quinta-feira, 12 de julho de 2012

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2012

Qualquer torcedor, independentemente do time do coração, que pegasse a tabela da Copa do Brasil no início do ano, dificilmente acertaria o campeão da Edição de 2012 do torneio.

Porém, a graça do futebol é essa. Pelo menos no Brasil. Nunca começa-se um campeonato com absoluta certeza de que A ou B será o vencedor, como acontece em países como Itália, Alemanha, Espanha ou Inglaterra, em 90% das vezes.

Dizer que o Palmeiras não teve nenhum adversário com jogadores a altura, pois os seis "melhores brasileiros" de 2011, Santos, Corinthians, Inter, Flamengo, Vasco e Fluminense estavam disputando outra competição é até certo ponto injustiça. Mas, dizer que o Palmeiras foi campeão invicto de um campeonato dificílimo, aí é um certo exagero.

Em sua trajetória, os adversários mais temidos acabaram se tornando os mais fáceis. E, os enredos foram dignos de filme de cinema. Após passar facilmente por Coruripe, Horizonte, Paraná e Atlético-PR, nas semifinais e finais era hora de ser realmente testado.

A receita do sucesso alviverde foi usada duas vezes com muito capricho. Vitória na partida de ida por 2x0 e empate no jogo de volta, em 1x1. A única diferença, além dos adversários é claro, foi o mando de campo.

Na semifinal contra o Grêmio, o time de Luis Felipe Scolari fez o que ninguém em sã consciência acreditaria. Bateu o Tricolor Gaúcho por 2x0 e calou o Estádio Olímpico. Como se estivesse predestinado, o time paulista fez dois gols importantíssimos no últimos 10 minutos do duelo de ida.

Na partida de volta, o que se viu foi o Grêmio tomar a atitude, como se fosse o mandante do duelo, e o Palmeiras jogar na defesa, esperando o adversário. Resultado: 1x1, após o Tricolor abrir o placar e levar o empate logo em seguida, tomando uma ducha de água fria.

Na semifinal, os Deuses do futebol estiveram ao lado do Palmeiras. O time apresentou um futebol muito mediano na partida de ida, para não dizer fraco, sentindo demais as ausências de Barcos (recém operado) e Henrique (suspenso no jogo anterior). Coube a dupla Assunção-Valdívia decidir.

O Coritiba era muito mais time, criava ótima chances de abrir o placar na Arena Barueri. E o que aconteceu? Pênalti para o Palmeiras. Quem não faz, toma. E Valdívia fez. Sim, essa máxima sempre será válida no esporte bretão. No segundo tempo, o golpe final veio com Thiago Heleno, selando a vitória sem sofrer gols em casa.

A euforia já tomava conta do torcedor, que foi para Curitiba com muita confiança no título. Após 45 minutos muito tensos no Couto Pereira, onde o Palmeiras teve as melhores chances de abrir o placar, na segunda etapa a equipe de Felipão voltou mais fechada do que na etapa anterior prevendo a pressão dos paranaenses.

Lembra-se do enredo descrito na partida de volta das semifinais em Barueri? Pois bem, ele se repetiu. O Coritiba abriu o placar, parecendo que o barco do Palmeiras iria afundar. Porém, poucos minutos depois o Verdão empatou. E, com um gol do fraco Betinho que, sinceramente, não tem futebol para vestir a camisa do clube de Palestra Itália.

Fim de jogo, 1x1, Palmeiras campeão pela segunda vez da Copa do Brasil, dessa vez de forma invicta, quebrando um jejum de 13 anos sem conquistar um título de expressão. O último havia sido a Copa Libertadores de 1999, também com o técnico Felipe Scolari.

Após um dia de festas, até um pouco exagerada com direito a desfile em carro aberto, é hora do Palmeiras voltar a realidade. O título veio, mas com uma direção totalmente falha, conturbada e confusa, o que deixa a certeza de que o futuro ainda é muito incerto. Que o clube volte aos tempos de glória e não fique abraçado em um título até o momento se mostra isolado e "oportunista".

terça-feira, 10 de julho de 2012

Corinthians campeão da Libertadores 2012

Sabias foram as palavras de Andrés Sanches, não sei ao certo em qual ano, mas acredito que em 2011, de que "participando todo ano, uma hora o Corinthians será campeão da Libertadores". Parece até que o ex-presidente do Timão sabia que, cedo ou tarde, isso iria acontecer.

O grande segredo do clube para garantir esse título foi manter a base campeã de 2011. O clube não trouxe nenhum nome de peso, como muitos imaginavam. A melhor atitude que tomou, aliás, foi de mandar embora o peso morto chamado Adriano. Isso valeu mais do que qualquer contratação.

Aos poucos a equipe de EmpaTite (assim que os torcedores chamavam) foi pegando cara durante a temporada. Os jogadores foram se achando e o time foi sendo montado naturalmente. Mesmo sem um 9, que neste caso seria Liédson, o Corinthians se encontrou com um time sem craques, mas com muita entrega. Nome como o de Danilo, muito criticado no começo de 2011 pela torcida, foi essencial para a conquista. A segunda na carreira do meia.

Assim, com uma campanha perfeita, onde venceu 8 jogos e empatou 6, o Corinthians entrou para o seleto grupo de times brasileiros campeões da Libertadores. Juntou-se a Vasco, Palmeiras e Flamengo, todos com um título cada, que acompanhados de Internacional, Grêmio e Cruzeiro, com dois títulos, e São Paulo e Santos, tricampeões da América, formam a verdadeira elite do nosso futebol.

A campanha do Alvinegro foi uma das melhores dos últimos 10 anos, com 71,45% de aproveitamento, ficando atrás apenas do São Paulo, campeão de 2005, que teve 73,80% e do Boca Juniors, campeão de 2003, com invejáveis 76,91%.

Alguns momentos são destacáveis, que eu gostaria de deixá-los registrados neste texto. Esquecendo um pouco a fase de grupos, que não serve de parâmetro, durante o mata-mata o Timão adotou sempre a mesma postura até um título. Passou por todos os adversários empatando (geralmente fora de casa) e vencendo, 75% das vezes em casa. A única exceção foi no duelo contra o Peixe em que inverteu-se os resultados.

Contra o Emelec, na volta das oitavas-de-final, após abrir a porteira o Corinthians aumentou o placar: resultado final, 3x0. No duelo seguinte contra o Vasco da Gama, um dos momentos que foram marcantes para o time. No jogo de volta., após o 0x0 da partida de ida, tudo caminhava para decisão por pênaltis.

A história poderia ser mudada por um jogador, que em outras circunstâncias dificilmente faria o que fez: Diego Souza, faltando cerca de 15 a 20 minutos para o término da partida, perdeu um gol histórico. Cara a cara com o goleiro Cássio, o meia vascaíno chutou mal, para a ótima defesa do porteiro do Timão. Poucos minutos do fim, Paulinho fez de cabeça o gol da classificação, levando o Pacaembu ao delírio.

No duelo seguinte, digno de final de campeonato, o Corinthians enfrentaria o Santos em sua pior fase dos últimos anos. No jogo de ida, o atacante Émerson mostrou ter estrela. Fez um belíssimo gol no primeiro tempo, que aumentou muito as chances do Timão se classificar. Na volta, o Santos saiu na frente, tomou o empate com Danilo e não soube reagir. 1x1 que classificou o time da capital.

Na decisão, nada menos que o "Rei de Copas" Boca Juniors, 6 vezes campeão da Libertadores. No primeiro jogo não precisei de mais de 25 minutos para perceber a fragilidade do time argentino. Apenas dois jogadores eram acima da média: o camisa 11 Walter Erviti e o legendário Juan Roman Riquelme. De resto, um time de medíocre para fraco.

Já no jogo de ida acredito que o título se decidiu com uma estrela chamada Romarinho. O jovem atacante fez sua estreia em Libertadores no fim da partida, quando o Boca vencia por 1x0. Ao fazer o gol de empate e calar a Bombonera, o Corinthians praticamente colocou a mão na taça.

O time argentino saberia jogar muito bem em São Paulo se tivesse a vantagem mínima. Porém, precisando de uma vitória para ser campeão, o estilo de jogo do Corinthians foi mais bem sucedido. Com dois gols de Emerson em duas jogadas de MUITO oportunismo, o Corinthians se sagrou pela primeira vez em sua história campeão da Copa Libertadores, depois de 53 anos de espera.

Agora é esperar o mundial e ver o que o time paulista terá pela frente. O provável adversário da final será o Chelsea, de técnico novo, atacante novo, ou seja, sem a base campeã da Champions League. Boa (boa?) sorte ao clube de Parque São Jorge.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quatro grandes passam de fase em suas competições

Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras terminaram a semana em euforia. Todos os quatro grandes clubes do Estado de S.Paulo tiveram êxito em suas disputas, válidas pelas quartas de finais da Copa Libertadores -Corinthians e Santos - e da Copa do Brasil - São Paulo e Palmeiras.

COPA LIBERTADORES
Corinthians e Santos tiveram pela primeira vez desde o início da Copa adversários a altura. O Timão recebeu o Vasco em duelo decisivo no Pacaembu.

Após a partida de ida, onde ambos os times não marcaram, o Timão foi preciso e venceu o Clube da Colina com requintes de crueldade para sua torcida.

Apenas aos 42 minutos do segundo tempo, o volante Paulinho, melhor jogador do Corinthians e artilheiro do clube da competição, marcou de cabeça o gol da vitória, após cobrança de escanteio do meia Alex. 1x0 para delírio da Fiel.

O Vasco teve bons momentos no jogo, onde poderia ter garantido a classificação. Sabendo aproveitar melhor as chances, o Corinthians mostrou eficiência e garantiu sua classificação para as semifinais, onde enfrentará um antigo rival, o Santos.

Santos que também se classificou sob muita tensão, para os fanáticos alvinegros da Baixada Santista. Após perder por 1x0 para o Velez Sarsfield na partida de ida em Buenos Aires, o Peixe repetiu o mesmo placar em Santos.

Com um futebol irreconhecível, o time de Muricy Ramalho precisou de contar com a boa participação de Léo, lateral de 36 anos de idade, que recebeu ótimo passe de Ganso e tocou para Alan Kardec abrir o marcador quando o jogo já caminhava para o seu fim.

Nas penalidades máximas, melhor para o Santos, que venceu por 4x2, sem que o craque Neymar precisasse bater a última cobrança. 

Assim, Corinthians e Santos se enfrentam pela próxima fase da Copa Libertadores. O Peixe joga a primeira partida em casa, em local a ser definido, enquanto o Alvinegro de Parque São Jorge decide em seus domínios, no Estádio Municipal de São Paulo. Na final, o vencedor enfrenta La U, do Chile, ou Boca Juniors, da Argentina.

COPA DO BRASIL
Tanto São Paulo quanto o Palmeiras se classificaram com imaginável facilidade para as semifinais da Copa do Brasil. Assim, diferentemente dos outros dois rivais que disputam a competição internacional, o Tricolor e o Verdão ainda terão que ser testados.

Ambas as equipes venceram pelo placar agregado de 4x2, porém com os mandos de jogos invertidos. O São Paulo venceu em casa na ida por 2x0, e empatou o jogo de volta por 2x2 no Serra Dourada, contra o Goiás.

Já o Palmeiras fez o inverso. Empatou em 2x2 o jogo de ida em Curitiba, contra o Atlético-PR, e decidiu em casa com uma vitória fácil: 2x0.

Para a próxima fase, tricolores e alviverdes terão dois adversários complicados. O São Paulo decidirá fora de casa contra o Coritiba, no Couto Pereira. Adversário esse que chegou às semifinais da competição nos últimos dois anos, com um vice em 2011.

Decidindo em casa, o Palmeiras terá pela frente o Grêmio, que assim como o time paulista também é Copeiro. Duelo com cara de final, entre dois clubes com técnicos campeões: Luis Felipe Scolari (Palmeiras) e Wanderlei Luxemburgo (Grêmio).

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fim da Pré-Temporada

Outro dia acompanhando a principal mesa redonda do futebol brasileiro - o Linha de Passe da ESPN Brasil - ouvi de algum dos participantes a ideia de que os estaduais brasileiros funcionam como mera Pré-Temporada para os grandes clubes.

 E, de fato, quem pronunciou tal frase está coberto de razão. Após assistir os monótonos jogos deste último domingo (finais dos estaduais), fico com a sensação de que o ano para os 4 grandes paulistas começa essa semana.

Antes de fazer uma análise a respeito, parabenizo o time do Santos FC, pelo Tricampeonato Paulista. Realmente, no estado de São Paulo o clube praiano não encontra adversário a altura há anos. O Time de Muricy Ramalho não tomou nenhum conhecimento do Guarani. Venceu os dois jogos - 3x0 ida e 4x2 volta - com facilidade no resultado, apesar de ter feito 1os tempos fracos e ter engolido o rival nas duas segundas etapas.


AGORA A COISA É SÉRIA
Esquecendo o estudal, vamos ao que interessa no primeiro semestre: Copa do Brasil e Copa Libertadores. Todos os grandes paulistas não enfrentaram nenhum time a altura nessas duas competições.

SANTOS
O Santos passou por um grupo (1) teoricamente fácil. Apesar da presença do Internacional, adversário forte, os outros dois times não tinham expressão nenhuma: The Strongest e Alianza Lima.

Na oitavas de final, o Bolivar não foi páreo. Achou uma vitória em casa, graças à temida altitude e, na Vila Belmiro, foi simplesmente humilhado. 8x0, o que faz qualquer apaixonado por futebol lembrar da Época de Pelé e cia.

Agora, na quartas de final, o Santos realmente inicia o campeonato. Tem pela frente o Velez da Argentina. Primeiro duelo com cara de Libertadores, embalado pelo título do Paulistinha.

CORINTHIANS
O Timão segue a mesma linha do Peixe. Adversários fraquíssimos na primeira fase - Cruz Azul, Nacional-PAR e Deportivo Táchira - e um duelo contra um clube de altitude na oitavas de final.

Após empatar em 0x0 com o Emelec no Equador, o Corinthians passou fácil pelos equatorianos no Pacaembu: 3x0, com um show de bolas na trave e belas defesas do goleiro rival.

Igualmente ao Santos, na quartas de final é que a Copa Libertadores começa para o Alvinegro. Hora de Corinthians e Vascos fazerem a esperada final do Brasileiro de 2011, que não ocorreu pelo formato da competição nacional ser em pontos corridos.

SÃO PAULO
O Tricolor também não enfrentou nenhum adversário de nível na Copa do Brasil. Passou por Independente do Pará e Bahia de Feira de Santana sem qualquer dificuldade.

Na oitavas de final um susto contra a Ponte Preta. Não pela qualidade do rival, mas sim pelas dificuldades do clube do Morumbi, batendo cabeça onde menos se espera: na sua diretoria, que tomou uma atitude ridícula com o fraco zagueiro Paulo Miranda.

Diferentemente de Santos e Corinthians, o São Paulo não terá na próxima fase um adversário grande, mas ninguém é capaz de afirmar que o clube paulistano está perto da semifinal, pois o Goiás é sempre uma pedra no sapato do time.

PALMEIRAS
O Palmeiras, que segue invicto na Copa do Brasil após 5 vitórias, tem na próxima rodada um adversário mediano, o Atlético-PR, abalado pela perda do estadual para seu maior rival: o Coritiba, tricampeão paranaense.

O Furacão não costuma ser um adversário difícil para o Palestra. Tanto em São Paulo quanto em Curitiba, o time paranaense não assusta o Verdão, que deve garantir vaga na semifinal.

Relembrando, o time Verde da Pompéia teve um início de campeonato igual aos rivais, passando sem qualquer dificuldade por Coruripe, Horizonte e Paraná, que em 2012 disputou apenas 6 jogos oficiais. 

PALPITES
Pela lógica, se é que ela existe, imagino que todos os 4 grandes Paulistas passarão para as semifinais de suas competições. Caso isso aconteça, Santos e Corinthians se enfrentam no duelo do futebol espetáculo x futebol de resultados. Já pela Copa do Brasil, o Palmeiras muito provavelmente teria o Grêmio pela frente, enquanto o São Paulo pegaria o favorito Coritiba.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Começa o Paulistão 2012

Após cerca de três meses de preparação, o Campeonato Paulista 2012 irá começar no próximo fim de semana. Em janeiro deu-se início ao Paulistinha, fase preparatório para os Grandes de São Paulo irem se preparando para a fase que realmente interessa: o mata-mata.

Antes de comentar os duelos, vale registrar o triste momento da Portuguesa. O time do Canindé fez o possível e impossível para ser rebaixado. Com apenas 4 vitórias em 19 partidas, o time de Jorginho selou no domingo sua queda.

Todos os resultados que contribuiríam para o rebaixamento da Lusa aconteceram. Derrota do time do Canindé, fora de casa, 4x2 para o Mirassol, vitória do Botafogo-SP por 2x1 sobre o Guarani, em Ribeirão Preto, e empate entre Mogi Mirim e XV de Piracicaba (2x2), que garantiu o XV de Novembro na primeira divisão.

A queda mostra como o futebol (e o mundo) dá voltas. Em dezembro a Lusa era só alegria, após ser campeã da Série B Nacional e voltar a Elite. Hoje, os torcedores lamentam o que era pouco crível. "Tem coisas que realmente só acontecem com a Portuguesa".

FINAIS DO PAULISTA
São Paulo x Bragantino abrem no sábado as quartas de final do Paulistão. No Morumbi, às 18h30, o clube da capital não terá vida fácil, apesar do grande favoritismo. Contra o time de Emerson Leão praticamente completo, o Massa Bruta terá que jogar muita bola para se classificar para as semi.

No domingo ocorrem os outros três jogos. O Corinthians recebe a Ponte Preta às 16h no Pacaembu. Se no último jogo do Paulistinha o Timão venceu com facilidade em Campinas a Ponte, por 2x1, imagino que o clube de Parque São Jorge não terá grandes dificuldades no domingo.

No mesmo horário o Santos irá receber o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, de certa forma engasgado. Isso porque no primeiro turno, com o time reserva, o Santos foi atropelado pelo Sapão: 3x1 jogando no interior. Neymar e cia deverão ir para cima, com o objetivo de se garantir na disputa da semifinal, contra São Paulo ou Bragantino.

Por fim, às 18h30, o Guarani recebe o Palmeiras no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Nesse duelo, analisando friamente, não existe favorito. Muito palmeirense não pensa e nem aceita essa visão, mas dois fatores apontam para um duelo equilibrado.

O primeiro deles diz respeito à fase conturbada do time Alviverde da Capital, que não conseguiu vencer em casa o Comercial (lanterna e rebaixado) no último fim de semana. Ah, e o time de Ribeirão Preto ainda terminou o jogo com 9 jogadores.

Outro ponto que pesa a favor do Guarani foi o duelo na primeira fase. O Bugrão não tomou conhecimento do rival e venceu fácil por 3x1. No primeiro duelo entre Fumagalli e Marcos Assunção, o meia do interior levou a melhor. Veremos como será o segundo.

Pela emoção no campeonato, torço pelos quatro grandes na final, mas as zebras sempre podem pintar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Balanço dos números dos grandes paulistas em 2011 e um Feliz 2012 para todas as torcidas de futebol

No começo de dezembro, quando resolvi voltar a escrever neste famigerado Blog Futebol Paulistano, me comprometi a fazer um balanço dos números dos quatro grandes do estado no ano de 2011.

Assim, faço aqui um balanço geral de temas que ainda não escrevi. Gols marcados (sofridos eu não gosto muito de contar), principais marcadores, vitórias etc.

Dos quatro paulistas, o Santos foi aquele que venceu a principal competição -Libertadores-, mas que também deixou a desejar no Mundial de Clubes. Já no Corinthians o ano foi oposto. Começou muito mal com a eliminação na Pré-Libertadores, encerrando com chave de ouro ao vencer o Brasileirão.

Já São Paulo e Palmeiras tiveram um ano para se lamentar. O time do Morumbi resolveu continuar investindo na base, o que não deu muito certo: os meninos de Cotia são muito mimados pro meu gosto. No Palmeiras, os investimentos mantidos também naufragaram. Ambos times terão que mostar muito em 2012 para suas torcidas.

OS NÚMEROS DE 2011
Todas as partidas
SANTOS - 75 jogos oficiais na temporada.
36 vitórias;
19 empates;
20 derrotas.

Aproveitamento total em pontos de 56,4%. Análise: Esses números se devem ao clube "abandonar" o Campeonato Brasileiro. 75% das derrotas em 2011 aconteceram na competição nacional.

SÃO PAULO - 70 jogos oficiais na temporada.
37 vitórias;
13 empates;
20 derrotas;

Aproveitamento total em pontos de 59%. Análise: O time do Morumbi teve uma atuação mediana em toda a temporada. O único ponto de diferencial foram 5 vitórias seguidas no Brasileiro. Após isso, nada de diferente.

PALMEIRAS - 68 jogos oficiais na temporada.
31 vitórias;
23 empates;
14 derrotas.

Aproveitamento total em pontos de 56,8%. Análise: O Palmeiras dos quatro paulistas foi aquele que mais empatou e menos perdeu ao lado do Corinthians. Sendo assim mediano em toda a temporada. Sem grandes altos e baixos.

CORINTHIANS - 63 jogos oficiais na temporada.
33 vitórias;
16 empates;
14 derrotas.

Aproveitamento total em pontos de 60,8%. Análise: O Timão teve o melhor aproveitamento e o menor número de derrotas. Porém, ao mesmo tempo o clube foi o que disputou menos partidas. 12 a menos que o Santos, por exemplo.

RANKING - De acordo com o número de partidas de cada equipe
VITÓRIAS
1)São Paulo - 52,8% de vitórias;
2)Corinthians - 52,3% de vitórias;
3)Santos - 48% de vitórias;
4)Palmeiras - 45,5% de vitórias.

EMPATES
1)Palmeiras - 33,8% de empates;
2)Santos - 25,3% de empates;
3)Corinthians - 25,3% de empates;
4)São Paulo - 18,8% de empates.

DERROTAS
1)São Paulo - 28,5%
2)Santos - 26,6%
3)Corinthians - 22,2%
4)Palmeiras - 20,5%.

GOLS NA TEMPORADA 2011
SANTOS - 125 gols em 75 jogos. Uma média de 1,66 gols por partida.
SÃO PAULO - 112 gols em 70 jogos. Uma média de 1,6 gols por partida.
CORINTHIANS - 90 gols em 63 jogos. Uma média de 1,42 gols por partida.
PALMEIRAS - 93 gols em 68 jogos. Uma média de 1,36 gols por partida.

ARTILHEIROS DE CADA EQUIPE
SANTOS
24 GOLS - Borges e Neymar; 15 GOLS - Elano; 8 GOLS - Zé Love; 7 GOLS - Keirrison.

SÃO PAULO
23 GOLS - Dagoberto; 14 GOLS - Lucas; 8 GOLS - Rogério Ceni; 7 GOLS - Luis Fabiano, Cícero e Rivaldo.

CORINTHIANS
23 GOLS - Liédson; 11 GOLS - Paulinho; 10 GOLS - William; 6 GOLS - Émerson e Alex; 5 GOLS - Chicão.

PALMEIRAS
16 GOLS - Kléber; 12 GOLS - Luan; 10 GOLS - Marcos Assunção; 8 GOLS - Patrik; 6 GOLS - Adriano "Michael Jackson".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ranking da Revista Placar atualizado - desde os primórdios até hoje em dia

Após ser "presenteado" no começo deste ano com um acervo digital que continha grande parte das revistas Placar ao longo de sua história, resolvi dar valor ao Ranking da revista mais conceituada no meio esportivo, fundada em 1970, meses antes de o Brasil conquistar o Tricampeonato mundial.

Curiosamente abri a edição de dezembro de 1999, onde a Revista destacava o Palmeiras como o grande "Campeão do Século XX". Posto esse que era muito lembrado pelos palmeirenses no começo do Século XXI, mas que hoje não anima tanto os alviverdes pela sua queda (1° para 5°).

Ainda no fim desse ano (1999) todos os jornais estamparam essa notícia, mesmo ignorando o fato de que o Século XX só acabaria em 31/12/2000. Terminado realmente este século, o Palmeiras se consolidou na ponta com 306 pontos.

Confira os 12 primeiros no fim do Século XX (2000):
1-Palmeiras: 306 pontos;
2-Flamengo: 302 pontos;
3-Santos: 282 pontos;
4-São Paulo: 280 pontos;
5-Grêmio: 270 pontos;
6-Vasco: 248 pontos;
7-Cruzeiro: 239 pontos;
8-Corinthians: 236 pontos;
9-Fluminense: 207 pontos;
10-Internacional: 189 pontos;
11-Atlético Mineiro: 181 pontos;
12-Bahia: 156 pontos.

Repare que, da chamada "elite do futebol brasileiro" composta por 4 cariocas, 4 paulistas, 2 mineiros e 2 gaúchos, apenas o Botafogo estava fora, substituído pelo respeitado Bahia, o Tricolor da Boa Terra.

De fato, levando em conta apenas os títulos e não vice-campeonatos, terceiras e quartas colocações, o Verdão terminou o Século XX como o maior vencedor. E, em um país onde o segundo colocado nunca é lembrado ou comemorado, esta é a maneira real de analisar um ranking de clubes.

Após ler a matéria que consagrava o Verdão, resolvi fazer à mão a atualização do Ranking do Século XXI e do Ranking Geral (total). Somei todos os títulos dos últimos 12 anos (2000 a 2011), até que esses tempos resolvi procurar sobre o ranking no Google. Encontrei tudo pronto, em sites como Wikipédia e no próprio site da placar.

Assim, destaco aqui estes dois rankings, o do Século XXI e o Geral, que conta todos os torneios disputados, desde os estaduais no começo dos anos 1900 e também dos torneios nacionais, que começaram a surgir nos idos dos anos 30.

Ranking do Século XXI
Para calcular este ranking, apenas peguei a pontuação que temos no atual ranking geral e subtraí pelo o Ranking à cima (até 2000). Mantive os mesmos 12 clubes usados anteriormente, para não perder o foco. Possivelmente Atlético-MG, Bahia e Palmeiras poderiam ficar de fora, o que atrapalharia a análise.

Assim, temos no atual Século:
1-Internacional: 117
2-São Paulo: 106
3-Santos: 86
4-Corinthians: 79
5-Flamengo: 67
6-Cruzeiro: 63
7-Fluminense: 39
8-Grêmio: 31
9-Vasco da Gama: 21
10-Atlético-MG: 11
11-Bahia: 11
12-Palmeiras: 9

Considerando esses doze clubes, repare a evolução e a queda de alguns. O Palmeiras de 1° caiu para 12°. O Internacional de 10° subiu para 1°. A verdadeira prova de que o futebol é cíclico. Que os clubes vivem altos e baixos. E que planejamento aliado a uma diretoria responsável é o grande diferencial.

Santos se manteve no mesmo posto. O São Paulo subiu de 5° para 2°. O Corinthians de 8° para 4°. Clubes estes que demonstraram evolução. Já o Vasco demonstrou queda, de 6° para 9°, mesmo ganhando em 2011 um torneio nacional.

Já no Ranking Geral não ocorre grandes pulos com, por exemplo, o do Inter debaixo para cima e o do Palmeiras do topo lá para baixo.

Ranking Geral (dezembro de 2011)
1-São Paulo: 386 pontos;
2-Flamengo: 369 pontos;
3-Santos: 368 pontos;
4-Corinthians: 315 pontos;
5-Palmeiras: 315 pontos;
6-Internacional: 306 pontos;
7-Cruzeiro: 302 pontos;
8-Grêmio: 301 pontos;
9-Vasco da Gama: 269 pontos;
10-Fluminense: 246 pontos;
11-Atlético Mineiro: 192 pontos;
12-Bahia: 167 pontos.

Aqui, fica evidenciado algumas situações estaduais. Em São Paulo, o Palmeiras que era a primeira força no Século passado em termos de títulos, hoje ostenta o posto de 4° melhor time. No Rio de Janeiro, o Flamengo segue sendo hegemônico, assim como o Cruzeiro que em Minas segue na frente do Atlético, só que agora com uma diferença ainda maior.

No Rio Grande do Sul o Grenal que antes tinha o Inter atrás, hoje vê o Grêmio em séria queda, vencendo muito pouco, caindo de 5° para 8° no Ranking dos dois séculos.

Este de fato é um Ranking interessante. Valoriza os títulos. A CBF tem o dela, que este blogueiro prefere não usar.

OBS: Segue abaixo a pontuação de cada uma das competições:
- 25 pontos: Interclubes (Intercontinental e Copa Toyota) e Mundial de Clubes da FIFA
- 20 pontos: Copa Libertadores e Campeonato Sul-Americano de Campeões
- 15 pontos: Campeonato Brasileiro e Torneio Roberto Gomes Pedrosa
- 12 pontos: Copa do Brasil e Taça Brasil
- 10 pontos: Copa Mercosul, Supercopa Libertadores e Copa Sul-Americana
- 7 pontos: Copa Conmebol e Recopa Sul-Americana
- 6 pontos: Campeonatos e Supercampeonatos Paulista e Carioca
- 4 pontos: Torneio Rio-São Paulo, Campeonatos e Supercampeonatos Mineiro e Gaúcho, Copas Sul/Sul-Minas, Centro-Oeste, Copa Nordeste/Campeonato do Nordeste, Copa Norte-Nordeste e Copa dos Campeões
- 3 pontos: Série B, Campeonatos e Supercampeonatos Paranaense, Baiano e Pernambucano
- 2 pontos: Copa Norte, Campeonatos Catarinense, Cearense, Goiano e Paraense
- 1 ponto: Outros Estaduais, séries C e D

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quem esperava o jogo do Século, assistiu ao time do Século XXI

Santos e Barcelona fizeram neste último domingo a final do Mundial de Clubes 2011 da FIFA. Antes do jogo, cheguei a dizer que seria o grande duelo da história de mundiais neste século. Ledo engano.

O que se viu em Yokohama, no Japão, foi a apresentação de um time histórico, que provavelmente será lembrado daqui 10, 20 anos como um dos cinco maiores times de todos os tempos: o Barcelona de Pepe Guardiola, Xavi, Iniesta, Puyol e, do craque, Lionel Messi.

4x0 foi o placar, com gols de Messi (2), Xavi e Cesc Fabregas. Porém, se terminasse 6 ou 7 a 0 para o time catalão, não espantaria ninguém pelo o que se viu em campo.

O adversário classificado para a final, o Santos de Neymar, incrivelmente não entrou em campo. Curiosamente, criou a mesma resistência que o Al Sadd havia proporcionado ao Barça na semifinal.

Com algum tempinho para entender o jogo, qualquer espectador percebeu em 15 minutos que, se o Santos não mudasse sua postura, seria engolido pelo time espanhol. E foi exatamente isso que aconteceu.

Criticar Muricy Ramalho após a final é muito fácil. Mas não me entra na cabeça ter três zagueiros (esquema pouquíssimo utilizado em 2011), para enfrentar um time que não tem atacante.

O próprio técnico santista falou após o jogo que o esquema do Barcelona seria motivo de piada no Brasil: 3-7-0. Mas se o adversário tem 7 no meio, pra que três zagueiros? O time brasileiro tinha um verdadeiro buraco no meio de campo.

Messi encontrou tanta facilidade quanto encontra em jogos contra equipes pequenas da Espanha. Deitou e rolou.

Após abrir 3x0 no primeiro tempo, o Barcelona teve certa piedade com o time da Vila Belmiro. Tirou o pé, mesmo obrigando Rafael a trabalhar muito.

Não posso deixar de citar aqui a frase de Sócrates Brasileiro. "A derrota ensina. A vitória nos emburrece". Perder, do jeito que o Santos perdeu, foi bom para o país.

Bom para abrir os olhos de todos. Para percebermos que aqui só temos craques sem tática alguma. Não existe disciplina. Não existe respeito com futebol, clube e torcida.

Muita coisa precisa mudar, porque desde 2002 o Brasil parou no tempo. Venceu uma Copa com a Família Scolari e, de lá pra cá, viramos o time favorito nas apostas, mas nunca no campo.

De 1970 a 1994 ficamos sem vencer o Mundial. Mas, ao menos naquela época, o Brasil tinha Seleções que deram gosto (1982, 1986). Vencer o Mundial de 1994 graças a Romário e 2002 graças a Rivaldo e Ronaldo, nos deram a sensação de superioridade, que só nos engana.

Parabéns ao Barça, por mostrar que é na base que fazemos grandes jogadores. Parabéns também ao Santos, por ter chegado na final. Mas não lhes parabenizo pelo futebol jogado, que foi um tanto quanto medroso, pra não dizer vergonhoso!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Santos x Barcelona: o duelo do século em Mundiais de Clubes

Ao todo já foram realizados 10 finais de Mundiais neste século. Com toda certeza o jogo de domingo, que será a décima primeira final em 11 anos de competições (de 2001 até 2011), será a grande final do século.

Não desmereço aqui as outras finalíssimas, que também tiveram sua importância. Mas, sem sombra de dúvidas, o jogo de domingo em Yokohama terá os dois grandes gênios do futebol na atualidade.

Messi x Neymar. O jovem argentino, que provavelmente vai superar Maradona em números (dificilmente em feitos), versus o brasileiro que muitos acreditam ser questão de anos para ele se tornar o melhor jogador do mundo.

O apaixonado por futebol com mais de 20 anos de idade pôde assistir grandes finais neste século. Em 2006 o Inter de Adriano Gabiru superou o Barça de Ronaldinho Gaúcho e cia, o que poucos acreditavam que seria capaz de acontecer.

No ano seguinte foi vez do Milan chacoalhar o temido Boca Juniors, com o time italiano orquestrado com maestria por Kaká (jogador brasileiro que sinceramente eu acho que já se "aposentou" no futebol, só esqueceram de avisá-lo). 4x2 para os rossoneiros, sem tomar conhecimento do rival sul-americano.

Boca Juniors x Milan (2003), São Paulo x Liverpool (2005), Barcelona x Estudiantes(2009). Grandes jogos. Mas, o que veremos domingo, espero eu, será o grande jogo da história recente da competição. Quem sabe um dos maiores de mais de 50 anos de disputas.

Se o Barcelona ganhar, vai confirmar a ótima fase vivida pelos comandados de Pepe Guardiola. Será apenas o segundo título mundial de um clube com muitas glórias.

Agora, se o Peixe superar o favorito catalão, será o maior título da história recente do Alvinegro. Se analisar bem, o que aconteceu na época de Pelé, o grande fora de série, já está imortalizado.

Uma vitória de Neymar e cia no domingo colocaria o Santos FC como o principal clube sul-americano da atualidade e um dos melhores do mundo. Quem sabe não seria o início de uma história vitoriosa parecida com o Boca Juniors no começo do século.

Palpite? Vitória do Barça, que está acostumado com grandiosos adversários na Europa, ao passo que o Peixe não teve em 2011 grandes desafios. Nenhum clube no continente daqui (América do Sul) teve time no ano para jogar de igual para igual com o time da Vila. Será o verdadeiro teste.

Confira abaixo as outras finais do século:
2001 - Bayern Munique(ALE) 1x0 Boca Juniors(ARG) - Tóquio (JAP)
2002 - Real Madrid(ESP) 2x0 Olimpia(PAR) - Yokohama (JAP)
2003 - Boca Juniors(ARG) (3)1x1(1) Milan (ITA) - Yokohama (JAP)
2004 - Porto(POR) (8)0x0(7) Once Caldas(COL) - Yokohama (JAP)
2005 - São Paulo(BRA) 1x0 Liverpool(ING) - Yokohama (JAP)
2006 - Internacional(BRA) 1x0 Barcelona(ESP) - Yokohama (JAP)
2007 - Milan(ITA) 4x2 Boca Juniors(ARG) - Yokohama (JAP)
2008 - Manchester United(ING) 1x0 LDU (EQU) - Yokohama (JAP)
2009 - Barcelona(ESP) 2x1 Estudiantes (ARG) - Yokohama (JAP)
2010 - Inter(ITA) 3x0 Mazembe (CON) - Yokohama (JAP)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Corinthians, o Campeão do Estado também na Televisão

Por boa parte do ano, até o fim do mês de abril para ser mais exato, o Corinthians esteve atrás dos seus dois rivais maiores - São Paulo e Palmeiras - no número de exibições da televisão aberta em São Paulo (SP).

Isso se explica por um resultado específico: a eliminação do Alvinegro na Pré-Libertadores de 2011. Quando o clube de Parque São Jorge foi eliminado pelo Deportes Tolima, time da Colômbia, a Tv (especificamente a Globo) ficou orfã em termos de audiência.

Ao término daquele mês, das 30 datas de Tv (33 jogos pois Globo e Band algumas vezes transmitiram jogos diferentes), o Tricolor liderava com 13 jogos, o Palmeiras vinha atrás com 11 e o Timão com 9. O Peixe vinha atrás com apenas 5 jogos.

Vale ainda explicar que se somar 13 com 11 com 9 com 5 o número de jogos daria 38. Porém, lembro que nesse tempo ocorreram cinco clássicos, o que explica a soma.

Do mês de maio (término dos Estaduais e início do Nacional) até o fim de outubro, os clubes sempre estiveram equilibrados em termos de jogos (neste caso, o Trio de Ferro Paulistano).

No fim de Julho, após mais outros três meses de futebol, o Corinthians já aparecia com 19 jogos na Tv, o São Paulo caiu para segundo com 18 e o Palmeiras para terceiro, com 17. O Santos subiu de 5 para 12, muito por causa da sua participação bem sucedida na Libertadores.

A caída do São Paulo, que teve apenas 5 jogos em três meses, teve motivo. Após a divulgação dos horários dos jogos do primeiro turno, boa parte da imprensa explicou o baixo número de jogos do Tricolor como uma retaliação da CBF/Globo, aqueles que mandam no país e no futebol, por problemas com o time do Morumbi.

Ao mesmo tempo, o Corinthians voltar a ter uma boa quantidade de jogos transmitidos era algo normal, visto que a audiência maior é do Alvinegro, sem sombra de dúvidas.

Mais outros três meses - agosto, setembro e outubro - e o panorama se manteve. Timão seguiu a média de três jogos por mês, pulando de 19 para 28. O São Paulo, que ia bem no Brasileiro, teve uma boa sequencia, similar ao Corinthians, com 9 jogos - de 18 para 27. O Palmeiras foi de 17 para 25. Já o Santos só apareceu em clássicos: subiu de 12 para 15.

Na reta final, o favorito e, após 38 rodadas, campeão Brasileiro de 2011, confirmou que na Tv o seu espaço e maior do que os rivais. Imagino eu aqui se o clube for bem na Libertadores e Brasileiro em 2012, como o Vasco conseguiu fazer com Copa do Brasil e Brasileirão. Provavelmente será lavada no número de jogos da próxima temporada.

O Timão fechou a temporada com 32 jogos, seguido por Palmeiras e São Paulo com 27 jogos, enquanto o Peixe não teve jogos transmitidos entre novembro e dezembro, assim como o Tricolor.

Ao decorrer do ano criei um Ranking, pontuando cada jogo em três pontos. Explico o número. Cada jogo transmitido pela Globo valia 2 e cada jogo da Band 1. Em grande parte da temporada as duas emissoras transmitiram o mesmo jogo. Em alguns casos, quando havia Libertadores e Paulista ao mesmo tempo, por exemplo, a Bandeirantes transmitia um jogo de menor audiência.

Feito o Ranking, a pontuação do Corinthians é ainda maior em relação aos adversários do que em números reais de transmissão. O São Paulo acaba ficando na frente do Palmeiras, algo como um desempate, e o Santos segue na 4a posição.

Acompanhei os números mês a mês. São Paulo e Corinthians sempre duelaram bem. Boa parte do ano teve o Tricolor na frente, mas na reta final o Timão cresceu (algo bem parecido com a história do campeonato). Confira o Ranking (explicado) abaixo:

1-Corinthians - 93 pontos (32 Globo's e 29 Band's = 64 + 29)
2-São Paulo - 79 pontos (26 Globo's e 27 Band's = 52 + 27)
3-Palmeiras - 77 pontos (25 Globo's e 27 Band's = 50 + 27)
4-Santos* - 44 pontos (15 Globo's e 9 Band's = 30 + 9 + 5* / Jogos sem Band no estado)