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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Corinthians passa sem dificuldades pelo San José e garante a primeira colocação no grupo 5 da Taça Libertadores 2013

O Corinthians entrou em campo na noite desta quarta-feira (10.4) precisando vencer e administrar uma diferença de dois gols a mais de saldo em relação ao segundo colocado do grupo 5, o Tijuana, do México, para garantir a primeira colocação do seu grupo.

Com bastante facilidade, o time alvinegro fez o que era necessário não apenas para terminar na liderança do teu grupo, mas como também ter uma das melhores classificações no geral. Até o momento, faltando a definição dos líderes em outros cinco grupos, o Timão é o segundo melhor primeiro, atrás de Atlético-MG e à frente de Vélez.

Não assisti o jogo inteiro contra o San José, da Bolívia, pois a grande atração da noite de ontem era (pra ser) o duelo brasileiro entre Grêmio e Fluminense, na Arena Grêmio, jogo que terminou 0 a 0, muito aquém das minhas expectativas. Mas, no pouco que acompanhei da disputa do Pacaembu, senti que o Corinthians tirou o pé.

Os comandados de Tite fizeram o suficiente para assegurar a colocação que lhes interessava, e somente no fim do jogo superaram o Vélez na classificação geral, com um gol faltando pouco menos de 30 segundos para acabar o jogo. Veremos no decorrer se esse tento marcado será considerado sorte ou azar, na próxima fase.

O JOGO
O placar só foi aberto aos 25 minutos da etapa inicial, com gol de Romarinho, um dos destaques da partida. Bem colocado na área, o baixinho cabeceou após cobrança da falta da esquerda. No segundo tempo, Guerrero aproveitou cruzamento de Emerson para aumentar (tenho muita dúvida quanto a posição do camisa 9) e Edenílson aos 47 deu números finais ao jogo.

Em uma análise geral, me parece que o Corinthians de 2013 ainda não é aquele de 2012, que triunfou com o título continental e mundial. Mas, lembrando como iniciou a campanha vitoriosa do ano passado, nada indica que o Corinthians fará diferente, e irá longe na competição.

Dos times classificados para a fase da mata ou próximos da classificação, são poucos que imagino terem força para bater de frente com o atual campeão: Atlético-MG, pela campanha, Grêmio e Boca Jrs pela tradição, e quem sabe os argentinos Newells Old Boys ou Vélez Sarsfield, por serem equipes também de respeito.

De resto, não vejo equipes estrangeiras como Nacional (URU), Emelec, Libertad, Tijuana, Santa Fé, entre outras, capazes de superar o Timão, bem como os brasileiros Palmeiras e Fluminense, caso passem de fase.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Semana decisiva para os três clubes paulistas na Taça Libertadores 2013

Palmeiras, Corinthians e São Paulo terão uma semana importantíssima na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Taça Libertadores 2013. Cada qual com desafios muito diferentes.

02.4.2013
Nesta terça (hoje) o Verdão receberá no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (o meu, o seu, o nosso, o Pa-ca-em-bu) o Tigre da Argentina, em partida válida pelo Grupo 2 da competição sul-americana.

Com uma partida a menos que Libertad, líder com 8 pontos, e Sporting Cristal, segundo lugar com 5, Palmeiras e Tigre fazem um jogo decisivo nas pretensões de ambos, que aparecem na classificação com 3 pontos conquistados.

Apesar de não atravessar uma fase boa, com vários jogadores lesionados e muita desconfiança por parte da torcida, o Verdão é franco favorito para vencer o jogo e terminar a 4a rodada do grupo na vice-liderança.

Basta o time de Gilson Kleina jogar 90 minutos focado na "decisão" e não cair na catimba argentina, que sinceramente é a arma mais eficaz do time hermano, além do meio campista Ruben Botta, único jogador diferenciado da equipe.

03.4.2013
Já pelo Grupo 5 da Taça Libertadores 2013, o Corinthians tem a "dura" tarefa da enfrentar o Millonarios na Colômbia. Lá, a altitude (cerca de 2.600 metros) e a torcida, Los Millos, podem ajudar o time da casa contra o poderoso campeão mundial e sul-americano.

Mas, sinceramente, creio que o time de Tite irá saber enfrentar essas dificuldades e conseguirá trazer um bom resultado. Basta ver que, até o momento, o time colombiano apenas venceu uma partida na competição, em casa contra o fraco San José de Oruro (Bolívia).

Por isso, coloquei logo no início que a tarefa alvinegra seria dura entre aspas, pois aquele Millonarios, que na Copa Sul Americana praticamente aniquilava seus adversários no El Campín (caso de Palmeiras e Grêmio), hoje já não é o mesmo.

Dependendo do resultado de San José x Tijuana, que jogarão também na quarta feira, mais cedo, às 19h45,  o Timão poderá até se isolar na liderança, o que seria praticamente garantir o primeiro lugar do grupo.

04.4.2013
Na quinta feira, o São Paulo encerra a participação dos times paulistas nesta semana, com o duelo mais difícil de todos. O time do Morumbi subirá a "serra" para enfrentar o The Strongest, em La Paz, nos 3.600 metros de altitude.

O The Strongest aparece literalmente com o "mais forte" time boliviano dos últimos tempos, muito bem montado pelo experiente técnico Eduardo Villegas, que soube dar um ótimo padrão tático ao seu time, encabeçado pelo rodado atacante Pablo Escobar.

Assim, prever qualquer resultado é impossível. Se o São Paulo jogar o que vem jogando na competição, não tenho dúvidas que será preza fácil, pois infelizmente lhe faltará fôlego na hora certa.

Se o time se superar e jogar como se fosse a decisão da vida, aí poderá ter alguma chance, desde que o The Strongest não esteja em um dia inspirado.

Importante também será o resultado de Atlético-MG x Arsenal Sarandí, que se enfrentarão na noite anterior. Líder com 12 pontos, o Galo joga para, teoricamente, garantir a melhor colocação na chave de mata-mata, enquanto o Arsenal, com os mesmos 4 pontos do São Paulo, tentará sair com uma improvável vitória do Independência.

Palpites
Não costumo palpitar sobre resultados mas dessa vez, pela importância dos três confrontos, vou deixar aqui registrada minha sensação: Três empates.



quinta-feira, 14 de março de 2013

Corinthians atropela o líder Tijuana em jogo muito movimentado no Pacaembu

Após sofrer com o gramado artificial e com o excesso de faltas do Tijuana na partida da última quarta-feira, no México, o Corinthians mostrou na noite de ontem que o time dos Xolos ainda tem muito o que aprender em duelos contra um adversário superior.

O Timão não teve dificuldades para bater o Tijuana por 3 a 0, tendo ainda um quarto gol mal anulado pela arbitragem no fim da partida.

De novo, a dupla Pato e Guerrero marcou em casa, abrindo a vantagem já no primeiro tempo. Na segunda etapa, Paulinho deu números finais ao jogo, marcando de forma oportunista o 3 a 0.

O Corinthians segue com o mesmo padrão de jogo que vem apresentando desde a edição de 2012 da Taça Libertadores. Um time muito compacto, que ataca com muito perigo e defende com bastante precisão.

Fora de casa não costuma perder, e dentro de casa é raro não triunfar. Ou seja, a fórmula ideal para ser campeão em um torneio decidido em fase de mata-mata.

Já o Tijuana, que tentou sair bastante para o jogo, dando algumas vezes o contra-ataque ao rival brasileiro, percebeu que quando o gramado é natural e o adversário é forte, aí o buraco é mais embaixo.

Os Xolos entraram em campo e encararam o Corinthians como um adversário possível de ser batido, tentando o toque de bola no ataque e jogando com o time adiantado. Erro crasso, de quem não sabe jogar defensivamente.

Com a vitória, o Corinthians manteve a perseguição pela primeira colocação, agora apenas dois pontos atrás do Tijuana. 9 pontos para o time mexicano e 7 para o brasileiro. Como ambos jogam fora de casa na próxima rodada, é possível que invertam as posições.

Na noite desta quinta-feira, San José e Millonarios se enfrentam em Oruro, na Bolívia. Um empate polariza a disputa do Grupo 5 entre Corinthians e Tijuana. Já uma vitória do Millonarios (algo bem provável) deixa o grupo bem embolado.

Na próxima rodada, o Tijuana pode garantir classificação, ao enfrentar o San José, na Bolívia. Já o Corinthians enfrentará o time de Bogotá na semi-altitude colombiana, onde um empate não seria mal resultado.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Minha primeira ida sozinho a um estádio de futebol

Ainda bastante incomodado com a história do jovem boliviano de 14 anos, Kevin Douglas Beltran Espada, morto com um tiro de sinalizador naval atingindo seu rosto após esta "arma" ser disparada por um torcedor do Corinthians, dentro do estádio do San José, em Oruro, Bolívia, comecei a relembrar o meu primeiro jogo sozinho em um estádio de futebol.

Diferentemente de Kevin, que percorreu 230 km para assistir sua primeira partida em um campo de futebol acompanhado de amigos e responsáveis, o primeiro jogo que me recordo de ter ido sozinho foi aos 12 anos de idade, porém na rua de casa. Nascido em Belo Horizonte, mas criado na Rua Turiassu, em São Paulo, a 500 metros do estádio Palestra Itália, no ano de 2000 foi a primeira vez que meu pai me autorizou a ir ao estádio só.

Daquele dia em diante, só fui cair na estrada pela primeira vez sozinho já em 2009, aos 21 anos de idade. Muito tempo depois da primeira partida do lado de casa, dessa vez eu ia conhecer o gigante Maracanã. Tomei um ônibus na Rodoviária do Tietê na manhã daquele dia 10 de outubro, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, e parti rumo a Cidade Maravilhosa.

Já tinha meus 21 anos e fui com bastante receio, e também muito contra vontade de meu pai, que nos tempos de jovem cansou de viajar a Belo Horizonte para assistir o Cruzeiro de Tostão jogar, ou ao Maracanã assistir Zico e cia. Até hoje, já tenho 25 anos, qualquer frase que eu falo para o velho "acho que vou para Curitiba" ou "acho que vou para Porto Alegre" acredito que meu pai perde uns fios a mais de cabelo.

Voltando a história, a partida escolhida foi simplesmente uma final de Copa Mercosul. Nos anos de 1998, 1999 fui em muitas partidas do Palmeiras, umas por esse mesmo torneio continental, vencido pelo Verdão dois anos antes, outras por campeonatos como Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil. Era do lado de casa. Ingresso nunca foi problema, tempo também nunca me faltou. Era só atravessar a Av. Pompéia e caminhar 300 metros.

Era dia 20 de dezembro de 2000. Convenci o velho a me deixar ir ao jogo. Setor muito bem escolhido: torcida do Vasco. Em Minas Gerais e São Paulo sempre tive times de preferência, mas no Rio de Janeiro já tive simpatia pela maioria, mas acredito que pela rivalidade com o Estado de São Paulo, nunca cheguei a torcer pela vitória de algum com muita vontade.

Encolhidos no cantinho do Parque Antártica, no espaço dos visitantes que ficava bem próximo ao conjunto aquático, no primeiro tempo assisti o Palmeiras fazer 3x0. Curiosamente, todos os três gols do lado oposto de onde eu estava. Confesso que para o visitante, ali a visão é péssima. Arce, Magrão e Tuta marcaram para o time da casa.

No intervalo o que se via era a torcida do Vasco desolada. Já aceitando a derrota, que daria ao Palmeiras o bicampeonato do torneio. Porém, o inacreditável aconteceu. O Vasco viraria a partida, com 3 gols do baixinho Romário e um do também baixinho Juninho Paulista. De novo todos os gols seriam marcados ao lado aposto de onde eu estava. Muita sorte, não?

Não sei se nunca esquecerei dessa partida pelo resultado, uma virada de 3x0 para 4x3, que não acontece todo dia, ou se porque pela primeira vez presenciei a idolatria de uma torcida pelo seu comandante. Não digo que o comandante era o técnico ou o artilheiro da camisa 11, mas sim o presidente, Eurico Miranda.

Cresci com duas noções futebolísticas muito definidas pelo meu pai: nunca gostar do Vasco, pois Eurico Miranda representava algo que ele detestava, e também nunca torcer pelo Alvinegro de Parque São Jorge, que pra ele era a regra 1 para eu poder assistir futebol. Ao fim da partida, os torcedores gritavam tanto o nome de Eurico, quanto dos jogadores e do time.

No dia seguinte, para piorar o desgosto do meu velho, meu tio vascaíno, casado com sua irmã, entrou em casa gritando "Vaaascccoooo". Naquele dia, a reação do meu pai foi tanta, que eu nunca mais simpatizei com o time da Colina de novo. Creio que durou apenas algumas horas na noite anterior.

Agora, o porquê dessa história? Bom, tento me colocar no lugar dos pais de Kevin, pois não saberia como reagir se fosse um filho, parente ou amigo meu. E reflito muito acreditando que um incidente desse poderia acontecer com qualquer um. Ou melhor, não deveria, mas infelizmente acontece.

Um dos fatos atenuantes deste caso na minha visão, é que a morte ocorreu dentro do estádio. Sinceramente, não me lembro a ultima vez que um torcedor morreu dentro de um estádio por conta da violência. No começo dos anos 1990, na Batalha campal do Pacaembu, ocorreu uma guerra entre Palmeiras e São Paulo. Imagino o que não repercutiu.

Infelizmente, por mais irônico que pareça, hoje em dia estamos "acostumados" com as mortes nos entornos dos estádios, ou em encontros que os vândalos marcam antes ou depois dos clássicos. Mas raramente dentro do estádio, com a bola rolando.

E pior do que isso. Quando bandidos se matam em encontros marcados, muitos de nós pensamos "o cara também procurou", "problema é dele". Agora, no caso de Kevin, é algo muito, mas muito indignante. Ele estava lá simplesmente para ver seu time estrear na Taça Libertadores 2013, e não conseguiu assistir mais do que 5 minutos de jogo.

Bom, aproveito este espaço e pergunto a você, raro e caro leitor, qual foi sua primeira partida, com e sem algum responsável? Você deixaria seu filho ir com 12 ou 14 anos a um estádio sozinho? Depois do ocorrido da semana passada, hoje, minha resposta seria não.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Conmebol pune Corinthians após assassinato de torcedor boliviano

O que pouca gente imaginava aconteceu na noite desta quinta-feira. Em nota emitida pela Confederação Sul Americana de Futebol (CONMEBOL), ficou decidido que, até que julguem as causas da morte do jovem torcedor Kevin, do San José, o Corinthians não poderá ter torcida em seus jogos no Pacaembu, em partidas da Libertadores 2013. Assim, em teoria, até o fim da competição terá que jogar com os portões fechados.

Além disso, estipulou-se que, quando o Alvinegro for visitante, seus aficionados não terão direito a carga de ingressos, ficando proibida a venda de ingressos para torcedores corintianos. A decisão, considerada cautelar (medida tomada em caso de urgência), é válida para um prazo de 60 dias ou até o julgamento.

Conhecida internacionalmente por não tomar nenhuma atitude perante torcidas que cometam infrações nos estádios, pela primeira vez a entidade continental se posicionou desde a criação do tribunal de julgamento, no fim de 2012/início de 2013. E, diga-se de passagem, muito rapidamente.

O Corinthians muito provavelmente servirá de exemplo para as outras torcidas (ou simplesmente torcedores, individualmente falando) que atuam dessa forma. Com a decisão, espera-se que não ocorra mais violência nos estádios de futebol, algo pouco provável, mas creio que seja um primeiro passo.

Acredito que o Corinthians, como clube de futebol, não tenha sido o maior prejudicado da história. Obviamente o maior prejudicado de todos foi o jovem que perdeu a sua vida, graças a um tiro de sinalizador marítimo, que atingiu sua face.

A frente da entidade Sport Club Corinthians Paulista, que deixará de ganhar muito dinheiro em renda (estipulam algo em torno de 15 milhões de reais), o grande prejudicado do ponto de vista futebolístico será o torcedor.

Mas, os torcedores que se sentem prejudicados não deveriam, na minha opinião, culpar a entidade Conmebol pela penalidade (até certo ponto não tão pesada, poderia até ser pior). Mas sim o torcedor que soltou o sinalizador (bengala, em espanhol) e todos aqueles que estavam em volta e o acobertaram, ao invés de entregá-lo para a polícia.

Confira a nota emitida pela entidade máxima do futebol sul-americano:
1 - Baseandose en el informe del árbitro, donde consta que:
En los primeros minutos de iniciado el juego, desde donde estaba ubicada la parcialidad visitante (Corinthians) fue lanzada una bengala, la misma que impactó en un menor de edad (14 años) del club (San José), el cual falleció producto de ese impacto.

2-Por ello, la Conmebol decidió adoptar dos medidas de forma cautelar (hasta que se tome una decisión final sobre el caso, y por un plazo máximo de 60 días):
A. Que todos los partidos de Corinthians como local en la Copa Bridgestone Libertadores 2013 sean a puertas cerradas.
B. Los clubes que enfrenten a Corinthians en el torneo tiene prohibido vencer o ceder entradas a favor de Corinthians o a sus seguidores.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Corinthians empata na altitude, porém o resultado é o menos importante

O Corinthians empatou em 1 a 1 em partida válida pela primeira rodada da fase de grupos da Taça Libertadores, na noite desta quarta-feira, em Oruro, na Bolívia.

O resultado não condiz com o que foi o jogo. O Timão abriu o placar logo no início com Guerrero, teve diversas chances de aumentar o marcador, porém não foi competente.

Na segunda etapa, os bolivianos empataram da mesma forma que o clube paulista. Cruzamento na área e atacante live para marcar.

Entretanto, o que marcou a partida não foi o fato do campeão estrear na competição, em busca do bicampeonato, mas sim um fato isolado ocorrido ainda no primeiro tempo.

Ao comemorar o gol do time brasileiro, um torcedor que até momento não foi identificado, acendeu um sinalizador (marítimo) na direção da torcida adversária.

Esse torcedor, supõe-se que brasileiro, teve uma atitude típica de torcedores organizados em dias de clássico, quando rivais se enfrentam nas ruas, antes ou após as partidas.

Só que para infelicidade geral, o sinalizador acertou em cheio um torcedor do San José, no olho, levando o jovem de 14 anos a falecer ainda a caminho do hospital. O nome do jovem é Kevin Douglas Beltrán Espada, fanático torcedor do time local.

Durante o jogo, com a notícia da morte, os torcedores protestaram com vaias, xingamentos e até objetos lançados contra os reservas do Corinthians.

Doze torcedores corintianos estão detidos. Entre eles, creio que 6 ou 8 (não lembro o número certo) tiveram vestígios de fogos de artifícios encontrados no corpo, o que pode incriminá-los. Porém, todos os 12 negam que tenham participado do "atentado". O que me leva a pergunta: algum deles ia falar "Sim, fui eu, me prendam"?

Após o jogo o técnico do Corinthians, Tite, e o diretor Edu (ex-jogador), deram declarações, chorando e tentando se colocar no lugar da família da vítima. Tite chegou a dizer que trocaria a vida do jovem morto pelo título mundial de 2012. Nada que vá mudar o fato ocorrido.

O que conclui-se é, que a violência no futebol parece não ter limite. E que é preciso um choque de realidade para que os vândalos parem de agir como agem. Que seja exclusão do time ou de todos os times do país.

Se o Corinthians será punido de alguma forma? Acredito que é muito difícil. No máximo farão o time paulista pagar uma multa e olhe lá.

O que seria justo? Acredito que algo entre jogos com portões fechados (pesaria, e muito no bolso da diretoria), perda de pontos (3, 6, 9, sei lá) ou até exclusão do time, pagando pela atitude de um de seus "torcedores".

Enquanto isso, ficamos a espera do próximo caso de morte, seja no Brasil ou no exterior. Porque do jeito que as coisas andam, nada vai melhorar e as medidas serão sempre as mesmas, deixando impunes os responsáveis.