Em um espaço temporal de oito dias, os três clubes paulistanos que disputavam a Taça Libertadores foram eliminados nas oitavas de final da competição. Na quinta-feira passada deveria (teoricamente) escrever sobre o confronto Atlético-MG x São Paulo, mas por coincidência do destino, os outros paulistas também foram eliminados, por isso escrevo dos três hoje.
ATO I - "Lucio estupidamente expulso"
O São Paulo foi o primeiro entre os três clubes da capital a ser eliminado. Alguns fatores foram importantes para culminar na queda tricolor. Deixarei o que acredito ser o mais importante para o final.
Ao se classificar para as oitavas, na bacia das almas, o são-paulino no fundo já sabia que seria difícil passar para as quartas da competição, não só pelo adversário que enfrentaria, o melhor 1º colocado geral, mas também porque o time de Ney Franco não havia encontrado o futebol, em mais de três meses de temporada. Aliás, duvido que até o fim de 2013 ele encontrará, porque do jeito que as coisas andam...
Para azar do destino tricolor, Atlético-MG x São Paulo foi o duelo decidido em um espaço mais curto de tempo. Enquanto alguns times tiveram duas semanas entre seus jogos, Galo e Tricolor tiveram seis dias de intervalo entre o jogo no Morumbi e o duelo no Independência.
Pior do que isso, no meio desse duro confronto havia apenas uma semifinal de Paulista contra o arquirrival Corinthians. Simples, não? Uma eliminação (como de fato aconteceu) só pesaria negativamente na apresentação decisiva em Belo Horizonte.
Encerrando, o São Paulo foi derrotado com requintes de crueldade. Levou um 4 a 1, como aquele boxeador que enfrenta o seu adversário e bate nele até o final do duelo, pelo prazer de passar em cima do rival. Mas o confronto já havia sido decido antes, na partida de ida...
Isso mesmo. No Morumbi o São Paulo começou melhor, abriu o placar e teve ótimas chances de fazer 2 ou 3 no adversário. Não fez. E o que aconteceu? Lucio foi estupidamente expulso. Se tivesse que indicar um vilão, apontaria o zagueiro do penta como maior culpado. Dos 180 minutos do duelo, em 30 o Tricolor foi forte, melhor, muito superior, mas nos 150 restantes apenas apanhou, como o boxeador citado acima.
ATO II - Bruno toma um frango homérico
O Palmeiras trouxe do México um bom resultado na teoria, empate sem gols. Ouvi de um palmeirense a frase "já era, estamos classificados" após a partida em Tijuana. Ledo engano. Nada estava decidido, pois não levar gol em casa foi um grande trunfo mexicano.
No jogo de volta, no Pacaembu, a torcida Palmeirense preparou a festa e prometia empurrar o time à vitória, como havia feito nas três partidas da primeira fase em casa. Porém, não esperavam que o goleiro Bruno iria tomar um frango homérico. Inacreditável. Quem tirou os olhos da Tv por 5 segundos perdeu um lance bizarro ao vivo.
Em um chute fraco e sem força do atacante Reascos, Bruno fez o inacreditável e levou por debaixo das pernas. Ali, o torcedor sentiu que a vaca estava indo pro brejo. No segundo tempo, o pior aconteceu quando o Tijuana fez um golaço, de fora da área. 2 a 0 praticamente eliminava o Palmeiras. E, dali pra frente, o Pacaembu se calou.
O Palmeiras ainda diminuiria com um gol de pênalti cobrado por Souza. Penalidade essa que sou convicto em dizer, não aconteceu. A esperança era verde, até que a arbitragem anulou um gol legal palestrino, que empataria a partida. Daí para frente, foi só esperar o jogo acabar para decretar a segunda eliminação paulista no torneio.
ATO III - Um "assalto a mão armada" de Carlos Amarilla
Após perder por 1 a 0 na partida de ida, no Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, o Timão precisava vencer o Boca por dois gols de diferença sem, principalmente, sofrer gols. O Boca ia melhor no primeiro tempo, mas contou com uma grande ajuda do árbitro Carlos Amarilla.
Primeiramente, Amarilla não marcou um pênalti claro quando o jogador do Boca enfiou a mão na bola. Além do penal (não marcado) o juiz teria que expulsar o jogador argentino, o que facilitaria muito a vida corintiana. Minutos depois, Romarinho fez um gol legal após rebote do goleiro Orión. Porém, o bandeirinha viu impedimento totalmente inexistente.
O que poderia ser interpretado como um equívoco de um árbitro e de um bandeira ficou pior quando Juan Román Riquelme da lateral fez um gol épico em Cássio. Sinceramente, ninguém imaginaria que o camisa 10 do Boca colocaria a bola lá, no ângulo.
O jogo voltou do intervalo e o Timão precisava fazer três gols para se classificar. Danilo teve a primeira chance com 1 minuto, mas Orión fez defesa milagrosa. Poucos minutos depois, Paulinho fez o gol de empate. Faltavam mais de 40 minutos para o término do jogo.
Porém, a bola não entrou. Quando foi para o fundo das rede, o trio de arbitragem anulou muito bem o que seria o segundo gol de Paulinho. Na Tv, a "torcida" da Rede Globo jurou que havia sido marcado impedimento, quando na verdade o camisa 8 do Timão havia cometido uma clara falta no goleiro rival, colocando o cotovelo em seu peito.
Pato teve chance de virar, mas errou o chute de maneira bizarra. Conseguiu "chutar" a bola no próprio pé que havia "arrematado" a gol, e ainda atrapalhou Guerrero, que estava muito melhor colocado Um lance. difícil de imaginar de tão incomum. Émerson Sheik cairia na área mais uma vez, como sempre faz em todos os jogos, mas o árbitro também não marcou.
Fim de jogo, a torcida demonstrou apoio, os jogadores reclamaram e técnico-cínico Tite apenas olhou no fundo do árbitro Carlos Amarilla, mostrando sua insatisfação. O mais fanático corintiano enxergou o jogo como um assalto a mão armada. O mais fanático rival ironizou o time derrotado dizendo que seria essa "a primeira vez que Time do Povo foi atrapalhado pela arbitragem em seus 103 anos de história".
RESUMO
O futebol é um esporte apaixonante por isso. Um ato infeliz de um árbitro, jogador, técnico ou até torcedor, pode mudar todo a história de um campeonato. O Tricolor foi eliminado só por uma atitude infeliz do seu zagueiro? O Verdão caiu apenas porque Bruno errou feio? E o Timão perdeu a chance de ser bi simplesmente porque o árbitro errou em dois lances capitais quando jogo estava 0 a 0? Perguntas que eu prefiro deixar sem resposta, pois a história está escrita. Não adianta chorar!
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Para se classificar na Libertadores, São Paulo terá um grande tabu pela frente
Após sofrer uma dura derrota na partida de ida das oitavas de final da Taça Libertadores 2013, ao perder para o Atlético-MG, por 2 a 1, no Morumbi, o São Paulo terá uma difícil tarefa nesta quarta feira, se quiser continuar vivo na principal competição do continente.
O Tricolor do Morumbi precisa ganhar por 2 gols ou mais, para garantir a vaga sem sofrimento. Caso vença por 1 a 0, a classificação será do time mineiro. Vitória por 2 a 1 levaria a partida para os pênaltis, enquanto qualquer outro placar com um gol de diferença garantiria o time paulistano.
Porém, ganhar do Atlético-MG em seus domínios não é algo fácil. A última vez que o time de Belo Horizonte perdeu como mandante foi em 2011, na última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro daquele ano, ao perder por 2 a 1 para o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Já são quase dois anos.
De lá para cá, em diversas competições (Brasileiro, Mineiro, Libertadores e Copa do Brasil), foram 46 jogos, com 38 vitórias e apenas 8 empates. 114 gols marcados e apenas 35 sofridos. Média de 2,47 gols marcados e 0,76 gols sofridos por jogo.
O próprio Tricolor Paulista já enfrentou duas vezes o Galo lá nesse período, com duas derrotas. 1 a 0 no Brasileiro de 2012 e 2 a 1 na fase de grupos da atual Libertadores.
Assim, não bastará apenas quebrar esse tabu para sonhar com uma vaga nas quartas, mas também vencer com por um placar que não seja o mínimo (1 a 0). Tarefa dura? Bastante, ainda mais com os problemas que o time do Morumbi terá para formar seus 11, bem como a pressão que a torcida fanática do Galo irá fazer no Estádio Independência.
Ao que tudo indica, o Tricolor poderá ser mais um adversário que faz prevalecer a música da torcida "Caiu no Horto ta morto", pois até uma vitória pode não servir para classificação.
O Tricolor do Morumbi precisa ganhar por 2 gols ou mais, para garantir a vaga sem sofrimento. Caso vença por 1 a 0, a classificação será do time mineiro. Vitória por 2 a 1 levaria a partida para os pênaltis, enquanto qualquer outro placar com um gol de diferença garantiria o time paulistano.
Porém, ganhar do Atlético-MG em seus domínios não é algo fácil. A última vez que o time de Belo Horizonte perdeu como mandante foi em 2011, na última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro daquele ano, ao perder por 2 a 1 para o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Já são quase dois anos.
De lá para cá, em diversas competições (Brasileiro, Mineiro, Libertadores e Copa do Brasil), foram 46 jogos, com 38 vitórias e apenas 8 empates. 114 gols marcados e apenas 35 sofridos. Média de 2,47 gols marcados e 0,76 gols sofridos por jogo.
O próprio Tricolor Paulista já enfrentou duas vezes o Galo lá nesse período, com duas derrotas. 1 a 0 no Brasileiro de 2012 e 2 a 1 na fase de grupos da atual Libertadores.
Assim, não bastará apenas quebrar esse tabu para sonhar com uma vaga nas quartas, mas também vencer com por um placar que não seja o mínimo (1 a 0). Tarefa dura? Bastante, ainda mais com os problemas que o time do Morumbi terá para formar seus 11, bem como a pressão que a torcida fanática do Galo irá fazer no Estádio Independência.
Ao que tudo indica, o Tricolor poderá ser mais um adversário que faz prevalecer a música da torcida "Caiu no Horto ta morto", pois até uma vitória pode não servir para classificação.
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Com um grande atraso, os jogos de ida dos paulistanos nas oitavas da Libertadores 2013
Planejei escrever sobre as atuações de Palmeiras, Corinthians e São Paulo na última sexta-feira, dia 3.5, mas por questões pessoais não tive tempo de dar aquela atualizada no Blog.
Assim, antes tarde do que nunca, registro aqui o que vi dos três jogos de equipes paulistas: Tijuana 0x0 Palmeiras, Boca Jrs. 1x0 Corinthians e São Paulo 1x2 Atlético-MG.
PALMEIRAS
O Palmeiras voltou do México com um resultado bastante comemorado pela torcida. Não perder é sempre bom, mas o que pode prejudicar é a questão de gols marcados fora. Ou seja, em 90 minutos como visitante, o Verdão não anotou. Ou seja, nos 90 minutos do Pacaembu, sofrer gols pode ter um grande peso.
Não assisti o jogo inteiro, apenas os melhores momentos. Mas acredito que o Tijuana acabou abaixo do que era esperado para um clube que nas três primeiras rodadas da Libertadores tinha 100% de aproveitamento.
A lembrar o jogo Corinthians 3 a 0 Tijuana, pela fase de grupos, acredito que o Palmeiras não vai ter dificuldades para vencer o adversário, que tem bons jogadores e alguma tática, mas em termos de experiência em Libertadores é muito inferior ao Palmeiras.
CORINTHIANS
O Corinthians foi ao La Bombonera e jogou um de seus piores jogos na temporada. Mesmo assim, saiu com a derrota por um placar mínimo, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.
Ruim porque a questão do gol marcado fora poderá prejudicar o time caso sofra tentos no Pacaembu, dia 15.8, mas bom para ver que o melhor time do Boca em 2013 contra um dos piores do Corinthians na temporada, resultou em uma vitória apertada dos argentinos. Assim, nada faz crer que o Timão não possa triunfar em casa, classificando-se para as quartas de final.
Analisando o time do Boca, vi uma equipe muito esforçada taticamente, mas fraquíssima em termos técnicos. Vão ter que jogar a vida, como se fosse uma decisão de Libertadores, para sair do Pacaembu classificados. A questão é quem irá sair na frente.
Se o Corinthians abrir o placar, aí será questão de tempo para sair o segundo gol e quem sabe o terceiro ou quarto. Caso o Boca Jrs, por algum milagre do futebol, encontre um gol antes do adversário, aí o jogo ficará totalmente uma guerra de nervos.
SÃO PAULO
Quem assistiu os trinta minutos iniciais do duelo no Morumbi, entre São Paulo e Atlético-MG, ficou com a impressão de que o time de Ney Franco iria passar por cima do adversário. Em menos de 10 minutos o jogo já estava 1 a 0, com um gol de Jádson e em pouco tempo Ademílson perderia várias oportunidades de aumentar.
Porém, tudo mudou com a expulsão de Lucio, após duas entradas desnecessárias e atrasadas nos adversários. Com dois amarelos, ou seja, um vermelho, o xerifão acabou com o próprio time.
Não precisou muito tempo para o Galo empatar com Ronaldinho Gáucho e no segundo tempo, com muita paciência e aproveitando o tamanho do campo, veio a virada com Diego Tardelli.
Nada é impossível no futebol, mas dos três paulistas acredito que o São Paulo é o único que será eliminado, pois o tabu a favor do time mineiro em casa já dura dois anos, e não será esse time sem alma do Morumbi que irá acabar com a alegria atleticana.
Assim, antes tarde do que nunca, registro aqui o que vi dos três jogos de equipes paulistas: Tijuana 0x0 Palmeiras, Boca Jrs. 1x0 Corinthians e São Paulo 1x2 Atlético-MG.
PALMEIRAS
O Palmeiras voltou do México com um resultado bastante comemorado pela torcida. Não perder é sempre bom, mas o que pode prejudicar é a questão de gols marcados fora. Ou seja, em 90 minutos como visitante, o Verdão não anotou. Ou seja, nos 90 minutos do Pacaembu, sofrer gols pode ter um grande peso.
Não assisti o jogo inteiro, apenas os melhores momentos. Mas acredito que o Tijuana acabou abaixo do que era esperado para um clube que nas três primeiras rodadas da Libertadores tinha 100% de aproveitamento.
A lembrar o jogo Corinthians 3 a 0 Tijuana, pela fase de grupos, acredito que o Palmeiras não vai ter dificuldades para vencer o adversário, que tem bons jogadores e alguma tática, mas em termos de experiência em Libertadores é muito inferior ao Palmeiras.
CORINTHIANS
O Corinthians foi ao La Bombonera e jogou um de seus piores jogos na temporada. Mesmo assim, saiu com a derrota por um placar mínimo, o que é bom e ruim ao mesmo tempo.
Ruim porque a questão do gol marcado fora poderá prejudicar o time caso sofra tentos no Pacaembu, dia 15.8, mas bom para ver que o melhor time do Boca em 2013 contra um dos piores do Corinthians na temporada, resultou em uma vitória apertada dos argentinos. Assim, nada faz crer que o Timão não possa triunfar em casa, classificando-se para as quartas de final.
Analisando o time do Boca, vi uma equipe muito esforçada taticamente, mas fraquíssima em termos técnicos. Vão ter que jogar a vida, como se fosse uma decisão de Libertadores, para sair do Pacaembu classificados. A questão é quem irá sair na frente.
Se o Corinthians abrir o placar, aí será questão de tempo para sair o segundo gol e quem sabe o terceiro ou quarto. Caso o Boca Jrs, por algum milagre do futebol, encontre um gol antes do adversário, aí o jogo ficará totalmente uma guerra de nervos.
SÃO PAULO
Quem assistiu os trinta minutos iniciais do duelo no Morumbi, entre São Paulo e Atlético-MG, ficou com a impressão de que o time de Ney Franco iria passar por cima do adversário. Em menos de 10 minutos o jogo já estava 1 a 0, com um gol de Jádson e em pouco tempo Ademílson perderia várias oportunidades de aumentar.
Porém, tudo mudou com a expulsão de Lucio, após duas entradas desnecessárias e atrasadas nos adversários. Com dois amarelos, ou seja, um vermelho, o xerifão acabou com o próprio time.
Não precisou muito tempo para o Galo empatar com Ronaldinho Gáucho e no segundo tempo, com muita paciência e aproveitando o tamanho do campo, veio a virada com Diego Tardelli.
Nada é impossível no futebol, mas dos três paulistas acredito que o São Paulo é o único que será eliminado, pois o tabu a favor do time mineiro em casa já dura dois anos, e não será esse time sem alma do Morumbi que irá acabar com a alegria atleticana.
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terça-feira, 23 de abril de 2013
A dura tarefa do São Paulo na Libertadores: ganhar do Galo, melhor campanha da competição, e jogar contra um grande tabu
O torcedor são-paulino comemorou na última quarta-feira (com toda justiça, diga-se de passagem) uma suada e angustiante classificação para as oitavas de final da Libertadores. Porém, por uma crueldade do futebol, o time que passou com a pior campanha, terá pela frente o fortíssimo Atlético-MG, em dois jogos muito interessantes.
Além da dificuldade que será enfrentar o Galo na fase de mata-mata da competição, o time enfrentará um péssimo histórico nesses confrontos eliminatórios: desde 2005, quando ganhou Libertadores e Mundial, foram várias as eliminações, em campeonatos como Paulista (6), Copa do Brasil (2), Recopa (1), Sul-Americana (3) e Libertadores (5). Apenas um título em mata-mata, na Sul-Americana do último ano.
O mais curioso disso tudo é que nas últimas cinco Taça Libertadores disputadas, quatro brasileiros (em cinco oportunidades) eliminaram o tricolor: Internacional (2006 e 2010), Grêmio (2007), Fluminense (2008) e Cruzeiro (2009). Será uma maldição? Pois São Paulo e Atlético-PR fizeram a primeira final entre dois clubes do mesmo país, em 2005, algo repetido no ano seguinte.
Pelo Paulistão foram seis eliminações, TODAS nas semifinais: São Caetano (2007), Palmeiras (2008), Corinthians (2009) e Santos (2010, 11 e 12). A última decisão do clube foi em 2003, derrota para o Timão. Na Copa do Brasil, o time jogou a competição apenas 2 vezes nos últimos dez anos, com eliminações nas duas: Avaí (2011) e Coritiba (2012).
"Enriquecendo" ainda mais o currículo de eliminações sofríveis com uma Recopa, perdida para o Boca Jrs (2006) e três Sul-Americanas, Millonarios (2007), Atlético-PR (2008) e Libertad (2011). Aliás, estas três últimas por total falta de interesse na competição, que após ser conquistada ano passado, passou a ser tratada com respeito no clube, como se fosse a principal competição da temporada.
Chegou a hora do tricolor, "embalado" por um título mediano (Sul-Americana 2012), mostrar que é copeiro, como já foi no início dos anos 1990, ou então continuar na mesmice dos últimos cinco anos, caracterizando o título sobre o Tigres como um acaso em sua história!!!
Só teremos uma resposta incial no próximo mês, nos dias 2 e 8 de maio, quando o Tricolor receberá o Galo no Morumbi e viajará para o Independência, nas duas datas, respectivamente. Caso passe pelo Galo, ai o torcedor terá mais dias de angustia e sofrimento, marca registrada do Clube da Fé nos últimos tempos.
Além da dificuldade que será enfrentar o Galo na fase de mata-mata da competição, o time enfrentará um péssimo histórico nesses confrontos eliminatórios: desde 2005, quando ganhou Libertadores e Mundial, foram várias as eliminações, em campeonatos como Paulista (6), Copa do Brasil (2), Recopa (1), Sul-Americana (3) e Libertadores (5). Apenas um título em mata-mata, na Sul-Americana do último ano.
O mais curioso disso tudo é que nas últimas cinco Taça Libertadores disputadas, quatro brasileiros (em cinco oportunidades) eliminaram o tricolor: Internacional (2006 e 2010), Grêmio (2007), Fluminense (2008) e Cruzeiro (2009). Será uma maldição? Pois São Paulo e Atlético-PR fizeram a primeira final entre dois clubes do mesmo país, em 2005, algo repetido no ano seguinte.
Pelo Paulistão foram seis eliminações, TODAS nas semifinais: São Caetano (2007), Palmeiras (2008), Corinthians (2009) e Santos (2010, 11 e 12). A última decisão do clube foi em 2003, derrota para o Timão. Na Copa do Brasil, o time jogou a competição apenas 2 vezes nos últimos dez anos, com eliminações nas duas: Avaí (2011) e Coritiba (2012).
"Enriquecendo" ainda mais o currículo de eliminações sofríveis com uma Recopa, perdida para o Boca Jrs (2006) e três Sul-Americanas, Millonarios (2007), Atlético-PR (2008) e Libertad (2011). Aliás, estas três últimas por total falta de interesse na competição, que após ser conquistada ano passado, passou a ser tratada com respeito no clube, como se fosse a principal competição da temporada.
Chegou a hora do tricolor, "embalado" por um título mediano (Sul-Americana 2012), mostrar que é copeiro, como já foi no início dos anos 1990, ou então continuar na mesmice dos últimos cinco anos, caracterizando o título sobre o Tigres como um acaso em sua história!!!
Só teremos uma resposta incial no próximo mês, nos dias 2 e 8 de maio, quando o Tricolor receberá o Galo no Morumbi e viajará para o Independência, nas duas datas, respectivamente. Caso passe pelo Galo, ai o torcedor terá mais dias de angustia e sofrimento, marca registrada do Clube da Fé nos últimos tempos.
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domingo, 21 de abril de 2013
Palmeiras é derrotado, mas garante a liderança do seu grupo; Oitavas de final tem seus confrontos decididos
O Palmeiras foi ao Peru nesta última quinta feira (18.4) enfrentar o já eliminado Cervejeiro, o Sporting Cristal, precisando vencer para garantir o primeiro lugar do grupo 2, ou então (a princípio) secar o Libertad, do Paraguai.
Com o resultado da partida, 1 a 0 para os peruanos, tanto Libertad quanto Tigre, da Argentina, tinham condições de ultrapassar o alviverde. Uma simples vitória paraguaia garantia a liderança do grupo. Já o Tigre teria que vencer por três gols de diferença para ultrapassar o Verdão no saldo de gols.
Com um jogador a menos desde os 30 minutos da etapa inicial, quando o Tigre converteu um pênalti e aumentou a vantagem para 3 a 1, o Libertad já estava praticamente eliminado da competição. Mas coube ao time de Assunção, com um gol aos 47 minutos do segundo tempo, dar ao Palmeiras a vaga no primeiro grupo. Placar final, 5 a 3 para o Tigre.
Não farei uma análise do jogo do Verdão, por não ter assistido a partida, mas o que me parece, olhando de longe, é que o time segue com problemas para jogar fora de casa, completando três derrotas em três confrontos, quatro gols sofridos e nenhum anotado.
OITAVAS DE FINAL
Terminado os jogos do grupo 8, que classificou Fluminense e Grêmio, o público pode conhecer os duelos da próxima fase e o chaveamento. Curiosamente, os dois clubes brasileiros acima citados, ficaram na parte mais fraca da chave, onde terão a companhia de Nacional, Garcilaso, Emelec, Independiente, Tigre e Olimpia.
Enquanto Atlético-MG, São Paulo, Palmeiras e Corinthians ficaram na chave mais forte, com a presença ainda de Tijuana, Boca Juniors, Vélez Sarsfield e Newell's Old Boys. Quatro brasileiros, três argentinos e um mexicano, os Xolos, que ainda é uma grande incógnita na competição.
Confira abaixo os confrontos das oitavas, com o chaveamento das próximas fases:
CHAVE A
São Paulo x Atlético-MG: 20:15 - 02/05 (quinta feira)
Atlético-MG x São Paulo: 22:00 - 08/05 (quarta feira)
CHAVE B
Tijuana x Palmeiras: 22:30 - 30/04 (terça feira)
Palmeiras x Tijuana: 22:00 - 14/05 (terça feira)
CHAVE C
Boca Jrs. x Corinthians: 21:50 - 01/05 (quarta feira)
Corinthians x Boca Jrs.: 22:00 - 15/05 (quarta feira)
CHAVE D
Newell's x Vélez: 21:15 - 24/04 (quarta feira)
Vélez x Newell's: 19:30 - 14/05 (terça feira)
CHAVE E
Grêmio x Independiente: 19:30 - 01/05 (quarta feira)
Independiente x Grêmio: 22:00 - 07/05 (terça feira)
CHAVE F
Garcilaso x Nacional: 22:15 - 25/04 (quinta feira)
Nacional x Garcilaso: 21:15 - 09/05 (quinta feira)
CHAVE G
Tigre x Olimpia: 20:15 - 30/04 (terça feira)
Olimpia x Tigre: 21:15 - 16/05 (quinta feira)
CHAVE H
Emelec x Fluminense: 22:30 - 02/05 (quinta feira)
Fluminense x Emelec: 22:00 - 08/05 (quarta feira)
QUARTAS DE FINAL
JOGO 1) CHAVE A X CHAVE B
JOGO 2) CHAVE C X CHAVE D
JOGO 3) CHAVE E X CHAVE F
JOGO 4) CHAVE G X CHAVE H
SEMIFINAIS
JOGO 1 X JOGO 2
JOGO 3 X JOGO 4
Com o resultado da partida, 1 a 0 para os peruanos, tanto Libertad quanto Tigre, da Argentina, tinham condições de ultrapassar o alviverde. Uma simples vitória paraguaia garantia a liderança do grupo. Já o Tigre teria que vencer por três gols de diferença para ultrapassar o Verdão no saldo de gols.
Com um jogador a menos desde os 30 minutos da etapa inicial, quando o Tigre converteu um pênalti e aumentou a vantagem para 3 a 1, o Libertad já estava praticamente eliminado da competição. Mas coube ao time de Assunção, com um gol aos 47 minutos do segundo tempo, dar ao Palmeiras a vaga no primeiro grupo. Placar final, 5 a 3 para o Tigre.
Não farei uma análise do jogo do Verdão, por não ter assistido a partida, mas o que me parece, olhando de longe, é que o time segue com problemas para jogar fora de casa, completando três derrotas em três confrontos, quatro gols sofridos e nenhum anotado.
OITAVAS DE FINAL
Terminado os jogos do grupo 8, que classificou Fluminense e Grêmio, o público pode conhecer os duelos da próxima fase e o chaveamento. Curiosamente, os dois clubes brasileiros acima citados, ficaram na parte mais fraca da chave, onde terão a companhia de Nacional, Garcilaso, Emelec, Independiente, Tigre e Olimpia.
Enquanto Atlético-MG, São Paulo, Palmeiras e Corinthians ficaram na chave mais forte, com a presença ainda de Tijuana, Boca Juniors, Vélez Sarsfield e Newell's Old Boys. Quatro brasileiros, três argentinos e um mexicano, os Xolos, que ainda é uma grande incógnita na competição.
Confira abaixo os confrontos das oitavas, com o chaveamento das próximas fases:
CHAVE A
São Paulo x Atlético-MG: 20:15 - 02/05 (quinta feira)
Atlético-MG x São Paulo: 22:00 - 08/05 (quarta feira)
CHAVE B
Tijuana x Palmeiras: 22:30 - 30/04 (terça feira)
Palmeiras x Tijuana: 22:00 - 14/05 (terça feira)
CHAVE C
Boca Jrs. x Corinthians: 21:50 - 01/05 (quarta feira)
Corinthians x Boca Jrs.: 22:00 - 15/05 (quarta feira)
CHAVE D
Newell's x Vélez: 21:15 - 24/04 (quarta feira)
Vélez x Newell's: 19:30 - 14/05 (terça feira)
CHAVE E
Grêmio x Independiente: 19:30 - 01/05 (quarta feira)
Independiente x Grêmio: 22:00 - 07/05 (terça feira)
CHAVE F
Garcilaso x Nacional: 22:15 - 25/04 (quinta feira)
Nacional x Garcilaso: 21:15 - 09/05 (quinta feira)
CHAVE G
Tigre x Olimpia: 20:15 - 30/04 (terça feira)
Olimpia x Tigre: 21:15 - 16/05 (quinta feira)
CHAVE H
Emelec x Fluminense: 22:30 - 02/05 (quinta feira)
Fluminense x Emelec: 22:00 - 08/05 (quarta feira)
QUARTAS DE FINAL
JOGO 1) CHAVE A X CHAVE B
JOGO 2) CHAVE C X CHAVE D
JOGO 3) CHAVE E X CHAVE F
JOGO 4) CHAVE G X CHAVE H
SEMIFINAIS
JOGO 1 X JOGO 2
JOGO 3 X JOGO 4
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Com fé e determinação, São Paulo vence o Atlético-MG no Morumbi e se classifica
O São Paulo fez, muito bem diga-se de passagem, a sua parte na noite desta quarta feira (17.4) vencendo o Atlético-MG por 2x0, no Morumbi, diante de mais de 50 mil pagantes, e garantiu sua classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores 2013.
Para o Tricolor, não bastava apenas vencer, mas também contar com um tropeço do The Strongest na Argentina, em duelo contra o Arsenal Sarandí. E, com uma vitória por 2 a 1, a equipe argentina não só tirou os bolivianos da disputa, como garantiu os paulistas na próxima fase.
Agora, o São Paulo volta a enfrentar o próprio Atlético-MG nas oitavas, em duas partidas que prometem muita emoção. O Galo continua sendo o melhor time do torneio, não só em termos de resultado, mas também em questão de futebol jogado.
Já o São Paulo ganhou um fôlego extra na competição. O Clube da Fé era aquele paciente que estava na UTI, mas que cresceu com uma força inexplicável, podendo até recuperar-se de uma fase de grupos pífia e, quem sabe, disputar o título.
SÃO PAULO 2x0 ATLÉTICO-MG
Ambas as equipes entraram em campo desfalcadas de titulares muito importantes. Pelo lado do São Paulo, Jádson e Luis Fabiano estavam suspensos, enquanto no Galo Junior César e Diego Tardelli foram poupados, enquanto o meia Bernard ainda não se encontrava em condições de jogo.
Em campo, o primeiro tempo foi muito equilibrado. Nenhuma das duas equipes tiveram chance de abrir o placar. O time mineiro "administrou" o resultado, já que o empate lhe caia muito bem, e os paulistas demonstrara muito empenho e entrega.
No segundo tempo, o São Paulo foi ao ataque e, com dez minutos de jogo, Aloísio foi derrubado na área. Rogério bateu o pênalti com precisão, deslocando o goleiro Victor para o outro lado. 1 a 0 e muita festa no Morumbi.
Após levar o gol, o Galo procurou equilibrar as ações e Cuca deu mais ofensividade ao time. Porém, quando parecia que ia pressionar os donos da casa, o Atlético levou o segundo gol, em ótima trama de Ganso, Osvaldo e Ademílson, aos 37 minutos.
Agora começa outra Libertadores. A partir de agora, tudo que foi feito na fase de grupos não vale mais nada. O Atlético terá apenas a vantagem de decidir em casa, enquanto o Tricolor terá 90 minutos para tentar uma vantagem no Morumbi.
Não consigo apontar favoritos. O Galo seria pelo futebol jogado, mas o São Paulo também será forte pela sua história e pelo fato de o futebol ser uma caixinha de surpresas, onde tudo pode acontecer. Em 2010 o Flamengo era o pior segundo e eliminou o Corinthians, melhor primeiro. Assim, nada que acontece nos 180 minutos de um mata-mata pode ser totalmente previsível.
Para o Tricolor, não bastava apenas vencer, mas também contar com um tropeço do The Strongest na Argentina, em duelo contra o Arsenal Sarandí. E, com uma vitória por 2 a 1, a equipe argentina não só tirou os bolivianos da disputa, como garantiu os paulistas na próxima fase.
Agora, o São Paulo volta a enfrentar o próprio Atlético-MG nas oitavas, em duas partidas que prometem muita emoção. O Galo continua sendo o melhor time do torneio, não só em termos de resultado, mas também em questão de futebol jogado.
Já o São Paulo ganhou um fôlego extra na competição. O Clube da Fé era aquele paciente que estava na UTI, mas que cresceu com uma força inexplicável, podendo até recuperar-se de uma fase de grupos pífia e, quem sabe, disputar o título.
SÃO PAULO 2x0 ATLÉTICO-MG
Ambas as equipes entraram em campo desfalcadas de titulares muito importantes. Pelo lado do São Paulo, Jádson e Luis Fabiano estavam suspensos, enquanto no Galo Junior César e Diego Tardelli foram poupados, enquanto o meia Bernard ainda não se encontrava em condições de jogo.
Em campo, o primeiro tempo foi muito equilibrado. Nenhuma das duas equipes tiveram chance de abrir o placar. O time mineiro "administrou" o resultado, já que o empate lhe caia muito bem, e os paulistas demonstrara muito empenho e entrega.
No segundo tempo, o São Paulo foi ao ataque e, com dez minutos de jogo, Aloísio foi derrubado na área. Rogério bateu o pênalti com precisão, deslocando o goleiro Victor para o outro lado. 1 a 0 e muita festa no Morumbi.
Após levar o gol, o Galo procurou equilibrar as ações e Cuca deu mais ofensividade ao time. Porém, quando parecia que ia pressionar os donos da casa, o Atlético levou o segundo gol, em ótima trama de Ganso, Osvaldo e Ademílson, aos 37 minutos.
Agora começa outra Libertadores. A partir de agora, tudo que foi feito na fase de grupos não vale mais nada. O Atlético terá apenas a vantagem de decidir em casa, enquanto o Tricolor terá 90 minutos para tentar uma vantagem no Morumbi.
Não consigo apontar favoritos. O Galo seria pelo futebol jogado, mas o São Paulo também será forte pela sua história e pelo fato de o futebol ser uma caixinha de surpresas, onde tudo pode acontecer. Em 2010 o Flamengo era o pior segundo e eliminou o Corinthians, melhor primeiro. Assim, nada que acontece nos 180 minutos de um mata-mata pode ser totalmente previsível.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
"Se não acredita na vaga, fica em casa"
O volante Wellington, do São Paulo, definiu bem nesta segunda-feira (15) o sentimento que torcedor Tricolor tem que encarnar no jogo decisivo da Taça Libertadores 2013. Precisando de uma combinação de resultados para se classificar, a vida do clube do Morumbi não será nada fácil.
Entrará em campo amanhã (17.4) precisando vencer o Atlético-MG, melhor clube da primeira fase da competição, e torcer contra uma vitória do The Strongest, na Argentina, contra o Arsenal de Sarandí.
Enquanto o camisa 5 animou e inspirou a torcida, o melhor jogador do ano não foi tão otimista no seu comentário. Ainda no mesmo dia, o atacante Osvaldo disse "Se for para vaiar, vaiem apenas no final da partida".
Sinceramente, vejo honestidade na palavra de ambos. Wellington tenta dar esperança a torcida do seu time. Já Osvaldo se mostra mais pé no chão e realista. Fato é que caberá aos jogadores do São Paulo terem o público espectador do duelo a seu favor, ou então o duelo será ainda mais difícil do que já se imagina.
Se o time jogar com raça, entrega, determinação e vontade, o torcedor não vaiará, nem mesmo ao final dos 90 minutos, em caso de uma derrota ou empate, ou ainda uma vitória com uma combinação negativa - vitória boliviana em terras argentinas.
Caso o time jogue como se habituou em 2013, aí não há como pedir para o torcedor não protestar. Já vi jogos em que o São Paulo caiu (eliminado ou apenas derrotado) jogando bem, o que fez os torcedores aplaudirem após os 90. O que dá uma sensação de dignidade.
Mas a questão que coloco em pauta é o futebol do time na competição. Sem alma, sem vontade, sem dedicação, sem honrar a camisa literalmente.
Sigo não acreditando na classificação do time do Morumbi, mas com a certeza de que, se o São Paulo sair classificado, aí o Atlético-MG que se preocupe, pois na próxima fase tudo começa do zero.
Se o óbvio acontecer, não vou querer apontar culpados depois de uma tragédia. Na verdade, já o apontarei aqui, mais de 24 horas antes do confronto: Ney Franco. O técnico segue buscando o time de 2012 em 2013, algo que não existe mais. Não soube recomeçar, pois sua principal peça no ano passado já não está mais no clube.
Lucas passou, o São Paulo ficou e outros jogadores também. O sistema tático terá que se adaptar aos 11 jogadores em campo, e não o contrário. Fato esse que não foi percebido pelo treinador, e também não será notado tão cedo.
Entrará em campo amanhã (17.4) precisando vencer o Atlético-MG, melhor clube da primeira fase da competição, e torcer contra uma vitória do The Strongest, na Argentina, contra o Arsenal de Sarandí.
Enquanto o camisa 5 animou e inspirou a torcida, o melhor jogador do ano não foi tão otimista no seu comentário. Ainda no mesmo dia, o atacante Osvaldo disse "Se for para vaiar, vaiem apenas no final da partida".
Sinceramente, vejo honestidade na palavra de ambos. Wellington tenta dar esperança a torcida do seu time. Já Osvaldo se mostra mais pé no chão e realista. Fato é que caberá aos jogadores do São Paulo terem o público espectador do duelo a seu favor, ou então o duelo será ainda mais difícil do que já se imagina.
Se o time jogar com raça, entrega, determinação e vontade, o torcedor não vaiará, nem mesmo ao final dos 90 minutos, em caso de uma derrota ou empate, ou ainda uma vitória com uma combinação negativa - vitória boliviana em terras argentinas.
Caso o time jogue como se habituou em 2013, aí não há como pedir para o torcedor não protestar. Já vi jogos em que o São Paulo caiu (eliminado ou apenas derrotado) jogando bem, o que fez os torcedores aplaudirem após os 90. O que dá uma sensação de dignidade.
Mas a questão que coloco em pauta é o futebol do time na competição. Sem alma, sem vontade, sem dedicação, sem honrar a camisa literalmente.
Sigo não acreditando na classificação do time do Morumbi, mas com a certeza de que, se o São Paulo sair classificado, aí o Atlético-MG que se preocupe, pois na próxima fase tudo começa do zero.
Se o óbvio acontecer, não vou querer apontar culpados depois de uma tragédia. Na verdade, já o apontarei aqui, mais de 24 horas antes do confronto: Ney Franco. O técnico segue buscando o time de 2012 em 2013, algo que não existe mais. Não soube recomeçar, pois sua principal peça no ano passado já não está mais no clube.
Lucas passou, o São Paulo ficou e outros jogadores também. O sistema tático terá que se adaptar aos 11 jogadores em campo, e não o contrário. Fato esse que não foi percebido pelo treinador, e também não será notado tão cedo.
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
Palmeiras vence Libertad no sufoco e está no mata-mata da Libertadores; 5 vagas ainda estão abertas para próxima fase
O Palmeiras segue até o momento a cartilha ideal para um clube que quer se classificar para a fase de mata-mata de uma Taça Libertadores: fazer com sucesso a lição de casa. Assim, com a terceira vitória em casa - 1 a 0, sobre o Libertad, no Pacaembu - o Verdão garantiu vaga na próxima fase da competição.
Em um jogo que realçou a principal qualidade do time de Gilson Kleina, a entrega de todo o elenco, o time de paulistano foi cirúrgico, encontrando o gol em um lance isolado no segundo tempo, quando Wesley chutou fraco de fora da área, a bola sobrou nos pés de Charles que bateu para o gol.
Em seguida, para deixar a adrenalina em alta na partida, Wesley, que deu a "assistência" do gol, foi expulso, deixando o time por mais da metade do segundo tempo com 10 jogadores em campo. Bem posicionado, com todos os jogadores na defesa, o Palmeiras pouco sofreu com o ataque paraguaio e garantiu os três pontos.
Com o resultado, o Verdão está classificado para a próxima fase, com 9 pontos, pois Libertad (2) com 8 pontos e Tigre com 6 se enfrentam, ou seja, apenas um dos dois pode ultrapassá-lo, e o Sporting Cristal, com 5 pontos conquistados, já está eliminado.
5 VAGAS PARA 11 EQUIPES
Ainda restam cinco vagas em disputa para a disputa do mata-mata (dez jogos), que terá os 16 melhores classificados da fase de grupos. No Grupo 2, Libertad e Tigre se enfrentam no Paraguai. Quem vencer se classifica, o empate classifica o Libertad.
No Grupo 3, The Strongest, São Paulo e Arsenal Sarandí disputam a segunda vaga do grupo, que tem o melhor primeiro colocado, o Atlético-MG. Como explicado a dois posts atrás, o Tricolor se classifica se vencer e o Strongest não triunfar, podendo um empate entre Arsenal x The Strongest levar o segundo colocado a ser conhecido por sorteio.
Pelo Grupo 6, Real Garcilaso e Tolima disputam a segunda vaga, já que Independiente Santa Fé já está garantido. O Real precisa de um empate contra o Santa Fé na Colômbia para se classificar e não ter que se preocupar com o jogo Cerro Porteño x Tolima. Já o Tolima, se classifica se vencer e o Santa Fé também triunfar.
Por fim, no Grupo 8, em teoria (e na prática após 5 rodadas) o mais equilibrado da competição, todas as quatro equipes estão na disputa. Na última rodada, o Fluminense recebe o Caracas e o Huachipato, do Chile, recebe o Grêmio. Quem triunfar se classifica em qualquer um dos jogos. Fluminense e Grêmio se classificam em caso de empate em seus jogos.
11 CLASSIFICADOS
Grupo 1
Nacional (URU)
Boca Juniors (ARG)
Grupo 2
Palmeiras (BRA)
Grupo 3
Atlético-MG (BRA)
Grupo 4
Vélez (ARG)
Emelec (EQU)
Grupo 5
Corinthians (BRA)
Tijuana (MEX)
Grupo 6
Santa Fé (COL)
Grupo 7
Olímpia (PAR)
Newell's Old Boys (ARG)
Em um jogo que realçou a principal qualidade do time de Gilson Kleina, a entrega de todo o elenco, o time de paulistano foi cirúrgico, encontrando o gol em um lance isolado no segundo tempo, quando Wesley chutou fraco de fora da área, a bola sobrou nos pés de Charles que bateu para o gol.
Em seguida, para deixar a adrenalina em alta na partida, Wesley, que deu a "assistência" do gol, foi expulso, deixando o time por mais da metade do segundo tempo com 10 jogadores em campo. Bem posicionado, com todos os jogadores na defesa, o Palmeiras pouco sofreu com o ataque paraguaio e garantiu os três pontos.
Com o resultado, o Verdão está classificado para a próxima fase, com 9 pontos, pois Libertad (2) com 8 pontos e Tigre com 6 se enfrentam, ou seja, apenas um dos dois pode ultrapassá-lo, e o Sporting Cristal, com 5 pontos conquistados, já está eliminado.
5 VAGAS PARA 11 EQUIPES
Ainda restam cinco vagas em disputa para a disputa do mata-mata (dez jogos), que terá os 16 melhores classificados da fase de grupos. No Grupo 2, Libertad e Tigre se enfrentam no Paraguai. Quem vencer se classifica, o empate classifica o Libertad.
No Grupo 3, The Strongest, São Paulo e Arsenal Sarandí disputam a segunda vaga do grupo, que tem o melhor primeiro colocado, o Atlético-MG. Como explicado a dois posts atrás, o Tricolor se classifica se vencer e o Strongest não triunfar, podendo um empate entre Arsenal x The Strongest levar o segundo colocado a ser conhecido por sorteio.
Pelo Grupo 6, Real Garcilaso e Tolima disputam a segunda vaga, já que Independiente Santa Fé já está garantido. O Real precisa de um empate contra o Santa Fé na Colômbia para se classificar e não ter que se preocupar com o jogo Cerro Porteño x Tolima. Já o Tolima, se classifica se vencer e o Santa Fé também triunfar.
Por fim, no Grupo 8, em teoria (e na prática após 5 rodadas) o mais equilibrado da competição, todas as quatro equipes estão na disputa. Na última rodada, o Fluminense recebe o Caracas e o Huachipato, do Chile, recebe o Grêmio. Quem triunfar se classifica em qualquer um dos jogos. Fluminense e Grêmio se classificam em caso de empate em seus jogos.
11 CLASSIFICADOS
Grupo 1
Nacional (URU)
Boca Juniors (ARG)
Grupo 2
Palmeiras (BRA)
Grupo 3
Atlético-MG (BRA)
Grupo 4
Vélez (ARG)
Emelec (EQU)
Grupo 5
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Corinthians passa sem dificuldades pelo San José e garante a primeira colocação no grupo 5 da Taça Libertadores 2013
O Corinthians entrou em campo na noite desta quarta-feira (10.4) precisando vencer e administrar uma diferença de dois gols a mais de saldo em relação ao segundo colocado do grupo 5, o Tijuana, do México, para garantir a primeira colocação do seu grupo.
Com bastante facilidade, o time alvinegro fez o que era necessário não apenas para terminar na liderança do teu grupo, mas como também ter uma das melhores classificações no geral. Até o momento, faltando a definição dos líderes em outros cinco grupos, o Timão é o segundo melhor primeiro, atrás de Atlético-MG e à frente de Vélez.
Não assisti o jogo inteiro contra o San José, da Bolívia, pois a grande atração da noite de ontem era (pra ser) o duelo brasileiro entre Grêmio e Fluminense, na Arena Grêmio, jogo que terminou 0 a 0, muito aquém das minhas expectativas. Mas, no pouco que acompanhei da disputa do Pacaembu, senti que o Corinthians tirou o pé.
Os comandados de Tite fizeram o suficiente para assegurar a colocação que lhes interessava, e somente no fim do jogo superaram o Vélez na classificação geral, com um gol faltando pouco menos de 30 segundos para acabar o jogo. Veremos no decorrer se esse tento marcado será considerado sorte ou azar, na próxima fase.
O JOGO
O placar só foi aberto aos 25 minutos da etapa inicial, com gol de Romarinho, um dos destaques da partida. Bem colocado na área, o baixinho cabeceou após cobrança da falta da esquerda. No segundo tempo, Guerrero aproveitou cruzamento de Emerson para aumentar (tenho muita dúvida quanto a posição do camisa 9) e Edenílson aos 47 deu números finais ao jogo.
Em uma análise geral, me parece que o Corinthians de 2013 ainda não é aquele de 2012, que triunfou com o título continental e mundial. Mas, lembrando como iniciou a campanha vitoriosa do ano passado, nada indica que o Corinthians fará diferente, e irá longe na competição.
Dos times classificados para a fase da mata ou próximos da classificação, são poucos que imagino terem força para bater de frente com o atual campeão: Atlético-MG, pela campanha, Grêmio e Boca Jrs pela tradição, e quem sabe os argentinos Newells Old Boys ou Vélez Sarsfield, por serem equipes também de respeito.
De resto, não vejo equipes estrangeiras como Nacional (URU), Emelec, Libertad, Tijuana, Santa Fé, entre outras, capazes de superar o Timão, bem como os brasileiros Palmeiras e Fluminense, caso passem de fase.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Vélez empata e Galo garante a melhor campanha da fase de grupos da Taça Libertadores 2013
O Vélez Sarsfield encerrou sua participação na fase de grupos da Taça Libertadores 2013 "prejudicando" dois clubes muito vencedores da competição, que juntos acumulam 8 taças. Jogando em casa, o time argentino empatou com o Emelec sem gols, o que garantiu aos dois a classificação para a próxima fase.
O primeiro prejudicado diretamente com o resultado foi o Club Atlético Peñarol, que mesmo com a vitória por 3 a 0 sobre o Deportes Iquique, não conseguiu se classificar para a fase de mata-mata, pelo segundo ano seguido. Após ser finalista em 2011, perdendo para o Santos, o time uruguaio segue sem disputar a fase eliminatória da competição.
Outro prejudicado, mesmo que indiretamente, foi o São Paulo Futebol Clube. Com o empate do Vélez contra o Emelec, o Atlético-MG garantiu a melhor campanha da primeira fase, o que lhe dá o direito de decidir sempre em casa ao longo da competição.
Mas aí você pergunta: o que o São Paulo tem a ver com isso? Bom, São Paulo e Atlético se enfrentam na última rodada, pelo grupo 3 da fase de grupos. Caso o Tricolor ganhe e se classifique, obrigatoriamente ele enfrentará o melhor primeiro colocado da competição.
Assim, o Galo tem a chance de, no dia 18 de abril em partida a ser disputada no estádio do Morumbi, eliminar o rival e não enfrentá-lo na próxima fase. Muito provavelmente enfrentaria o Arsenal ou o próprio Strongest. Sinceramente, é o melhor negócio para o time de Belo Horizonte, pois no mata-mata começa tudo do zero.
Para conseguir tal feito, basta um empate ou uma vitória atleticana na capital paulista, enquanto aos são-paulinos apenas uma vitória serve, torcendo ainda para o The Strongest não vencer o Arsenal Sarandí, na Argentina.
Acredito que será menos sofrível para o Tricolor Paulista (principalmente seu torcedor) ser eliminado logo nessa fase. O time "armado" por Ney Franco não entrou no espírito da competição e dificilmente entrará, fazendo o torcedor sofrer e passar mais vergonha. Assim, uma vitória daria apenas um pouquinho mais de fôlego, para ser eliminado duas semanas depois.
Quanto ao Galo, terá que lutar contra a sina dos melhores primeiros colocados. Desde 1996, quando o River Plate foi campeão, nenhum outro time que terminou a fase de grupos com a melhor campanha foi campeão.
Em 2012 o Fluminense fez ótima campanha, caindo para o Boca Jrs. nas quartas. Em 2011 foi o Cruzeiro que sofreu com a sina, perdendo para o Once Caldas já nas oitavas. Em 2010 o Corinthians, melhor primeiro, também foi eliminado nas oitavas. Ou seja, poucos clubes tem vida longa após garantir a melhor classificação.
Confira abaixo a lista dos clubes desde 1996:
ANO - CAMPEÃO / MELHOR PRIMEIRO (FASE QUE CHEGOU)
2012 - Corinthians / Fluminense (quartas)
2011 - Santos / Cruzeiro (oitavas)
2010 - Internacional / Corinthians (oitavas)
2009 - Estudiantes / Grêmio (semi)
2008 - LDU / Fluminense (final)
2007 - Boca Jrs. / Santos (semi)
2006 - Internacional / Vélez (quartas)
2005 - São Paulo / River Plate (semi)
2004 - Once Caldas / Santos (quartas)
2003 - Boca Jrs. / Corinthians (oitavas)
2002 - Olímpia / América (MEX) (semi)
2001 - Boca Jrs. / Vasco da Gama (quartas)
2000 - Boca Jrs. / América de Cali (oitavas)
1999 - Palmeiras / Corinthians (quartas)
1998 - Vasco / River Plate (semi)
1997 - Cruzeiro / Colo Colo (semi)
1996 - River Plate / River Plate (final)
O primeiro prejudicado diretamente com o resultado foi o Club Atlético Peñarol, que mesmo com a vitória por 3 a 0 sobre o Deportes Iquique, não conseguiu se classificar para a fase de mata-mata, pelo segundo ano seguido. Após ser finalista em 2011, perdendo para o Santos, o time uruguaio segue sem disputar a fase eliminatória da competição.
Outro prejudicado, mesmo que indiretamente, foi o São Paulo Futebol Clube. Com o empate do Vélez contra o Emelec, o Atlético-MG garantiu a melhor campanha da primeira fase, o que lhe dá o direito de decidir sempre em casa ao longo da competição.
Mas aí você pergunta: o que o São Paulo tem a ver com isso? Bom, São Paulo e Atlético se enfrentam na última rodada, pelo grupo 3 da fase de grupos. Caso o Tricolor ganhe e se classifique, obrigatoriamente ele enfrentará o melhor primeiro colocado da competição.
Assim, o Galo tem a chance de, no dia 18 de abril em partida a ser disputada no estádio do Morumbi, eliminar o rival e não enfrentá-lo na próxima fase. Muito provavelmente enfrentaria o Arsenal ou o próprio Strongest. Sinceramente, é o melhor negócio para o time de Belo Horizonte, pois no mata-mata começa tudo do zero.
Para conseguir tal feito, basta um empate ou uma vitória atleticana na capital paulista, enquanto aos são-paulinos apenas uma vitória serve, torcendo ainda para o The Strongest não vencer o Arsenal Sarandí, na Argentina.
Acredito que será menos sofrível para o Tricolor Paulista (principalmente seu torcedor) ser eliminado logo nessa fase. O time "armado" por Ney Franco não entrou no espírito da competição e dificilmente entrará, fazendo o torcedor sofrer e passar mais vergonha. Assim, uma vitória daria apenas um pouquinho mais de fôlego, para ser eliminado duas semanas depois.
Quanto ao Galo, terá que lutar contra a sina dos melhores primeiros colocados. Desde 1996, quando o River Plate foi campeão, nenhum outro time que terminou a fase de grupos com a melhor campanha foi campeão.
Em 2012 o Fluminense fez ótima campanha, caindo para o Boca Jrs. nas quartas. Em 2011 foi o Cruzeiro que sofreu com a sina, perdendo para o Once Caldas já nas oitavas. Em 2010 o Corinthians, melhor primeiro, também foi eliminado nas oitavas. Ou seja, poucos clubes tem vida longa após garantir a melhor classificação.
Confira abaixo a lista dos clubes desde 1996:
ANO - CAMPEÃO / MELHOR PRIMEIRO (FASE QUE CHEGOU)
2012 - Corinthians / Fluminense (quartas)
2011 - Santos / Cruzeiro (oitavas)
2010 - Internacional / Corinthians (oitavas)
2009 - Estudiantes / Grêmio (semi)
2008 - LDU / Fluminense (final)
2007 - Boca Jrs. / Santos (semi)
2006 - Internacional / Vélez (quartas)
2005 - São Paulo / River Plate (semi)
2004 - Once Caldas / Santos (quartas)
2003 - Boca Jrs. / Corinthians (oitavas)
2002 - Olímpia / América (MEX) (semi)
2001 - Boca Jrs. / Vasco da Gama (quartas)
2000 - Boca Jrs. / América de Cali (oitavas)
1999 - Palmeiras / Corinthians (quartas)
1998 - Vasco / River Plate (semi)
1997 - Cruzeiro / Colo Colo (semi)
1996 - River Plate / River Plate (final)
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
São Paulo mantém regularidade, perde para o Strongest e fica próximo da eliminação
O São Paulo foi aos 3.600 metros de altitude de La Paz, na noite desta quinta feira, para tentar o improvável: uma vitória ou ao menos um empate diante do The Strongest, da Bolívia.
O improvável não aconteceu, saindo derrotado pela quarta vez como visitante na Taça Libertadores 2013. Um time sem padrão tático algum, com falhas grotescas na marcação e um ataque ineficiente.
Esse é o resumo de um planejamento errado, que consistiu em apenas passar da fase preliminar da competição. Parece que, ao vencer o Bolívar pelo placar agregado de 8 a 4, o trabalho havia sido feito e não havia nada a consertar.
Porém, os meses se passaram desde 30 de janeiro, quando o time levou uma virada história-vexatória, 4 a 3 em La Paz, e tudo continuou a mesma coisa. Um time sem atitude, alma, vontade, raça... Poderia ficar até amanhã dando adjetivos para esse elenco comandado por Ney Fra(n)co, mas seria em vão.
Assim como no duelo contra o Arsenal, em Sarandí, o São Paulo criou ótimas chances, mas a TODO momento sofreu com as investidas do rival boliviano.
Assim como naquele jogo, derrota por 2 a 1, o São Paulo saiu atrás, empatou a partida e teve suas chances de virar o marcador. Não o fez, e pagou caro pela falta de competência.
Em março contra o Arsenal, Aloísio teve uma chance claríssima de gol. Não conseguiu concluir. No jogo de ontem, Aloísio, Ganso, Osvaldo, não faltaram oportunidades para o time passar na frente do marcador.
Coincidência entre ambas as partidas, além da ineficiência dos homens de frente? A falta daquele camisa 9, que briga, luta, reclama, faz seus gols, mas sempre que é pra decidir, ele está suspenso por incompetência DELE. Não minha, não sua, nem do técnico ou do presidente, mas dele.
Com o resultado, o São Paulo caiu para a terceira colocação, empatado com o Arsenal (4), ambos com 4 pontos. O Galo já está classificado, com 15 pontos, enquanto o The Strongest pode repetir os feitos raríssimos de 1990 e 1994, quando passou a fase de mata mata, em 19 edições que já disputou.
Para o São Paulo se classificar, o que acho muito improvável, uma complexa combinação de resultados será necessária. Em caso de vitória do Arsenal diante do Strongest, uma vitória simples resolve para o Tricolor.
Se o duelo de Sarandí terminar empatado, aí algumas são as variações. Um 0 a 0 significa que o São Paulo tem que fazer 1 a 0 para se classifica por ter feito mais gols fora de casa que o time boliviano, 3 a 2 em tentos.
Se houver empate em 1x1, aí uma vitória por 1x0 são-paulina daria a classificação aos Strongest, pelo critério de gols marcados. Já, no caso de empate por 1x1 na Argentina e vitória tricolor por 2 a 1, o classificado seria definido por um sorteio. Isso mesmo. S-O-R-T-E-I-O.
Qualquer outro empate no duelo Arsenal x Strongest (2 a 2, 3 a 3 etc), obrigaria o time do Morumbi a vencer por 2 gols de diferença.
Já em caso de vitória da equipe aurinegra, aí o Tricolor Paulista não tem o que fazer. Seria eliminado, com toda justiça do mundo, pois futebol é resultado. E os resultados apresentados pelo time, foram nada menos que patético nessa atual edição.
O improvável não aconteceu, saindo derrotado pela quarta vez como visitante na Taça Libertadores 2013. Um time sem padrão tático algum, com falhas grotescas na marcação e um ataque ineficiente.
Esse é o resumo de um planejamento errado, que consistiu em apenas passar da fase preliminar da competição. Parece que, ao vencer o Bolívar pelo placar agregado de 8 a 4, o trabalho havia sido feito e não havia nada a consertar.
Porém, os meses se passaram desde 30 de janeiro, quando o time levou uma virada história-vexatória, 4 a 3 em La Paz, e tudo continuou a mesma coisa. Um time sem atitude, alma, vontade, raça... Poderia ficar até amanhã dando adjetivos para esse elenco comandado por Ney Fra(n)co, mas seria em vão.
Assim como no duelo contra o Arsenal, em Sarandí, o São Paulo criou ótimas chances, mas a TODO momento sofreu com as investidas do rival boliviano.
Assim como naquele jogo, derrota por 2 a 1, o São Paulo saiu atrás, empatou a partida e teve suas chances de virar o marcador. Não o fez, e pagou caro pela falta de competência.
Em março contra o Arsenal, Aloísio teve uma chance claríssima de gol. Não conseguiu concluir. No jogo de ontem, Aloísio, Ganso, Osvaldo, não faltaram oportunidades para o time passar na frente do marcador.
Coincidência entre ambas as partidas, além da ineficiência dos homens de frente? A falta daquele camisa 9, que briga, luta, reclama, faz seus gols, mas sempre que é pra decidir, ele está suspenso por incompetência DELE. Não minha, não sua, nem do técnico ou do presidente, mas dele.
Com o resultado, o São Paulo caiu para a terceira colocação, empatado com o Arsenal (4), ambos com 4 pontos. O Galo já está classificado, com 15 pontos, enquanto o The Strongest pode repetir os feitos raríssimos de 1990 e 1994, quando passou a fase de mata mata, em 19 edições que já disputou.
Para o São Paulo se classificar, o que acho muito improvável, uma complexa combinação de resultados será necessária. Em caso de vitória do Arsenal diante do Strongest, uma vitória simples resolve para o Tricolor.
Se o duelo de Sarandí terminar empatado, aí algumas são as variações. Um 0 a 0 significa que o São Paulo tem que fazer 1 a 0 para se classifica por ter feito mais gols fora de casa que o time boliviano, 3 a 2 em tentos.
Se houver empate em 1x1, aí uma vitória por 1x0 são-paulina daria a classificação aos Strongest, pelo critério de gols marcados. Já, no caso de empate por 1x1 na Argentina e vitória tricolor por 2 a 1, o classificado seria definido por um sorteio. Isso mesmo. S-O-R-T-E-I-O.
Qualquer outro empate no duelo Arsenal x Strongest (2 a 2, 3 a 3 etc), obrigaria o time do Morumbi a vencer por 2 gols de diferença.
Já em caso de vitória da equipe aurinegra, aí o Tricolor Paulista não tem o que fazer. Seria eliminado, com toda justiça do mundo, pois futebol é resultado. E os resultados apresentados pelo time, foram nada menos que patético nessa atual edição.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Palmeiras vence e assume a vice-liderança do grupo 2; Na Colômbia, Corinthians vence, se classifica e é líder do grupo 5
Os dois paulistas que já jogaram nesta semana pela Taça Libertadores 2013, foram muito bem e venceram seus duelos. No Pacaembu o Verdão não tomou conhecimento do Tigre e, sem dificuldades, fez 2 a 0 no adversário. Já em Bogotá, o Timão soube enfrentar as adversidades e venceu o Millonarios por 1 a 0.
Agora, resta ao terceiro paulista que disputa a Libertadores, o São Paulo, vencer nesta quinta-feira e conquistar o "triplete" para o Trio de Ferro Paulista. Assim como não acreditava nas vitórias de Palmeiras e Corinthians, sigo sem acreditar em um triunfo Tricolor hoje à noite, em La Paz, contra o Strongest.
02.4
O Palmeiras encontrou no Pacaembu um adversário fraco, que viajou a São Paulo apenas para brigar, e uma torcida inflamada lhe apoiando. Foram ao estádio Municipal mais de 20 mil alviverdes, que apoiaram os 90 minutos, como todo time merece. O apoio das arquibancadas foi muito bem retribuído.
Porém, para que o Verdão conquistasse a vitória, foi necessário o acaso ajudar o criticado Gilson Kleina. Patrick Vieira, que para mim é um dos melhores jogadores da base palestrina, resolveu o problema do treinador. Como? Se machucando. Triste, porém foi isso que definiu o jogo para o time da casa.
O técnico do Palmeiras colocou em seu lugar o atacante Caio, o que mudou o esquema do time para 2 atacantes. Com as palavras "Entra e defini a partida", Kleina foi preciso e sortudo, pois foi Caio, em noite inspirada, quem desmontou a defesa argentina e deu duas assistências para os dois tentos do Alviverde.
No primeiro tempo, Caio cruzou para Vinicius abrir o placar. Na etapa final, o atacante repetiu a dose dando passe açucarado para Charles, que acertou um chute bem colocado. Placar justíssimo, que mantem o Verdão bem na disputa.
Com o jogo perdido, o Tigres mostrou a sua real face. Abriu a caixa de ferramentas e demonstrou que não é um time de futebol, mas sim um bando de encrenqueiros, que caíram de para-quedas na competição Sul Americana.
Com a vitória, o Palmeiras sobe para o segundo lugar do grupo 2, com 6 pontos. O Libertad segue na liderança com 8, enquanto Sporting Cristal cai para terceiro, com 5 pontos e o Tigre fica na lanterna, com 3.
03.4
O Corinthians viajou para a Colômbia, onde um empate já seria um resultado interessante. Porém, frio e calculista, o time de Tite conseguiu mais. Saiu com uma vitória, repetindo o que o Tijuana havia feito na primeira rodada, ao vencer o Millonarios por uma vantagem mínima de 1 gol.
O autor do tento vitorioso foi Danilo, que se mostra cada vez mais decisivo. Após marcar um golaço no Morumbi, no último domingo, contra o São Paulo, pelo Paulista, "Zidanilo" fez o gol da vitória arriscando um ótimo chute rasteiro de fora da área. O goleiro mal viu por onde a "pelota" havia passado.
O que vale destacar do jogo, é que o Corinthians não vem fazendo grandes atuações em 2013, mas quando é para decidir, o time sempre acha os gols na hora certa. Prêmio para Tite, que montou esse time ao seu estilo. Jogando sempre com a certeza que na hora certa, a bola vai balançar a rede a seu favor.
Com a vitória Alvinegra, o grupo 5 teve os dois classificados já definidos: Corinthians e Tijuana, ambos com 10 pontos. Os dois jogarão em casa na rodada final, em que aquele que vencer pela maior diferença e bater o adversário no saldo de gols, ficará com a primeira colocação no grupo.
No momento, a vantagem no saldo é do Timão, com 5 gols de saldo contra 3 dos Xolos. Apesar de o Corinthians enfrentar o terceiro colocado, San José, e o Tijuana enfrentar o lanterna Millonarios, acredito que a diferença da vitória mexicana não irá superar a do time brasileiro, deixando a liderança com o time de Parque São Jorge.
Agora, resta ao terceiro paulista que disputa a Libertadores, o São Paulo, vencer nesta quinta-feira e conquistar o "triplete" para o Trio de Ferro Paulista. Assim como não acreditava nas vitórias de Palmeiras e Corinthians, sigo sem acreditar em um triunfo Tricolor hoje à noite, em La Paz, contra o Strongest.
02.4
O Palmeiras encontrou no Pacaembu um adversário fraco, que viajou a São Paulo apenas para brigar, e uma torcida inflamada lhe apoiando. Foram ao estádio Municipal mais de 20 mil alviverdes, que apoiaram os 90 minutos, como todo time merece. O apoio das arquibancadas foi muito bem retribuído.
Porém, para que o Verdão conquistasse a vitória, foi necessário o acaso ajudar o criticado Gilson Kleina. Patrick Vieira, que para mim é um dos melhores jogadores da base palestrina, resolveu o problema do treinador. Como? Se machucando. Triste, porém foi isso que definiu o jogo para o time da casa.
O técnico do Palmeiras colocou em seu lugar o atacante Caio, o que mudou o esquema do time para 2 atacantes. Com as palavras "Entra e defini a partida", Kleina foi preciso e sortudo, pois foi Caio, em noite inspirada, quem desmontou a defesa argentina e deu duas assistências para os dois tentos do Alviverde.
No primeiro tempo, Caio cruzou para Vinicius abrir o placar. Na etapa final, o atacante repetiu a dose dando passe açucarado para Charles, que acertou um chute bem colocado. Placar justíssimo, que mantem o Verdão bem na disputa.
Com o jogo perdido, o Tigres mostrou a sua real face. Abriu a caixa de ferramentas e demonstrou que não é um time de futebol, mas sim um bando de encrenqueiros, que caíram de para-quedas na competição Sul Americana.
Com a vitória, o Palmeiras sobe para o segundo lugar do grupo 2, com 6 pontos. O Libertad segue na liderança com 8, enquanto Sporting Cristal cai para terceiro, com 5 pontos e o Tigre fica na lanterna, com 3.
03.4
O Corinthians viajou para a Colômbia, onde um empate já seria um resultado interessante. Porém, frio e calculista, o time de Tite conseguiu mais. Saiu com uma vitória, repetindo o que o Tijuana havia feito na primeira rodada, ao vencer o Millonarios por uma vantagem mínima de 1 gol.
O autor do tento vitorioso foi Danilo, que se mostra cada vez mais decisivo. Após marcar um golaço no Morumbi, no último domingo, contra o São Paulo, pelo Paulista, "Zidanilo" fez o gol da vitória arriscando um ótimo chute rasteiro de fora da área. O goleiro mal viu por onde a "pelota" havia passado.
O que vale destacar do jogo, é que o Corinthians não vem fazendo grandes atuações em 2013, mas quando é para decidir, o time sempre acha os gols na hora certa. Prêmio para Tite, que montou esse time ao seu estilo. Jogando sempre com a certeza que na hora certa, a bola vai balançar a rede a seu favor.
Com a vitória Alvinegra, o grupo 5 teve os dois classificados já definidos: Corinthians e Tijuana, ambos com 10 pontos. Os dois jogarão em casa na rodada final, em que aquele que vencer pela maior diferença e bater o adversário no saldo de gols, ficará com a primeira colocação no grupo.
No momento, a vantagem no saldo é do Timão, com 5 gols de saldo contra 3 dos Xolos. Apesar de o Corinthians enfrentar o terceiro colocado, San José, e o Tijuana enfrentar o lanterna Millonarios, acredito que a diferença da vitória mexicana não irá superar a do time brasileiro, deixando a liderança com o time de Parque São Jorge.
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terça-feira, 2 de abril de 2013
Semana decisiva para os três clubes paulistas na Taça Libertadores 2013
Palmeiras, Corinthians e São Paulo terão uma semana importantíssima na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Taça Libertadores 2013. Cada qual com desafios muito diferentes.
02.4.2013
Nesta terça (hoje) o Verdão receberá no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (o meu, o seu, o nosso, o Pa-ca-em-bu) o Tigre da Argentina, em partida válida pelo Grupo 2 da competição sul-americana.
Com uma partida a menos que Libertad, líder com 8 pontos, e Sporting Cristal, segundo lugar com 5, Palmeiras e Tigre fazem um jogo decisivo nas pretensões de ambos, que aparecem na classificação com 3 pontos conquistados.
Apesar de não atravessar uma fase boa, com vários jogadores lesionados e muita desconfiança por parte da torcida, o Verdão é franco favorito para vencer o jogo e terminar a 4a rodada do grupo na vice-liderança.
Basta o time de Gilson Kleina jogar 90 minutos focado na "decisão" e não cair na catimba argentina, que sinceramente é a arma mais eficaz do time hermano, além do meio campista Ruben Botta, único jogador diferenciado da equipe.
03.4.2013
Já pelo Grupo 5 da Taça Libertadores 2013, o Corinthians tem a "dura" tarefa da enfrentar o Millonarios na Colômbia. Lá, a altitude (cerca de 2.600 metros) e a torcida, Los Millos, podem ajudar o time da casa contra o poderoso campeão mundial e sul-americano.
Mas, sinceramente, creio que o time de Tite irá saber enfrentar essas dificuldades e conseguirá trazer um bom resultado. Basta ver que, até o momento, o time colombiano apenas venceu uma partida na competição, em casa contra o fraco San José de Oruro (Bolívia).
Por isso, coloquei logo no início que a tarefa alvinegra seria dura entre aspas, pois aquele Millonarios, que na Copa Sul Americana praticamente aniquilava seus adversários no El Campín (caso de Palmeiras e Grêmio), hoje já não é o mesmo.
Dependendo do resultado de San José x Tijuana, que jogarão também na quarta feira, mais cedo, às 19h45, o Timão poderá até se isolar na liderança, o que seria praticamente garantir o primeiro lugar do grupo.
04.4.2013
Na quinta feira, o São Paulo encerra a participação dos times paulistas nesta semana, com o duelo mais difícil de todos. O time do Morumbi subirá a "serra" para enfrentar o The Strongest, em La Paz, nos 3.600 metros de altitude.
O The Strongest aparece literalmente com o "mais forte" time boliviano dos últimos tempos, muito bem montado pelo experiente técnico Eduardo Villegas, que soube dar um ótimo padrão tático ao seu time, encabeçado pelo rodado atacante Pablo Escobar.
Assim, prever qualquer resultado é impossível. Se o São Paulo jogar o que vem jogando na competição, não tenho dúvidas que será preza fácil, pois infelizmente lhe faltará fôlego na hora certa.
Se o time se superar e jogar como se fosse a decisão da vida, aí poderá ter alguma chance, desde que o The Strongest não esteja em um dia inspirado.
Importante também será o resultado de Atlético-MG x Arsenal Sarandí, que se enfrentarão na noite anterior. Líder com 12 pontos, o Galo joga para, teoricamente, garantir a melhor colocação na chave de mata-mata, enquanto o Arsenal, com os mesmos 4 pontos do São Paulo, tentará sair com uma improvável vitória do Independência.
Palpites
Não costumo palpitar sobre resultados mas dessa vez, pela importância dos três confrontos, vou deixar aqui registrada minha sensação: Três empates.
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Uma Taça Libertadores insólita
A Taça Libertadores de 2013 vem se mostrando até o momento um torneio um tanto quanto incomum. Algo extraordinário vem ocorrendo na competição mais importante do continente Sul Americano.
Deixando de lado os acontecimentos extra-campo, que também estão em destaque na mídia do continente, o que chama atenção dentro das quatro linhas é o excesso de vitória de clubes visitantes.
Até o momento, foram disputadas ao todo 58 jogos na fase de grupo (2ª fase) da Taça. E, acredite se quiser, o número de vitórias dos visitantes é muito próxima ao dos mandantes. São 26 vitórias dos mandantes, 21 dos visitantes e 11 empates.
Assim, os mandantes ganharam 44,82% dos jogos, os visitantes triunfaram 36,20% e os empates foram 18,96%. Uma diferença muito pequena, mostrando que visitar pode ser um bom negócio.
Em um certo momento do campeonato, os visitantes haviam superado os mandantes. Foi no dia 27 de fevereiro, quando em 33 partidas disputadas, os visitantes haviam ganhado 15 jogos, os visitantes 14 e apenas quatro empates.
Porém, no dia seguinte, 28.2, em todas as três partidas do dia, os mandantes venceram - Libertad, São Paulo e Sporting Cristal - acabando com esperança dos visitantes naquela data.
De todos os oito grupos da competição, o Grupo 8 é aquele em que os visitantes mais triunfaram. Nas primeiras cinco partidas do grupo, cinco vitórias dos visitantes. Mas, de lá para cá, mais três jogos aconteceram e nenhum vistante venceu, duas vitórias dos mandante e um empate.
No Grupo 1, do sempre perigoso Boca Juniors, outro fato curioso: nenhum mandante venceu em 7 jogos realizados. Foram três empates e quatro vitórias de visitantes. E, o terceiro grupo em que ser visitante não é bom negócio é o 6, onde apenas um mandante foi vencedor.
Tabela de acordo com os grupos
Grupo 1
7 partidas realizadas até o momento:
3 empates e 4 vitórias dos visitantes.
Grupo 2
7 partidas realizadas até o momento:
4 vitórias dos mandantes, 2 empates e 1 vitória do visitante.
Grupo 3
7 partidas realizadas até o momento:
4 vitórias dos mandantes, 1 empate e 2 vitórias dos visitantes.
Grupo 4
8 partidas realizadas até o momento:
6 vitórias dos mandantes e 2 vitórias dos visitantes.
Grupo 5
7 partidas realizadas até o momento:
5 vitórias dos mandantes, 1 empate e 1 vitória do visitante.
Grupo 6
6 partidas realizadas até o momento:
1 vitória do mandante, 2 empates e 3 vitórias dos visitantes.
Grupo 7
8 partidas realizadas até o momento:
4 vitórias dos mandantes, 1 empate e 3 vitórias dos visitantes.
Grupo 8
8 partidas realizadas até o momento:
2 vitórias dos mandantes, 1 empate e 5 vitórias dos visitantes.
Deixando de lado os acontecimentos extra-campo, que também estão em destaque na mídia do continente, o que chama atenção dentro das quatro linhas é o excesso de vitória de clubes visitantes.
Até o momento, foram disputadas ao todo 58 jogos na fase de grupo (2ª fase) da Taça. E, acredite se quiser, o número de vitórias dos visitantes é muito próxima ao dos mandantes. São 26 vitórias dos mandantes, 21 dos visitantes e 11 empates.
Assim, os mandantes ganharam 44,82% dos jogos, os visitantes triunfaram 36,20% e os empates foram 18,96%. Uma diferença muito pequena, mostrando que visitar pode ser um bom negócio.
Em um certo momento do campeonato, os visitantes haviam superado os mandantes. Foi no dia 27 de fevereiro, quando em 33 partidas disputadas, os visitantes haviam ganhado 15 jogos, os visitantes 14 e apenas quatro empates.
Porém, no dia seguinte, 28.2, em todas as três partidas do dia, os mandantes venceram - Libertad, São Paulo e Sporting Cristal - acabando com esperança dos visitantes naquela data.
De todos os oito grupos da competição, o Grupo 8 é aquele em que os visitantes mais triunfaram. Nas primeiras cinco partidas do grupo, cinco vitórias dos visitantes. Mas, de lá para cá, mais três jogos aconteceram e nenhum vistante venceu, duas vitórias dos mandante e um empate.
No Grupo 1, do sempre perigoso Boca Juniors, outro fato curioso: nenhum mandante venceu em 7 jogos realizados. Foram três empates e quatro vitórias de visitantes. E, o terceiro grupo em que ser visitante não é bom negócio é o 6, onde apenas um mandante foi vencedor.
Tabela de acordo com os grupos
Grupo 1
7 partidas realizadas até o momento:
3 empates e 4 vitórias dos visitantes.
Grupo 2
7 partidas realizadas até o momento:
4 vitórias dos mandantes, 2 empates e 1 vitória do visitante.
Grupo 3
7 partidas realizadas até o momento:
4 vitórias dos mandantes, 1 empate e 2 vitórias dos visitantes.
Grupo 4
8 partidas realizadas até o momento:
6 vitórias dos mandantes e 2 vitórias dos visitantes.
Grupo 5
7 partidas realizadas até o momento:
5 vitórias dos mandantes, 1 empate e 1 vitória do visitante.
Grupo 6
6 partidas realizadas até o momento:
1 vitória do mandante, 2 empates e 3 vitórias dos visitantes.
Grupo 7
8 partidas realizadas até o momento:
4 vitórias dos mandantes, 1 empate e 3 vitórias dos visitantes.
Grupo 8
8 partidas realizadas até o momento:
2 vitórias dos mandantes, 1 empate e 5 vitórias dos visitantes.
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Corinthians atropela o líder Tijuana em jogo muito movimentado no Pacaembu
Após sofrer com o gramado artificial e com o excesso de faltas do Tijuana na partida da última quarta-feira, no México, o Corinthians mostrou na noite de ontem que o time dos Xolos ainda tem muito o que aprender em duelos contra um adversário superior.
O Timão não teve dificuldades para bater o Tijuana por 3 a 0, tendo ainda um quarto gol mal anulado pela arbitragem no fim da partida.
De novo, a dupla Pato e Guerrero marcou em casa, abrindo a vantagem já no primeiro tempo. Na segunda etapa, Paulinho deu números finais ao jogo, marcando de forma oportunista o 3 a 0.
O Corinthians segue com o mesmo padrão de jogo que vem apresentando desde a edição de 2012 da Taça Libertadores. Um time muito compacto, que ataca com muito perigo e defende com bastante precisão.
Fora de casa não costuma perder, e dentro de casa é raro não triunfar. Ou seja, a fórmula ideal para ser campeão em um torneio decidido em fase de mata-mata.
Já o Tijuana, que tentou sair bastante para o jogo, dando algumas vezes o contra-ataque ao rival brasileiro, percebeu que quando o gramado é natural e o adversário é forte, aí o buraco é mais embaixo.
Os Xolos entraram em campo e encararam o Corinthians como um adversário possível de ser batido, tentando o toque de bola no ataque e jogando com o time adiantado. Erro crasso, de quem não sabe jogar defensivamente.
Com a vitória, o Corinthians manteve a perseguição pela primeira colocação, agora apenas dois pontos atrás do Tijuana. 9 pontos para o time mexicano e 7 para o brasileiro. Como ambos jogam fora de casa na próxima rodada, é possível que invertam as posições.
Na noite desta quinta-feira, San José e Millonarios se enfrentam em Oruro, na Bolívia. Um empate polariza a disputa do Grupo 5 entre Corinthians e Tijuana. Já uma vitória do Millonarios (algo bem provável) deixa o grupo bem embolado.
Na próxima rodada, o Tijuana pode garantir classificação, ao enfrentar o San José, na Bolívia. Já o Corinthians enfrentará o time de Bogotá na semi-altitude colombiana, onde um empate não seria mal resultado.
O Timão não teve dificuldades para bater o Tijuana por 3 a 0, tendo ainda um quarto gol mal anulado pela arbitragem no fim da partida.
De novo, a dupla Pato e Guerrero marcou em casa, abrindo a vantagem já no primeiro tempo. Na segunda etapa, Paulinho deu números finais ao jogo, marcando de forma oportunista o 3 a 0.
O Corinthians segue com o mesmo padrão de jogo que vem apresentando desde a edição de 2012 da Taça Libertadores. Um time muito compacto, que ataca com muito perigo e defende com bastante precisão.
Fora de casa não costuma perder, e dentro de casa é raro não triunfar. Ou seja, a fórmula ideal para ser campeão em um torneio decidido em fase de mata-mata.
Já o Tijuana, que tentou sair bastante para o jogo, dando algumas vezes o contra-ataque ao rival brasileiro, percebeu que quando o gramado é natural e o adversário é forte, aí o buraco é mais embaixo.
Os Xolos entraram em campo e encararam o Corinthians como um adversário possível de ser batido, tentando o toque de bola no ataque e jogando com o time adiantado. Erro crasso, de quem não sabe jogar defensivamente.
Com a vitória, o Corinthians manteve a perseguição pela primeira colocação, agora apenas dois pontos atrás do Tijuana. 9 pontos para o time mexicano e 7 para o brasileiro. Como ambos jogam fora de casa na próxima rodada, é possível que invertam as posições.
Na noite desta quinta-feira, San José e Millonarios se enfrentam em Oruro, na Bolívia. Um empate polariza a disputa do Grupo 5 entre Corinthians e Tijuana. Já uma vitória do Millonarios (algo bem provável) deixa o grupo bem embolado.
Na próxima rodada, o Tijuana pode garantir classificação, ao enfrentar o San José, na Bolívia. Já o Corinthians enfrentará o time de Bogotá na semi-altitude colombiana, onde um empate não seria mal resultado.
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terça-feira, 12 de março de 2013
O futuro do São Paulo na Taça Libertadores
Desde o início de 2013 voltei a escrever com mais frequência aqui no Blog Futebol Paulistano. Porém, no início da semana me dei conta de que não havia feito meu post comentando o resultado de São Paulo 1x1 Arsenal Sarandí, em partida válida pela 3ª rodada do Grupo 3 da competição mais importante da América do Sul.
Assim, aproveito o espaço para escrever sobre o duelo da última quinta-feira e também para tentar traçar as possibilidades da equipe do Morumbi, que pode até se classificar empatando todos os 3 jogos que restam, desde que haja uma ótima combinação de resultados a seu favor.
O JOGO
O Arsenal da Argentina repetiu a mesma fórmula do The Strongest, jogando na defesa e explorando contra-ataques e erros do time paulista. Apesar de ser uma equipe um pouco inferior ao Strongest tecnicamente, o Arsenal teve mais sorte que o time da Bolívia.
Enquanto o Strongest enfrentou o São Paulo em um péssimo dia, mas acabou sofrendo a derrota por 2x1, o time de Sarandí enfrentou o Tricolor na melhor apresentação da equipe até o momento, mas soube aproveitar o nervosismo dos donos da casa para levar um ponto para Argentina.
No primeiro tempo, enquanto o São Paulo teve diversas oportunidade, o Arsenal só teve uma chance já no finzinho da partida. Em seguida, quando o jogo caminhava para o intervalo sem gols, Jadson aproveitou ótima assistência de Aloísio para abrir o placar.
Na volta da etapa final, 5 minutos de apagão tricolor foram suficientes para o empate. O árbitro, com muita vontade e determinação, deu um pênalti altamente duvidoso de Cortez, quando no cruzamento a bola explodiu em sua mão. Na cobrança, Rogério ficou no centro do gol, e o atacante argentino não teve problema para empatar.
Nos 40 minutos restantes, o São Paulo teve mais a posse de bola, finalizações perigosas, boa movimentação do ataque, mas a ansiedade foi o pior inimigo. Placar justo ou injusto, fato que o time do Morumbi tem pela frente uma tabela complicada e terá que jogar muito mais para não cair precocemente na competição.
GRUPO 3
Ao término do primeiro "turno", no Grupo 3 a briga pela segunda vaga está embolada. Com 9 pontos, o Atlético-MG terá 3 jogos para fazer ao menos 3 pontos, ou seja, nada difícil. Basta ganhar do Arsenal em casa, que o time de Cuca se classifica.
Já São Paulo (4 pontos), The Strongest (3 pontos) e Arsenal Sarandí (1 ponto) disputarão ponto a ponto a última vaga. Ao Tricolor, a dura missão de enfrentar os dois adversários fora de casa, e o líder no Morumbi. Ou seja, nenhum dos jogos podemos cravar vitória, bem como dizer que não ganhará nenhum dos duelos restantes.
A questão ficará por conta do aproveitamento do Atlético-MG, que será o maior aliado Tricolor, se não perder os dois jogos seguintes, contra Strongest (na Bolívia) e Arsenal (em Minas Gerais), mas que ao mesmo tempo pode se tornar um vilão, se dificultar a vida tricolor no Morumbi, dia 17 de abril.
Entre amanhã (quarta-feira, 13.3) e quinta-feira (14.3), a situação poderá estar bem encaminhada para o time de Ney Franco, caso São Paulo e Atlético-MG vençam, ou bem ruim, caso não vença na Argentina e o Galo não tenha um bom jogo em La Paz.
Assim, não é possível dar nenhum prognóstico. Qualquer palpite nesse momento, seria mero chute em relação ao andamento do Grupo 3, que promete fortes emoções até o fim da primeira fase.
Assim, aproveito o espaço para escrever sobre o duelo da última quinta-feira e também para tentar traçar as possibilidades da equipe do Morumbi, que pode até se classificar empatando todos os 3 jogos que restam, desde que haja uma ótima combinação de resultados a seu favor.
O JOGO
O Arsenal da Argentina repetiu a mesma fórmula do The Strongest, jogando na defesa e explorando contra-ataques e erros do time paulista. Apesar de ser uma equipe um pouco inferior ao Strongest tecnicamente, o Arsenal teve mais sorte que o time da Bolívia.
Enquanto o Strongest enfrentou o São Paulo em um péssimo dia, mas acabou sofrendo a derrota por 2x1, o time de Sarandí enfrentou o Tricolor na melhor apresentação da equipe até o momento, mas soube aproveitar o nervosismo dos donos da casa para levar um ponto para Argentina.
No primeiro tempo, enquanto o São Paulo teve diversas oportunidade, o Arsenal só teve uma chance já no finzinho da partida. Em seguida, quando o jogo caminhava para o intervalo sem gols, Jadson aproveitou ótima assistência de Aloísio para abrir o placar.
Na volta da etapa final, 5 minutos de apagão tricolor foram suficientes para o empate. O árbitro, com muita vontade e determinação, deu um pênalti altamente duvidoso de Cortez, quando no cruzamento a bola explodiu em sua mão. Na cobrança, Rogério ficou no centro do gol, e o atacante argentino não teve problema para empatar.
Nos 40 minutos restantes, o São Paulo teve mais a posse de bola, finalizações perigosas, boa movimentação do ataque, mas a ansiedade foi o pior inimigo. Placar justo ou injusto, fato que o time do Morumbi tem pela frente uma tabela complicada e terá que jogar muito mais para não cair precocemente na competição.
GRUPO 3
Ao término do primeiro "turno", no Grupo 3 a briga pela segunda vaga está embolada. Com 9 pontos, o Atlético-MG terá 3 jogos para fazer ao menos 3 pontos, ou seja, nada difícil. Basta ganhar do Arsenal em casa, que o time de Cuca se classifica.
Já São Paulo (4 pontos), The Strongest (3 pontos) e Arsenal Sarandí (1 ponto) disputarão ponto a ponto a última vaga. Ao Tricolor, a dura missão de enfrentar os dois adversários fora de casa, e o líder no Morumbi. Ou seja, nenhum dos jogos podemos cravar vitória, bem como dizer que não ganhará nenhum dos duelos restantes.
A questão ficará por conta do aproveitamento do Atlético-MG, que será o maior aliado Tricolor, se não perder os dois jogos seguintes, contra Strongest (na Bolívia) e Arsenal (em Minas Gerais), mas que ao mesmo tempo pode se tornar um vilão, se dificultar a vida tricolor no Morumbi, dia 17 de abril.
Entre amanhã (quarta-feira, 13.3) e quinta-feira (14.3), a situação poderá estar bem encaminhada para o time de Ney Franco, caso São Paulo e Atlético-MG vençam, ou bem ruim, caso não vença na Argentina e o Galo não tenha um bom jogo em La Paz.
Assim, não é possível dar nenhum prognóstico. Qualquer palpite nesse momento, seria mero chute em relação ao andamento do Grupo 3, que promete fortes emoções até o fim da primeira fase.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Minha primeira ida sozinho a um estádio de futebol
Ainda bastante incomodado com a história do jovem boliviano de 14 anos, Kevin Douglas Beltran Espada, morto com um tiro de sinalizador naval atingindo seu rosto após esta "arma" ser disparada por um torcedor do Corinthians, dentro do estádio do San José, em Oruro, Bolívia, comecei a relembrar o meu primeiro jogo sozinho em um estádio de futebol.
Diferentemente de Kevin, que percorreu 230 km para assistir sua primeira partida em um campo de futebol acompanhado de amigos e responsáveis, o primeiro jogo que me recordo de ter ido sozinho foi aos 12 anos de idade, porém na rua de casa. Nascido em Belo Horizonte, mas criado na Rua Turiassu, em São Paulo, a 500 metros do estádio Palestra Itália, no ano de 2000 foi a primeira vez que meu pai me autorizou a ir ao estádio só.
Daquele dia em diante, só fui cair na estrada pela primeira vez sozinho já em 2009, aos 21 anos de idade. Muito tempo depois da primeira partida do lado de casa, dessa vez eu ia conhecer o gigante Maracanã. Tomei um ônibus na Rodoviária do Tietê na manhã daquele dia 10 de outubro, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, e parti rumo a Cidade Maravilhosa.
Já tinha meus 21 anos e fui com bastante receio, e também muito contra vontade de meu pai, que nos tempos de jovem cansou de viajar a Belo Horizonte para assistir o Cruzeiro de Tostão jogar, ou ao Maracanã assistir Zico e cia. Até hoje, já tenho 25 anos, qualquer frase que eu falo para o velho "acho que vou para Curitiba" ou "acho que vou para Porto Alegre" acredito que meu pai perde uns fios a mais de cabelo.
Voltando a história, a partida escolhida foi simplesmente uma final de Copa Mercosul. Nos anos de 1998, 1999 fui em muitas partidas do Palmeiras, umas por esse mesmo torneio continental, vencido pelo Verdão dois anos antes, outras por campeonatos como Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil. Era do lado de casa. Ingresso nunca foi problema, tempo também nunca me faltou. Era só atravessar a Av. Pompéia e caminhar 300 metros.
Era dia 20 de dezembro de 2000. Convenci o velho a me deixar ir ao jogo. Setor muito bem escolhido: torcida do Vasco. Em Minas Gerais e São Paulo sempre tive times de preferência, mas no Rio de Janeiro já tive simpatia pela maioria, mas acredito que pela rivalidade com o Estado de São Paulo, nunca cheguei a torcer pela vitória de algum com muita vontade.
Encolhidos no cantinho do Parque Antártica, no espaço dos visitantes que ficava bem próximo ao conjunto aquático, no primeiro tempo assisti o Palmeiras fazer 3x0. Curiosamente, todos os três gols do lado oposto de onde eu estava. Confesso que para o visitante, ali a visão é péssima. Arce, Magrão e Tuta marcaram para o time da casa.
No intervalo o que se via era a torcida do Vasco desolada. Já aceitando a derrota, que daria ao Palmeiras o bicampeonato do torneio. Porém, o inacreditável aconteceu. O Vasco viraria a partida, com 3 gols do baixinho Romário e um do também baixinho Juninho Paulista. De novo todos os gols seriam marcados ao lado aposto de onde eu estava. Muita sorte, não?
Não sei se nunca esquecerei dessa partida pelo resultado, uma virada de 3x0 para 4x3, que não acontece todo dia, ou se porque pela primeira vez presenciei a idolatria de uma torcida pelo seu comandante. Não digo que o comandante era o técnico ou o artilheiro da camisa 11, mas sim o presidente, Eurico Miranda.
Cresci com duas noções futebolísticas muito definidas pelo meu pai: nunca gostar do Vasco, pois Eurico Miranda representava algo que ele detestava, e também nunca torcer pelo Alvinegro de Parque São Jorge, que pra ele era a regra 1 para eu poder assistir futebol. Ao fim da partida, os torcedores gritavam tanto o nome de Eurico, quanto dos jogadores e do time.
No dia seguinte, para piorar o desgosto do meu velho, meu tio vascaíno, casado com sua irmã, entrou em casa gritando "Vaaascccoooo". Naquele dia, a reação do meu pai foi tanta, que eu nunca mais simpatizei com o time da Colina de novo. Creio que durou apenas algumas horas na noite anterior.
Agora, o porquê dessa história? Bom, tento me colocar no lugar dos pais de Kevin, pois não saberia como reagir se fosse um filho, parente ou amigo meu. E reflito muito acreditando que um incidente desse poderia acontecer com qualquer um. Ou melhor, não deveria, mas infelizmente acontece.
Um dos fatos atenuantes deste caso na minha visão, é que a morte ocorreu dentro do estádio. Sinceramente, não me lembro a ultima vez que um torcedor morreu dentro de um estádio por conta da violência. No começo dos anos 1990, na Batalha campal do Pacaembu, ocorreu uma guerra entre Palmeiras e São Paulo. Imagino o que não repercutiu.
Infelizmente, por mais irônico que pareça, hoje em dia estamos "acostumados" com as mortes nos entornos dos estádios, ou em encontros que os vândalos marcam antes ou depois dos clássicos. Mas raramente dentro do estádio, com a bola rolando.
E pior do que isso. Quando bandidos se matam em encontros marcados, muitos de nós pensamos "o cara também procurou", "problema é dele". Agora, no caso de Kevin, é algo muito, mas muito indignante. Ele estava lá simplesmente para ver seu time estrear na Taça Libertadores 2013, e não conseguiu assistir mais do que 5 minutos de jogo.
Bom, aproveito este espaço e pergunto a você, raro e caro leitor, qual foi sua primeira partida, com e sem algum responsável? Você deixaria seu filho ir com 12 ou 14 anos a um estádio sozinho? Depois do ocorrido da semana passada, hoje, minha resposta seria não.
Diferentemente de Kevin, que percorreu 230 km para assistir sua primeira partida em um campo de futebol acompanhado de amigos e responsáveis, o primeiro jogo que me recordo de ter ido sozinho foi aos 12 anos de idade, porém na rua de casa. Nascido em Belo Horizonte, mas criado na Rua Turiassu, em São Paulo, a 500 metros do estádio Palestra Itália, no ano de 2000 foi a primeira vez que meu pai me autorizou a ir ao estádio só.
Daquele dia em diante, só fui cair na estrada pela primeira vez sozinho já em 2009, aos 21 anos de idade. Muito tempo depois da primeira partida do lado de casa, dessa vez eu ia conhecer o gigante Maracanã. Tomei um ônibus na Rodoviária do Tietê na manhã daquele dia 10 de outubro, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, e parti rumo a Cidade Maravilhosa.
Já tinha meus 21 anos e fui com bastante receio, e também muito contra vontade de meu pai, que nos tempos de jovem cansou de viajar a Belo Horizonte para assistir o Cruzeiro de Tostão jogar, ou ao Maracanã assistir Zico e cia. Até hoje, já tenho 25 anos, qualquer frase que eu falo para o velho "acho que vou para Curitiba" ou "acho que vou para Porto Alegre" acredito que meu pai perde uns fios a mais de cabelo.
Voltando a história, a partida escolhida foi simplesmente uma final de Copa Mercosul. Nos anos de 1998, 1999 fui em muitas partidas do Palmeiras, umas por esse mesmo torneio continental, vencido pelo Verdão dois anos antes, outras por campeonatos como Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil. Era do lado de casa. Ingresso nunca foi problema, tempo também nunca me faltou. Era só atravessar a Av. Pompéia e caminhar 300 metros.
Era dia 20 de dezembro de 2000. Convenci o velho a me deixar ir ao jogo. Setor muito bem escolhido: torcida do Vasco. Em Minas Gerais e São Paulo sempre tive times de preferência, mas no Rio de Janeiro já tive simpatia pela maioria, mas acredito que pela rivalidade com o Estado de São Paulo, nunca cheguei a torcer pela vitória de algum com muita vontade.
Encolhidos no cantinho do Parque Antártica, no espaço dos visitantes que ficava bem próximo ao conjunto aquático, no primeiro tempo assisti o Palmeiras fazer 3x0. Curiosamente, todos os três gols do lado oposto de onde eu estava. Confesso que para o visitante, ali a visão é péssima. Arce, Magrão e Tuta marcaram para o time da casa.
No intervalo o que se via era a torcida do Vasco desolada. Já aceitando a derrota, que daria ao Palmeiras o bicampeonato do torneio. Porém, o inacreditável aconteceu. O Vasco viraria a partida, com 3 gols do baixinho Romário e um do também baixinho Juninho Paulista. De novo todos os gols seriam marcados ao lado aposto de onde eu estava. Muita sorte, não?
Não sei se nunca esquecerei dessa partida pelo resultado, uma virada de 3x0 para 4x3, que não acontece todo dia, ou se porque pela primeira vez presenciei a idolatria de uma torcida pelo seu comandante. Não digo que o comandante era o técnico ou o artilheiro da camisa 11, mas sim o presidente, Eurico Miranda.
Cresci com duas noções futebolísticas muito definidas pelo meu pai: nunca gostar do Vasco, pois Eurico Miranda representava algo que ele detestava, e também nunca torcer pelo Alvinegro de Parque São Jorge, que pra ele era a regra 1 para eu poder assistir futebol. Ao fim da partida, os torcedores gritavam tanto o nome de Eurico, quanto dos jogadores e do time.
No dia seguinte, para piorar o desgosto do meu velho, meu tio vascaíno, casado com sua irmã, entrou em casa gritando "Vaaascccoooo". Naquele dia, a reação do meu pai foi tanta, que eu nunca mais simpatizei com o time da Colina de novo. Creio que durou apenas algumas horas na noite anterior.
Agora, o porquê dessa história? Bom, tento me colocar no lugar dos pais de Kevin, pois não saberia como reagir se fosse um filho, parente ou amigo meu. E reflito muito acreditando que um incidente desse poderia acontecer com qualquer um. Ou melhor, não deveria, mas infelizmente acontece.
Um dos fatos atenuantes deste caso na minha visão, é que a morte ocorreu dentro do estádio. Sinceramente, não me lembro a ultima vez que um torcedor morreu dentro de um estádio por conta da violência. No começo dos anos 1990, na Batalha campal do Pacaembu, ocorreu uma guerra entre Palmeiras e São Paulo. Imagino o que não repercutiu.
Infelizmente, por mais irônico que pareça, hoje em dia estamos "acostumados" com as mortes nos entornos dos estádios, ou em encontros que os vândalos marcam antes ou depois dos clássicos. Mas raramente dentro do estádio, com a bola rolando.
E pior do que isso. Quando bandidos se matam em encontros marcados, muitos de nós pensamos "o cara também procurou", "problema é dele". Agora, no caso de Kevin, é algo muito, mas muito indignante. Ele estava lá simplesmente para ver seu time estrear na Taça Libertadores 2013, e não conseguiu assistir mais do que 5 minutos de jogo.
Bom, aproveito este espaço e pergunto a você, raro e caro leitor, qual foi sua primeira partida, com e sem algum responsável? Você deixaria seu filho ir com 12 ou 14 anos a um estádio sozinho? Depois do ocorrido da semana passada, hoje, minha resposta seria não.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Corinthians empata na altitude, porém o resultado é o menos importante
O Corinthians empatou em 1 a 1 em partida válida pela primeira rodada da fase de grupos da Taça Libertadores, na noite desta quarta-feira, em Oruro, na Bolívia.
O resultado não condiz com o que foi o jogo. O Timão abriu o placar logo no início com Guerrero, teve diversas chances de aumentar o marcador, porém não foi competente.
Na segunda etapa, os bolivianos empataram da mesma forma que o clube paulista. Cruzamento na área e atacante live para marcar.
Entretanto, o que marcou a partida não foi o fato do campeão estrear na competição, em busca do bicampeonato, mas sim um fato isolado ocorrido ainda no primeiro tempo.
Ao comemorar o gol do time brasileiro, um torcedor que até momento não foi identificado, acendeu um sinalizador (marítimo) na direção da torcida adversária.
Esse torcedor, supõe-se que brasileiro, teve uma atitude típica de torcedores organizados em dias de clássico, quando rivais se enfrentam nas ruas, antes ou após as partidas.
Só que para infelicidade geral, o sinalizador acertou em cheio um torcedor do San José, no olho, levando o jovem de 14 anos a falecer ainda a caminho do hospital. O nome do jovem é Kevin Douglas Beltrán Espada, fanático torcedor do time local.
Durante o jogo, com a notícia da morte, os torcedores protestaram com vaias, xingamentos e até objetos lançados contra os reservas do Corinthians.
Doze torcedores corintianos estão detidos. Entre eles, creio que 6 ou 8 (não lembro o número certo) tiveram vestígios de fogos de artifícios encontrados no corpo, o que pode incriminá-los. Porém, todos os 12 negam que tenham participado do "atentado". O que me leva a pergunta: algum deles ia falar "Sim, fui eu, me prendam"?
Após o jogo o técnico do Corinthians, Tite, e o diretor Edu (ex-jogador), deram declarações, chorando e tentando se colocar no lugar da família da vítima. Tite chegou a dizer que trocaria a vida do jovem morto pelo título mundial de 2012. Nada que vá mudar o fato ocorrido.
O que conclui-se é, que a violência no futebol parece não ter limite. E que é preciso um choque de realidade para que os vândalos parem de agir como agem. Que seja exclusão do time ou de todos os times do país.
Se o Corinthians será punido de alguma forma? Acredito que é muito difícil. No máximo farão o time paulista pagar uma multa e olhe lá.
O que seria justo? Acredito que algo entre jogos com portões fechados (pesaria, e muito no bolso da diretoria), perda de pontos (3, 6, 9, sei lá) ou até exclusão do time, pagando pela atitude de um de seus "torcedores".
Enquanto isso, ficamos a espera do próximo caso de morte, seja no Brasil ou no exterior. Porque do jeito que as coisas andam, nada vai melhorar e as medidas serão sempre as mesmas, deixando impunes os responsáveis.
O resultado não condiz com o que foi o jogo. O Timão abriu o placar logo no início com Guerrero, teve diversas chances de aumentar o marcador, porém não foi competente.
Na segunda etapa, os bolivianos empataram da mesma forma que o clube paulista. Cruzamento na área e atacante live para marcar.
Entretanto, o que marcou a partida não foi o fato do campeão estrear na competição, em busca do bicampeonato, mas sim um fato isolado ocorrido ainda no primeiro tempo.
Ao comemorar o gol do time brasileiro, um torcedor que até momento não foi identificado, acendeu um sinalizador (marítimo) na direção da torcida adversária.
Esse torcedor, supõe-se que brasileiro, teve uma atitude típica de torcedores organizados em dias de clássico, quando rivais se enfrentam nas ruas, antes ou após as partidas.
Só que para infelicidade geral, o sinalizador acertou em cheio um torcedor do San José, no olho, levando o jovem de 14 anos a falecer ainda a caminho do hospital. O nome do jovem é Kevin Douglas Beltrán Espada, fanático torcedor do time local.
Durante o jogo, com a notícia da morte, os torcedores protestaram com vaias, xingamentos e até objetos lançados contra os reservas do Corinthians.
Doze torcedores corintianos estão detidos. Entre eles, creio que 6 ou 8 (não lembro o número certo) tiveram vestígios de fogos de artifícios encontrados no corpo, o que pode incriminá-los. Porém, todos os 12 negam que tenham participado do "atentado". O que me leva a pergunta: algum deles ia falar "Sim, fui eu, me prendam"?
Após o jogo o técnico do Corinthians, Tite, e o diretor Edu (ex-jogador), deram declarações, chorando e tentando se colocar no lugar da família da vítima. Tite chegou a dizer que trocaria a vida do jovem morto pelo título mundial de 2012. Nada que vá mudar o fato ocorrido.
O que conclui-se é, que a violência no futebol parece não ter limite. E que é preciso um choque de realidade para que os vândalos parem de agir como agem. Que seja exclusão do time ou de todos os times do país.
Se o Corinthians será punido de alguma forma? Acredito que é muito difícil. No máximo farão o time paulista pagar uma multa e olhe lá.
O que seria justo? Acredito que algo entre jogos com portões fechados (pesaria, e muito no bolso da diretoria), perda de pontos (3, 6, 9, sei lá) ou até exclusão do time, pagando pela atitude de um de seus "torcedores".
Enquanto isso, ficamos a espera do próximo caso de morte, seja no Brasil ou no exterior. Porque do jeito que as coisas andam, nada vai melhorar e as medidas serão sempre as mesmas, deixando impunes os responsáveis.
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