por uma vitória do Palmeiras, pois com toda certeza o Santos não tomará conhecimento de nenhum dos dois caso chegue a semifinal.

Já a Macaca me parece ser a grande favorita do interior. Sinceramente, não duvido que consiga ganhar de Corinthians (venceu no primeiro turno por 1 a 0 no Pacaembu) e também do São Paulo (empataram em 0 a 0 no Morumbi).

Em uma eventual final, disputada em dois jogos, aí a Ponte torceria para não enfrentar o Santos, porque analisando friamente, o time da Vila é favorito contra qualquer clube caso chegue na final. Não só pelo time que tem hoje, mas pelos jogadores já estarem acostumados com esse título.