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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Recopa Sul-Americana em pauta

São Paulo e Corinthians se enfrentam na noite desta quarta-feira (3) pela partida de ida da final da Recopa Sul-Americana. O Tricolor garantiu a vaga após o título da Sul-Americana 2012, já o Timão com o título inédito da Taça Libertadores da América do mesmo ano.

O São Paulo tem essa final como meta para salvar um ano que até agora está péssimo. Em confrontos importantes no ano, apenas uma vitória em cerca de dez jogos. E, pior, contra um adversário que já estava classificado para a fase seguinte - São Paulo 2x0 Atlético-MG, primeira fase da Libertadores.

Assim, é a hora de Ney Franco provar se quer continuar, ou melhor, se deve e merece continuar no comando do Clube da Fé, ou se o momento de sair já chegou. Sinceramente, essa demissão já está uns três meses atrasada. Devia ter ocorrido após empatar com Arsenal no Pacaembu, e perder para o mesmo Arsenal e para o The Strongest, ambos fora de casa.

O técnico segue sem conseguir armar o time. Já são mais de seis meses de futebol em 2013 e até agora absolutamente nada. Segue insistindo com Douglas na direita, Denílson no meio e sem saber como escalar Jadson e Paulo Henrique Ganso juntos. Ou seja, está totalmente perdido.

Já o Corinthians chega para a decisão tendo apenas uma coisa para provar: se Paulinho era ou não o grande responsável pelo alto rendimento do time desde 2011, quando conquistou Brasileirão, Libertadores e Mundial seguidos. Não incluí Paulista-2013, pois é um título menor perto dos outros três.

Vencer a Recopa coloca o Timão no trilho para buscar mais um título, ou quem sabe dois, na sequência do ano. Fechar o ano com Paulista, Recopa e Copa do Brasil ou Brasileiro, seria ótimo para auto-estima alvinegra, um pouco abalada pela eliminação injusta na Liberta. Porém, se fechar a temporada 2013 com apenas um Paulistinha, aí a coisa não vai ser tão boa para o ano seguinte.

Veremos a partir de hoje a noite, qual clube se preparou melhor para a competição. Não queria arriscar palpite, pois enquanto um time ainda não jogou em 2013, o outro não terá seu craque, que ná minha opinião é 30 a 40% da equipe. 

Hoje, diria que o Corinthians é favorito. Mas, dependendo do resultado desta quarta-feira no Estádio Morumbi, tudo pode mudar. Caso o São Paulo consiga uma vitória, por mínimo que seja, o jogo de volta, no Pacaembu, terá algum sentido ou emoção.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Majestoso marcado pela violência dentro e fora do campo

Durante toda a semana, os bastidores para o clássico esquentaram quando o São Paulo decidiu que apenas 10% da carga de ingressos seria destinada a torcida corintiana.

Os que mais ajudaram o circo a pegar fogo, foram as duas diretorias, que trocaram farpas, e alguns "jornalistas" irresponsáveis, que ao invés de apoiarem a lei e pedirem paz, preferiram vestir a camisa do seu time e incitar os torcedores. O famoso "Depois não diga que eu não avisei" tomou conta dos sábios e videntes, como Neto, Benjamin Back, Juca Kfouri, dentre outrem.

Dentro de campo, o Tricolor entrou com um time Misto, apenas três titulares, enquanto o Corinthians não contava com seu artilheiro, Chicão. Durante quase todo o jogo, o São Paulo teve o domínio da partida, porém não soube tirar vantagem dos defeitos adversários.

Ainda no primeiro tempo, Túlio foi expulso após acertar um soco em André Dias, botando um pouco de pimenta no clássico. Mesmo com um a mais, o Sampa não aproveitou a vantagem numérica, e só abriu o placar logo depois de Vagner Diniz ser expulso.

Aos 30 minutos da etapa complementar, Dagoberto iniciou uma boa jogada, tocou para Hernanes, que devolvou para o atacante tricolor, livre, tocar de bandeja para Borges marcar. Quando a torcida são-paulina se animou, o Timão deu o troco.

André Santos "copiou" a fórmula rival. Fez boa jogada, tocou para Boquita e apareceu livre dentro da área para empatar a partida. Alguns minutos depois, o ala-esquerdo foi expulso.

Fora de campo, mais uma tragédia. Desta vez, não entre as duas torcidas e sim, entre corintianos e PM. Por ser visitantes, os corintianos teriam que esperar uma hora para sairem do estádio. Numa mistura entre desorganização da polícia e animos acirrados da torcida corintiana, o pior aconteceu e após bombas de ambos os lados, 42 torcedores ficaram feridos.

A torcida Fiel foi tratada da mesma forma que todos são tratados na Vila Belmiro, ou no Parque Antártica. Só que o fato de não estarem acostumados com isso gerou a revolta dos mais de 5 mil torcedores.

Nessa hora, não faltaram os videntes que já previam uma catástrofe. Porém, não capazes de assumir que erraram, pois não foram torcidas que brigaram entre si, e sim, a polícia, com o antigo e costumeiro abuso de poder.