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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Coritiba: Contrariando as estatísticas

Diferentemente do G4, em que os quatro primeiros colocados foram presença constante entre os quatro melhores da parte superior da tabela do Campeonato Brasileiro de 2014, na parte inferior da classificação a situação este ano foi diferente.

Curiosamente, o time que por mais tempo frequentou o Z4 não foi rebaixado para a Série B em 2014. Com bons resultados nas últimas rodadas do campeonato, o Coritiba conseguiu se salvar da queda, mesmo ficando entre os quatro últimos colocados em 27 das 38 rodadas do torneio.

Foram cinco passagens na temida zona do descenso: da quarta a 15ª, somando 12 rodadas no Z4, outras cinco da 17ª a 21ª, mais sete da 23ª a29ª, duas nas 31ª e 32ª e, um último momento de sofrimento para a torcida, na 35ª.

Se tal "injustiça" ocorreu com o Coxa Branca, o mesmo não pode se dizer de Criciúma, Botafogo, Vitória e Bahia. Os quatro estiveram por menos tempo no Z4, que o Alviverde, mas mesmo assim por um período significante.

O Tigre catarinense, lanterna da edição, registrou 26 das 38 rodadas no Z4. No 18º lugar, o Tricolor baiano esteve lá embaixo em 22 rodadas, seguido de perto pelo Alvinegro carioca, com 21, e pelo Rubronegro, com 20. Ou seja, fizeram por merecer.

A diferença entre os quatro rebaixados com o time paranaense, é que o Coritiba encontrou forças para reagir na hora certa. Assim como na primeira colocação, na composição do G4, ou então no Z4, o que vale é a classificação após 38 rodadas, mesmo que nas outras 37 o time esteja em uma posição confortável, ou não.

Demais clubes que passaram pelo Z4 - Outros seis times estiveram em algum momento do campeonato na zona do rebaixamento. Deles, o Figueirense foi quem mais tempo assustou sua torcida: 15 rodadas. Em seguida, seu conterrâneo Chapecoense, com sete, e os grandes Palmeiras e Flamengo, ambos com seis rodadas.

Completam a lista Grêmio e Atlético-MG, com apenas uma rodada cada no Z4. E, diga-se de passagem, rodadas consideras insignificantes. Enquanto os gaúchos estiveram na zona apenas na primeira rodada, o Galo esteve lá na terceira.

Coxa branca assusta pelo segundo ano consecutivo - Enquanto em 2014 o Coritiba foi o time mais assíduo do Z4, em 2013 ele foi um dos menos, com apenas duas rodadas na zona. Porém, para preocupação dos seus torcedores, em duas rodadas consideras de alto perigo: 34ª e 36ª.

No fim da edição passada, o time de Couto Pereira encerrou o Brasileirão em 11º. Por mais que pareça uma posição "tranquila", foram apenas quatro pontos de diferença para a Portuguesa, 17ª. As vitórias contra Botafogo, por 2 x 1 em casa, e por 1 x 0 na última rodada, sobre o São Paulo, em Itu, garantiram ao Coxa o ano novo feliz, à época.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Brasileirão 2014: No fim, G5

Muito se falou durante a edição de 2014 do Campeonato Brasileiro de futebol se teríamos um G4, G5 ou até G3, que era possível. Tudo isso em função das cinco vagas que os times do Brasil tem direito na tão desejada Taça Libertadores da América.


O que é definido pela CBF, entidade máxima do futebol, é que quatro clubes se classificam pelo campeonato nacional e um quinto pela Copa do Brasil, tradicional torneio mata mata do País. Apenas a Sul-Americana poderia alterar isso, caso o campeão fosse brasileiro. Neste caso, ele "roubaria" a vaga do quarto colocado do Brasileirão.


Em certo momento do campeonato, os quatro sobreviventes da Copa do Brasil eram Cruzeiro, Santos, Atlético-MG e Flamengo. Enquanto os dois mineiros sempre figuraram no topo da tabela, a dupla de Rio-SP esteve em maior parte do campeonato na parte intermediária.

Assim, para que o G4 virasse G5, era necessário que Raposa ou Galo fosse campeão, para que não houvesse muita confusão na parte de cima. Neste tempo, antes que os mineiros garantissem vaga na final, o criticado Mano Menezes, do Corinthians, defendeu-se de críticas dizendo que o time dele estava no G5 naquela oportunidade.

Como o Galo era um dos quatro primeiros colocados à época, o treinador corintiano debruçou-se nessa teoria e ironizou a imprensa paulista, uma vez que o Timão era o 5º colocado. No fim, após as 38 rodadas, o Corinthians seria o 4º colocado, enquanto o Atlético-MG foi o 5º, ambos classificados para a Taça.


Desta forma, o G4 foi mesmo G5, mesmo que a vaga do alvinegro mineiro acabou vindo pela Copa do Brasil. O título do certame mais importante do País ficou com o Cruzeiro, enquanto São Paulo e Internacional ficaram com as outras duas vagas.


Assiduidade no G4 - Coincidência ou não, os clubes que mais tempo passaram no G4 foram aqueles que garantiram a vaga na Taça Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. O campeão Cruzeiro foi recordista, com 36 das 38 rodadas no pelotão. Em seguida, vieram Internacional, com 28 rodadas, São Paulo, com 27, e Corinthians com 25.

Enquanto o Atlético-MG esteve no G4 por nove rodadas, os dois principais postulantes que ficaram de fora da competição sul-americana foram Fluminense e Grêmio, com 13 e seis rodadas, respectivamente.

O Flu esteve no G4 por 12 vezes entre a 1ª e a 15ª rodada, aparecendo de novo apenas uma vez, na 32ª. Já o Tricolor gaúcho, do técnico Luis Felipe Scolari, que reclamou de perseguição, esteve no G4 da 5ª a 7ª rodada e depois apenas na 27ª,  33ª e 34ª. Será que ele estava certo de reclamar?

Em resumo, o campeonato,  na parte de cima da tabela, beneficiou aqueles que mais regularidade tiveram durante o torneio.
Assim como os quatro do G4 estiveram mais tempo no grupo de classificados a Libertadores, na definição do título Cruzeiro e São Paulo fizeram valer as estatísticas. Os mineiros estiveram na liderança por 33 das 38 rodadas e os paulistas na vice em 19 rodadas. Justiça feita. Que venha logo a temporada 2015!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Feliz 2014, ano que promete ser difícil para os grandes paulistas

A temporada de 2014 começa sem grandes expectativas para o quarteto paulista, formado pelos paulistanos Corinthians, Palmeiras e São Paulo, e pelo "Glorioso Alvinegro praiano". Sem nenhum deles na próxima Taça Libertadores, o Campeonato Paulista deste ano promete ser o estadual mais disputado dos últimos tempos.

Isso porque todos os outros três torneios que os quatro clubes podem disputar, Copa do Brasil e Brasileiro, com toda certeza, e Sul-Americana, que é disputada dependendo de não se classificar para a 4ª fase no mata-mata da Copa (brilhante fórmula de classificação), serão definidos no mês de dezembro.

Além disso, a fórmula de 2014 promete ser mais interessante que a dos últimos anos. Continuam classificando-se oito clubes para as quartas de final. Porém, dessa vez os times estão em quatro grupos de cinco equipes, que curiosamente nenhuma delas se enfrentam. Os dois melhores de cada grupo classificam-se, o que aumenta as chances de quartas de final entre gigantes e, quem sabe, final com times do interior, porque não.

Por ter garantido a classificação à Série A de 2014 bem cedo, em meados de outubro, o Palmeiras larga na frente dos demais. Começou a pré-temporada alguns dias antes e estará mais inteiro para o seu Centenário. Além disso, já anunciou algumas contratações como os atacantes Diogo (ex Portuguesa) e Rodolfo, e também tem tudo adiantado com o zagueiro Lúcio.

O Santos também é forte candidato. Talvez o maior de todos, pela qualidade do elenco. Nomes como Montillo, Cícero (se continuar) e Thiago Ribeiro, somados ao contratado Leandro Damião e à possível vinda de Vargas, aquecerão o clima na Vila Belmiro, que tem sido quente nos primeiros dias de Verão.

Iniciando um processo de reformulação após ganhar tudo nos últimos anos, o Corinthians é um incógnita para esta temporada. Ao mesmo tempo que a chegada de Mano Menezes pode trazer força para o clube, a saída do multicampeão Tite pode forçar Mano a ter bons resultados logo. A base até o momento é a mesma de 2013.

A expectativa dos alvinegros é que o novo (antigo) técnico injete ânimo nos jogadores e conquiste um título de expressão, após um ano de vitórias (Paulista e Recopa), mas com pouca pompa se comparado aos anos de 2011 e 2012.

Quem deve ter o ano mais difícil é o São Paulo. O clube teve na última temporada o pior ano de sua história recente e,talvez, de todos seus quase 80 anos. Muricy Ramalho terá que trabalhar muito para conseguir algo que não seja apenas manter o time na primeira divisão nacional ou classificar-se para a Libertadores.

O torcedor, que vê até agora apenas um ótimo reforço, o de Luis Ricardo, e uma saída, a de Aloísio num verdadeiro negócio da China, não pode esperar grande coisa do atual elenco. Espero que minha tese de que em 2013 eles apanharam o suficiente para estarem maduros em 2014, seja bem sucedida.

No entanto, como os holofotes estão todos virados para a eleição de abril, que finaliza o ciclo vencedor/perdedor de Juvenal Juvêncio, as chances de título para o Tricolor Paulista se torna algo muito distante.