Mostrando postagens com marcador Paulista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulista. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Paulista 2014 chega à sua metade com Santos e Palmeiras favoritos ao título; Já São Paulo e Corinthians...

Passadas sete rodadas de um total de 15 na primeira fase do Campeonato Paulista de 2014, santistas e palmeirenses tem bons motivos para acreditar no título do torneio. Ambos tem campanhas iguais, são seis vitórias e um empate, com aproveitamento de 90,4%.  Já são-paulinos e corintianos, desses eu falo depois...


Com melhor saldo de gols e também mais tentos marcados, o Peixe tem a melhor campanha do Paulista. São 17 feitos e quatro sofridos, contra 14 feitos e os mesmos quatro tomados pelo Verdão. No time alvinegro, o artilheiro é a promessa Gabigol, com quatro gols.


No Aliviverde, a artilharia está com Alan Kardec, que na última partida desperdiçou o quarto gol no campeonato, ao mesmo tempo jogou fora a possibilidade de manter o time 100%, porque se faz o penal, o Verdão ganharia de 2x1 do Audax.


Coincidentemente, os dois clubes que brilham foram aqueles que jogaram em casa no primeiro clássico da temporada. O Santos fez 5x1 no Corinthians dentro do Alçapão, deixando o rival em uma grande crise. Crise esta que, por ser início de temporada, ainda é de se ignorar.


Já o Palmeiras fez um jogo perfeito contra o apático time do São Paulo. De um lado se viu um time sobrando em campo, correndo e se entregando taticamente. Do outro, um time sem esquema tático, sem vontade e sem finalizar. Sem nada.


Falando de São Paulo e Corinthians, a patética troca entre Jadson (definitivo) e Alexandre Pato (por dois anos de empréstimo) mostram como os dois clubes estão perdidos.


Jadson não fará falta alguma ao time Tricolor. E, mesmo sendo um jogador, teoricamente diferenciado, Pato também não faz falta ao Timão. Mas não é compreensível rivais se reforçarem, ainda mais por vontade própria.


No Paulista, o São Paulo faz uma campanha razoável. São quatro vitórias e três derrotas. Quando joga em casa, ganha. Quando joga fora, perde. Não encontrou adversários a altura em casa e, seja qual for o nível do rival, fora de casa simplesmente andou em campo.


O alerta para Muricy deve ser aceso, pois historicamente seus times demoram a embalar. Se o negócio começar a andar apenas em outubro, acredito que será tarde para brigar por títulos.


Já o Corinthians tem a pior campanha entre os quatro grandes. Venceu os dois primeiros jogos, perdeu os quatro seguintes e empatou o último. Para um clube da grandeza corintiana, ficar cinco jogos no Paulista sem vencer é inaceitável.


Porém, ao mesmo tempo que gritam e esperneiam dizendo que o clube está em crise, vale lembrar que a decisão do torneio será no mata-mata. A única vantagem de quem tem campanha melhor é jogar em casa, ou seja, se o Timão enfrentar o São Paulo em uma hipotética semifinal, a história recente mostra que não há dificuldades.


Se enfrentar o Palmeiras ou Santos em dois jogos, em uma provável final, também não há favoritos. Isso porque no futebol, apenas o peru morre de véspera. Quando o assunto é clássico, tudo pode acontecer. Pelo contrário, são os jogos mais suscetíveis a resultados inesperados.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Título em má hora. Será que existe isso?

O Palmeiras teve um ano de 2012 muito contraditório. O time que saiu da fila de títulos importantes (a nível nacional/internacional) ao conquistar a Copa Kia do Brasil do ano, foi praticamente o mesmo que repetiu o indigesto rebaixamento para a Série B do Brasileiro.

Me lembro como se fosse hoje a euforia dos torcedores alviverdes, ali na altura do número 1800 da Rua Turiassú, no dia 5 de julho, quando o Palmeiras venceu o Coritiba por 2x0 o jogo de ida da final, realizado na Arena Barueri.

Os torcedores mostraram uma prévia do que aconteceria na semana seguinte, quando fecharam completamente a rua para comemorar o título, e até a polícia entrou em ação, com balas de borracha para esvaziar o local.

Porém, o fato importante que venho destacar aqui, é a respeito daquele resultado do dia 5 de julho, ou então outro, o do dia 16 de junho, quando o Palmeiras venceu o Grêmio por 2x0 no jogo de ida da semifinal, disputado no Olímpico, em Porto Alegre.

Em ambas as vitórias, que praticamente mataram os duelos, o Palmeiras viu o resultado cair do céu. Foram duas vitórias totalmente enganosas, que iludiram o torcedor.

Em Porto Alegre, Hernán Barcos achou dois gols nos minutos finais do embate. Em Barueri, o Coritiba teve todas as chances do mundo para fazer 2x0 ou até 3, ainda no primeiro tempo. Não o fez, e no segundo tempo o Palmeiras encontrou dois gols, como ocorrera no RS.

Coincidência do destino, nas duas decisões (a da semifinal e a da final), o Palmeiras saiu vencedor com empates por 1x1. Foi tudo milimetricamente traçado pelos Deuses do futebol para que o Verdão fosse campeão.

Qual o mal disso? A ressaca. Ressaca essa que, indiretamente, dura até hoje. 9 meses depois, o Palmeiras segue no buraco da última década. Assim, repito a pergunta da postagem: Existe momento errado para ser campeão?

O Palmeiras mostrou que sim. O título veio, mas não ajudou em nada o clube. O torcedor que comemorou efusivamente aquela conquista, hoje lamenta ter que disputar a Série B em 2013. Lamenta ainda mais o resultado desta quarta-feira, dia 27.3, pelo Campeonato Paulista.

Algo que não acontecia desde 2011 se repetiu. Uma goleada daquelas para deixar qualquer torcedor envergonhado. O Palmeiras foi a Mirassol, enfrentar o time da casa, e logo no primeiro tempo o placar apontava 6x2 para o time mandante. Por "sorte" (será que existe isso?) o jogou terminou assim, apenas 6x2. Infelizmente parece ser normal esses resultados vexatórios ocorrerem.

É preocupante a situação da Sociedade Esportiva Palmeiras, que irá completar 100 anos em 2014. Em uma análise que também já fiz antes, o ótimo jornalista Antero Grecco concluiu ontem, no Sports Center, da ESPN, que o Palmeiras, com exceção da Era Parmalat, parou na década de 1970.

De lá para cá (1977 até 2013), tirando os anos dourados da parceria com a empresa de laticínios, foram apenas um Paulista em 2008 e uma Copa do Brasil em 2012 conquistados pelo time. Muito pouco para o time de tamanha grandeza.

A situação é preocupante pelos lados da Pompéia. Sinceramente, não sei se o torcedor alviverde terá o prazer de ver seu time completar 100 anos conquistando títulos de expressão, ou ao menos disputando a divisão de elite do futebol brasileiro. Será pessimismo de minha parte? Com o atual elenco, acredito que não.
Wesley, que veio por um preço caríssimo, como esperança de fortalecer o elenco